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Santa Catarina projeta exportar 20 mil toneladas de maçã em 2026

Ricardo Trida/Secom Santa Catarina projeta exportar 20 mil toneladas de maçã na safra 2025/2026, impulsionada pelo clima favorável e pela qualidade superior dos frutos Santa Catarina projeta exportar 20 mil toneladas de maçã na safra 2025/2026, impulsionada pelo clima favorável e pela qualidade superior dos frutos

A safra de maçã 2025/2026 em Santa Catarina deve alcançar resultados expressivos, com a projeção de exportação de cerca de 20 mil toneladas da fruta. Para além do clima favorável, que garantiu volume e qualidade superior à safra anterior, a grande novidade deste ano é a simplificação do processo logístico.

Após duas décadas de reivindicações do setor, o Governo do Estado e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) viabilizaram a certificação fitossanitária diretamente em São Joaquim e Fraiburgo. Com a presença de auditores fiscais federais na origem, a carga pode seguir diretamente para os portos catarinenses, como o de Imbituba, sem as paradas burocráticas que antes ocorriam em Vacaria (RS) ou Itajaí.

Segundo o governador Jorginho Mello, a medida elimina uma barreira histórica que encarecia a produção. Anteriormente, o transporte até o estado vizinho ou a espera por diárias de contêineres em terminais portuários geravam custos elevados e reduziam a vida útil da fruta, que é altamente perecível.

Com a descentralização, estima-se um ganho de até 15 dias na vida útil comercial da maçã no mercado internacional. Em São Joaquim, um dos principais polos produtivos, já foram certificadas 530 toneladas localmente nesta safra, reforçando a competitividade do produto catarinense, que agora chega mais rápido e com menor custo logístico aos importadores.

A eficiência da exportação também é sustentada pelo rigoroso status sanitário de Santa Catarina. O trabalho da Cidasc foi decisivo para a erradicação da Cydia pomonella (traça da maçã) e para o controle do cancro europeu, garantindo que a produção atenda às exigências dos mercados mais rigorosos. A sanidade vegetal, aliada à excelência produtiva, permite que o estado lidere a produção nacional, com uma colheita estimada em mais de 265 mil toneladas da variedade Gala e 234 mil toneladas da variedade Fuji.

Embora o consumo doméstico absorva a maior parte da produção nacional - cerca de 750 mil toneladas -, a exportação continua sendo uma válvula de escape estratégica para equilibrar os preços internos em anos de grande safra.

A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) destaca que o volume exportado em 2026 poderia ser ainda maior não fosse a instabilidade gerada pelos conflitos no Oriente Médio, que impactam o comércio global. Mesmo assim, o fortalecimento da logística interna e a parceria entre o Estado e os produtores garantem que Santa Catarina siga consolidada como o maior player da maçã no Brasil.


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