O Governo de Santa Catarina já estrutura um plano de ação estratégico para posicionar o Estado de forma competitiva diante da formalização do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Sob a liderança do governador Jorginho Mello, a articulação é tratada como um instrumento fundamental de desenvolvimento, envolvendo diversas pastas sob a coordenação da Secretaria de Articulação Internacional (SAI).
O tratado, que cria a maior zona de livre comércio do mundo com mais de 700 milhões de consumidores, recebeu aval político nesta semana e deve ser assinado nos próximos dias, abrindo portas para o fortalecimento da economia catarinense em mercados de alta renda e inovação.
Para o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, Santa Catarina sai na frente ao organizar sua base produtiva para capturar essas oportunidades antes mesmo da entrada em vigor do acordo.
O objetivo é conectar indústria, academia e tecnologia, transformando o tratado em desenvolvimento real.
O Estado busca não apenas ampliar exportações, mas integrar-se às cadeias de valor europeias, atraindo parcerias em infraestrutura e transição verde. Com indicadores socioeconômicos acima da média nacional e uma agroindústria avançada, o território catarinense se consolida como um hub estratégico para a integração entre os dois blocos.
A estratégia estadual inclui a criação de uma força-tarefa para elaborar um plano de prontidão setorial e a instalação de um observatório permanente para orientar empresas e políticas públicas.
Além disso, o governo prevê uma atuação internacional ativa junto aos membros da União Europeia e o alinhamento com instrumentos de financiamento nacionais.
Com esse planejamento coordenado, Santa Catarina pretende se consolidar como um polo de integração produtiva e tecnológica, utilizando o acordo como um vetor de crescimento econômico e social de longo prazo.
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