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Jovem haitiano é desprezado e chamado de preto durante o trabalho em Cordilheira Alta

Por: LÊ NOTÍCIAS
18/04/2018 13:34 - Atualizado em 18/04/2018 13:55

Um crime de injúria racial foi registrado na tarde de segunda-feira (16), em Cordilheira Alta, quando um jovem haitiano, de 16 anos, que é morador de Xaxim, trabalhava como auxiliar de pintor em uma residência de uma mulher de 45 anos.

Segundo informações obtidas pelo LÊ NOTÍCIAS, o adolescente foi ao município vizinho, juntamente com o patrão e outro funcionário, para realizar a pintura de uma casa. Como a proprietária estava trabalhando, ela autorizou a equipe passar a tarde toda realizando os serviços, mas quando ela retornou, por volta das 16h30, se deparou com o jovem haitiano fazendo a lavagem das paredes. “Ela pegou a vassoura, esfregou na parede da casa e disse: ‘olha como que se faz seu negro’, e então arremessou a vassoura nos pés do adolescente”, consta no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Cordilheira Alta.

Ainda, segundo o BO, a mulher de 45 anos grita: “Te arranca daqui, que eu não quero você aqui junto com este preto”, disse ao patrão do jovem haitiano. O caso agora deve ser investigado pelo delegado de Polícia Civil, João Miotto, titular da Delegacia de Cordilheira Alta.

INJÚRIA RACIAL

Especificado no artigo 140 do Código Penal, terceiro parágrafo. É quando se ofende uma ou mais vítimas, por meio de “elementos referentes à raça, cor, etnia, religião e origem”. É um crime que cabe fiança e prescreve em oito anos, a partir do momento da injúria. A pena de reclusão é de um a três anos, mais multa.


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