Os campos naturais da Serra do Cambirela, situados no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, apresentam um novo cenário após a conclusão de uma intensa operação de controle de espécies exóticas.
Em fevereiro deste ano, após 85 dias de trabalho em condições desafiadoras, foi finalizado o manejo de pinus em uma área de 160 hectares, resultando no corte de 19 mil árvores adultas e na remoção de cerca de 10 mil espécimes menores.
Vistorias realizadas em março por equipes do IMA, da AXIA Energia e da empresa executora confirmaram a eficácia da ação, que já permite visualizar a regeneração da vegetação nativa, composta por gramíneas e arbustos típicos do ambiente campestre.
A intervenção, iniciada em novembro de 2025, foi viabilizada pela AXIA Energia como parte de condicionantes ambientais do licenciamento do Sistema de Reforço Eletroenergético ao Litoral Catarinense.
A operação exigiu uma logística complexa, envolvendo uma equipe de sete profissionais que atuaram em altitudes próximas de mil metros, com acesso restrito a trilhas ou apoio de helicóptero.
Segundo o engenheiro agrimensor do IMA, Aurélio Aguiar, as condições atmosféricas e a distância foram os maiores obstáculos, superados por um acampamento base eficiente que garantiu a continuidade dos trabalhos mesmo em região remota.
Além do ganho para a biodiversidade, a retirada dos pinus protege nascentes fundamentais que alimentam o Rio Vargem do Braço, essencial para o abastecimento de Florianópolis, Palhoça e São José.
Para Sabrina Nunes Cataneo Maestri, diretora do IMA, a iniciativa é estratégica para garantir a manutenção dos serviços ambientais e o equilíbrio dos ecossistemas.
O projeto pode ter continuidade em uma área adicional de 30 hectares, enquanto o IMA planeja expandir o controle para os mais de mil hectares ainda atingidos pela invasão; por segurança, o acesso aos campos naturais pela trilha da Cachoeira do Rio Vermelho permanece restrito.




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