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PSDB se distancia de Bauer; Alckmin não reage em SC; A responsabilidade das entidades empresariais; Dirceu Dresch no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
17/05/2018 11:10 - Atualizado em 17/05/2018 11:38

O empresariado tem a obrigação de dizer o que quer

O cenário na economia, com empresas, principalmente a indústria, vivendo a pior de sua agonia, é resultado claro de que, quando as entidades ficam distante do debate, seus adversários ocupam e definem a direção. O resultado mostra por si. O agronegócio, uma das maiores marcas de Santa Catarina, modelo de produção, está perdendo força porque, sem ferrovia, estradas, concorrência respeitosa e representação política garantida, as consequências são as piores possíveis. Se não se toma posição defendendo nomes para mudar, querendo um Brasil e SC desenvolvida, vão esperar quando para que este objetivo seja alcançado? Eleição é para dizer o rumo. O PIB do Estado precisa dizer qual é o melhor.


Qual é a expectativa do PT para as eleições em SC?

Nós vivemos um momento extremamente delicado na política brasileira, em um golpe que começou a ser construído por Aécio Neves, articulado com o capital internacional, criando um caos. A partir de 2014, jogaram contra o País, desestabilizaram o governo, articulando especialmente com os EUA, que não fizeram golpe só no Brasil, como em outros países, como Uruguai, Honduras e de certa forma na Argentina. Todos que jogaram contra o Brasil, estão jogando-o para o fundo do poço, ou seja, os deputados federais que votaram pela derrubada da Dilma, os senadores, a grande mídia e o próprio Judiciário. Há milhões de brasileiros com saudades do PT, por isso Lula só cresce, mesmo estando preso sem praticar crime, pois a história do tríplex é uma montagem do juiz Sergio Moro contra ele, uma estratégia. Criaremos um grande debate, se queremos um país entregue para o grande capital internacional, para uma meia dúzia ou para um povo. Vamos retomar a Presidência da República com o presidente Lula e em Santa Catarina o Décio Lima é o meu candidato a governador. Ao Senado, temos Lédio Rosa, desembargador aposentado, que é um dos possíveis candidatos. Nós temos condições de ir para o 2º turno, mas se não formos, decidiremos quem vai ser o governador de Santa Catarina.

Por que o Sr. vai a deputado federal?

Porque eu tenho um princípio de que mandato não é do deputado, mandato é do partido e também não é profissão. Eu estou com três mandatos estaduais, com quatro campanhas, temos adquirido muita experiência, temos ampliado uma base importantíssima nos movimentos sociais, sindicais, populares, nos partidos, com mandatos de prefeito, vereadores e lideranças do PT, então nós estamos tendo uma aceitação muito grande, por isso decidimos dar um passo a mais, abrir espaço para as novas candidaturas, da juventude que quer vir, que também tem essa vontade de participar e discutir política, expondo ideias, como é o caso de vários aqui no Oeste. Temos os deputados que vão à reeleição, a deputada Luciana Carminatti, o deputado Neodi Saretta, deputado Padre Pedro, e nomes como o Fabiano da Luz, que foi prefeito de Pinhalzinho e o Adriano De Martini, de Xanxerê, além de Lizeu Mazzioni, que é um grande líder sindical de Chapecó.


Sabido

A situação do senador Paulo Bauer complica-se a cada momento. Embora sendo um excelente nome para disputar as eleições, inclusive como candidato a governador, vai sucumbindo dia a dia. O PSDB, como o PT, vive sua morte súbita.

Morto

O MDB que tem o presidente Temer como seu maior representante, igualmente vai dissolvendo-se como gelo diante da sociedade. Completa dois anos de mandato sem ter dito qual a direção que o país tem que tomar.

Real

As lideranças do PSDB de SC, embora a extrema dedicação para fortalecer o nome de Geraldo Alckmin, vive os mesmos dilemas. Caindo nas pesquisas, ao contrário, os partidos estão fugindo. Depois dos números, o MDB vai repensar.

Fraude

A saída que o Brasil está encontrando não tem nada a ver com as medidas do Presidente da República. Ele não tem nada a ver com isso. O mundo começa a respirar e ele, de carona, ganhou fôlego. Salvo pelo Congresso, não mudava nada.

Ela

Dilma lidera os votos para o Senado em MG mesmo diante de tudo o que viveu com impeachment e a prisão de Lula da Silva. Os efeitos que a política gera no eleitor, ao contrário de melhorar, piora. Assim como Aécio Neves.

Lavagem

Empresariado indignado que o eleitor, dono absoluto da escolha de um futuro do país, está vivendo como que em latência, não sentindo nada e não apontando a saída. O aumento de votos nulos e brancos é a grande diferença nestas eleições.

Campanha

Até agora não se viu uma só campanha para estimular o eleitor a ir às urnas e escolher o melhor para seguir na modificação do Brasil. O aumento da indignação de anular o voto é um perigo porque, os que vão ser eleitos, são os mesmos.

Raciocínio

Mais que um momento de dificuldade em que passa o Brasil, também nos Estados há uma geração nova com ideias boas que estão se inclinando para a proporcional. Se o eleitor entender isso, o Congresso Nacional tende a melhorar.

Responsabilidade

Mais que ser uma entidade, é o momento da Fiesc, Fecomércio, FCDL, sindicatos patronais e de trabalhadores, Maçonaria, Lions, Rotary, unirem-se para defender o novo Brasil. Isoladamente, não há resultados positivos.

Democracia

Mário Lanznaster lembrou que, como empresário, o setor deve se unir para apontar diretrizes e dizer quem são os melhores nomes. Deixar para que o eleitor tenha, por ele mesmo, a luminosidade, é um erro. Sem economia, o país quebra.

Economia

Não são somente diretrizes, dizer quais os perfis ideais para que o eleitor entenda quem são os melhores nomes, mas porque defender cada um deles. Não apontando o caminho para melhorar o Brasil, o eleitor vai nos mesmos.

Política

Esta tese de que entidades classistas não podem misturar com política e partidos, é um equívoco. O Brasil caminhou para o buraco exatamente porque estas mesmas células distanciaram-se. No seu lugar, entrou a CUT, Força Sindical e etc.



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