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Cristo, Rei do Universo

Por: Frei Luiz Iakovacz
17/11/2016 09:24 - Atualizado em 17/11/2016 09:24

Neste domingo, as Igrejas celebram o encerramento do Ano Litúrgico. No outro, iniciam um novo ano com o Advento, isto é, a preparação para o nascimento de Cristo que, como pessoa humana, peregrina por este “vale de lágrimas”. As Igrejas caminham com Ele e asseveram que, tanto pela vida como pela doutrina, – merece, sim, ser coroado Rei.

A Igreja Católica introduziu esta festa, em 1925, no Pontificado de Pio XI.

O motivo principal foi o acentuado avanço do secularismo que, pelo viés do laicismo, alijava a religião para a “esfera privada”, sem que interferisse em questões públicas como aborto, família, eutanásia, corrupção, política, economia e por aí afora. O Estado, dizem os laicistas, a partir da razão, é capaz de resolver estas questões sem a ajuda da religião.

Assim, a Igreja se viu “quase na obrigação” de reafirmar a doutrina cristã e sua ética moral. Portanto, esta festa tem, também, cunho social.

Se Cristo evitou que o povo o aclamasse rei após a multiplicação dos pães (Jo 6,15) e da estrondosa recepção ao entrar em Jerusalém (Mt 21,1-11) – no entanto, diante do representante oficial do Império Romano, Pôncio Pilatos – declarou, abertamente “Eu sou Rei. Para isto nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade, escuta a minha voz” (Jo 18,37). Só que Pilatos (assim como tantos outros), não escutou o “Reino da Verdade” e, motivado por interesses próprios, autorizou a sentença de morte.

Se a “realeza de Cristo não é deste mundo” (Jo 18,36), não significa fazer um reino paralelo ao existente. Diz Jesus que o “Reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17,21), é fermento na massa (Mt 13,33) e não há como separar fé e vida.

Se é preciso da “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21), não significa que os políticos governem este mundo e Deus o outro, numa frontal dicotomia. É preciso que se pergunte: o que dar a César?! Dar o que a Deus?! O que é de Deus, mesmo”?!

O que é de Deus não é só sua obra prima, o ser humano (Gn 1,26), mas também toda a criação que entregou ao homem e que era muito boa (Gn 1,31).

Por isso, quando o Rei Universal reunir tudo em suas mãos, o entregará ao Pai (1Cor 15,24). Então, “Deus será tudo, em todos” (1Cor 15,28).

A doutrina cristã corrobora os países que tem um sadio Estado laico e interpela aqueles que querem banir a religião para, no fundo, eles mesmos endeusarem-se em falsas realezas. Em ambos, precisamos agir e perseverar até o fim (Lc 21,19) porque o “Reino que agrada ao Pai” (Mt 11,25-26) pertence a estas pessoas.


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