As exportações brasileiras de proteína animal alcançaram patamares históricos em março de 2026, impulsionadas pelo desempenho recorde nos setores de frango e suínos, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
No segmento de carne de frango, o Brasil embarcou 504,3 mil toneladas no mês, uma alta de 6% frente ao ano anterior, gerando uma receita recorde de US$ 944,7 milhões.
o acumulado do primeiro trimestre, o setor já soma 1,456 milhão de toneladas e faturamento de US$ 2,764 bilhões, com destaque para a recuperação da China ( 11,6%) e o forte crescimento do Japão ( 41,3%).
Apesar do otimismo global, o setor enfrenta os reflexos da Guerra no Golfo Pérsico. O fechamento do Estreito de Ormuz provocou uma queda de 18,5% no volume enviado ao Oriente Médio em março na comparação com fevereiro.
Entretanto, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, destaca que o fluxo segue ativo por rotas alternativas, garantindo o envio de mais de 100 mil toneladas para a região. No cenário nacional, o Paraná lidera as exportações de frango com 202 mil toneladas, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Já a carne suína registrou um recorde histórico absoluto em março, com 153,8 mil toneladas exportadas — um salto de 32,2% em relação a 2025.
A receita mensal acompanhou o ritmo, atingindo US$ 361,6 milhões ( 30,1%). No trimestre, o volume acumulado de 392,2 mil toneladas representa uma alta de 16,5%.
As Filipinas consolidaram-se como o principal destino, com um crescimento expressivo de 80,7%, seguidas pelo Japão. Santa Catarina mantém a liderança isolada na produção e exportação de suínos, com 71 mil toneladas embarcadas no período.
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