Enquanto o Brasil busca alternativas para conter a violência urbana, Santa Catarina consolida um cenário atípico de redução da violência letal, alcançando resultados históricos em 2026.
Em março, o estado não apenas reduziu o volume de crimes, como registrou cerca de 90% dos municípios sem qualquer homicídio, o que representa 264 das 295 cidades catarinenses.
Ao todo, foram contabilizados 40 homicídios no período, o melhor resultado em quase duas décadas e o desfecho de um primeiro trimestre marcado por quedas sucessivas.
Os dados de janeiro e fevereiro já indicavam essa tendência, com 43 e 33 ocorrências, respectivamente - os menores registros da série histórica iniciada em 2008.
A taxa de 1,5 homicídio por 100 mil habitantes não é fruto do acaso, mas sim de um ajuste estratégico após os picos registrados em 2023 e 2024.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Flávio Graff, o cerco foi apertado com base na "integração institucional", um modelo onde a informação circula entre as forças policiais de forma preditiva, permitindo ações mais assertivas tanto na prevenção quanto na repressão.
Para o secretário, o baixo índice de homicídios evidencia o trabalho competente das instituições catarinenses, que têm conseguido atuar com precisão nos setores de inteligência.
O dado mais impressionante do mês de março reside na capilaridade da segurança pública: apenas 31 municípios registraram mortes violentas em todo o território.
Esse cenário coloca a ampla maioria da população catarinense em um patamar de segurança comparável ao de nações desenvolvidas, conforme os parâmetros da ONU.
Com uma redução acumulada superior a 30% no trimestre, o desafio da Secretaria de Estado da Segurança Pública agora é monitorar os dados de inteligência para garantir que os recordes positivos se mantenham nos próximos meses, conforme apontam as análises da Gerência de Estatística e Análise Criminal da SSP-SC.
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