A jornada de Raquel Guesser, que convive há duas décadas com as dores persistentes da fibromialgia, ilustra a realidade de cerca de 150 mil catarinenses que enfrentam síndromes crônicas.
O que antes era uma luta solitária contra a incompreensão social transformou-se em motor para políticas públicas robustas, tornando Santa Catarina um modelo legislativo para o país.
O estado foi pioneiro ao equiparar os diagnosticados com fibromialgia às pessoas com deficiência (PcD), garantindo direitos como atendimento prioritário, acesso a benefícios legais e a criação de uma carteira de identificação estadual — medidas que serviram de base para a recente legislação federal.
No contexto da campanha Fevereiro Roxo, o Parlamento catarinense reforça a conscientização sobre a fibromialgia, o lúpus e o Alzheimer, doenças que, embora incuráveis, exigem diagnóstico precoce para assegurar qualidade de vida.
Além do reconhecimento jurídico, o estado avançou com leis que instituem o fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis pelo SUS e a criação de linhas de cuidado específicas para dor crônica.
Para os parlamentares e especialistas envolvidos, o mês não é apenas uma data de mobilização, mas um chamado à empatia para com condições "invisíveis" que atingem majoritariamente as mulheres e a população idosa.
Para pacientes como Raquel, essas conquistas representam o fim da invisibilidade, garantindo que o sofrimento físico seja finalmente acompanhado de respeito, dignidade e segurança jurídica.
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