A sessão plenária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) desta quarta-feira (15) promoveu debates abrangentes que atravessaram as áreas de segurança pública, infraestrutura, saúde e economia.
O início das discussões foi marcado por fortes pronunciamentos dos deputados Jessé Lopes (PL) e Sargento Lima (PL), que defenderam a valorização da Polícia Militar.
Jessé criticou o controle rigoroso sobre os agentes e a implementação de câmeras corporais, argumentando que tais medidas ignoram a realidade do enfrentamento às facções criminosas.
Complementando o raciocínio, Sargento Lima relatou casos de policiais feridos em serviço para ilustrar os riscos da profissão, aproveitando a tribuna para criticar a cobertura de parte da imprensa que, segundo ele, tende a vitimizar o criminoso em detrimento da segurança da população.
No campo da infraestrutura e educação, o deputado Carlos Humberto (PL) destacou a concretização de projetos históricos, como a reforma do Colégio João Boos, em Guabiruba, que aguardava solução desde 2006.
Paralelamente, a saúde pública foi tema de alertas graves feitos pelo deputado Ivan Naatz (PL), que denunciou um caso de óbito por falta de atendimento no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, cobrando respostas imediatas das lideranças locais, enquanto mencionava investimentos significativos em outras unidades, como o hospital de Gaspar.
Já o deputado Antídio Lunelli (MDB) focou sua fala no cenário macroeconômico, defendendo uma revisão urgente do pacto federativo para evitar que Santa Catarina seja penalizada na redistribuição de recursos federais, defendendo que estados mais produtivos recebam um retorno proporcional ao que geram.
Encerrando as pautas de destaque, a deputada Paulinha (Podemos) celebrou avanços na mobilidade regional com o edital do Morro do Encano e reforçou sua defesa ao Projeto de Lei 202/2025.
A proposta visa garantir às gestantes usuárias do SUS o direito de optar pela cesariana eletiva a partir da 39ª semana de gestação, contestando os protocolos atuais que estendem a espera até as 41 semanas.
Para aprofundar o debate sobre o atendimento obstétrico, a parlamentar propôs uma reunião técnica entre a Secretaria de Estado da Saúde e as maternidades catarinenses, agendada para o dia 4 de maio, às 14h, na sede do Legislativo.
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