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INDIGNAÇÃO

Caminhoneiros de Marema entram em greve e aderem à paralisação nacional

Por: LÊ NOTÍCIAS
22/05/2018 14:43 - Atualizado em 22/05/2018 15:12
Caminhoneiros maremenses aderiram à greve nesta terça-feira (22) (Foto: Ramon Schettini/LÊ) Caminhoneiros maremenses aderiram à greve nesta terça-feira (22) (Foto: Ramon Schettini/LÊ)

Por Vitória Schettini

Desde esta segunda-feira (21), os caminhoneiros estão paralisando as estradas por todo o País, pelo alto preço dos combustíveis. Nesta terça-feira (22), no segundo dia da greve nacional, os motoristas de caminhão de Marema, representando o Sindicato de Transportadores de Marema, também aderiram à greve, com o objetivo de aumentar a força da paralisação.

O LÊ NOTÍCIAS esteve em Marema na manhã desta terça-feira e de acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores de Marema, Michael Zanchet, o preço dos combustíveis atinge proporções altíssimas, que estão dificultando seu trabalho. “A paralisação é nacional, porque o custo do nosso transporte está passando de 70%. Não há mais como trabalhar dessa maneira, nós chegamos no nosso limite. Essa elevação nos preços acarretará no aumento nos supermercados e nos comércios”, enfatiza.

Segundo Michael Zanchet, os caminhoneiros do sindicato estão desmotivados para sair de casa e trabalhar. Ele afirma ainda que “se continuar dessa forma, nesse mesmo ano, nós teremos de trocar de ramo. O Brasil não vive sem caminhões, ele é totalmente dependente”, salienta.

Michael se indigna ao recordar que no período de um ano, o diesel aumentou em torno de R$ 1,00, o que se transforma em 50% ou 55% de repasse do valor aos fretes. “Nós ficaremos parados até o combustível entrar na proporção de um ano atrás, na faixa de R$ 2,60. Acima de R$ 3,00, o transporte fica impraticável. O combustível passa de R$ 3,89 aqui em Marema, contudo, sabemos que em outras regiões, como Tocantins e Mato Grosso, passa de R$ 4,30”, reclama.

Conforme Zanchet, no Sindicato de Transportadores de Marema há em torno de 15 motoristas e todos estão paralisados pelas estradas. “Nós damos 3 a 4% de incentivo fiscal para Marema, no movimento econômico. Por exemplo, a minha empresa, movimenta na faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil. Então, isso volta para município pelo meu ICMS”, finaliza.

MOTIVO DA PARALISAÇÃO

A mobilização nacional pede a redução da carga tributária sobre o diesel. O setor reivindica que a alíquota de PIS/Pasep e Cofins seja “zerada” e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

O aumento é resultado da nova política de preços da Petrobrás, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Nos últimos meses, porém, o petróleo tem apresentado forte alta — na semana passada, chegou a bater na casa dos US$ 80 o barril, valor que não registrava desde novembro de 2014.

DECISÃO JUDICIAL

Segundo o jornalista Moacir Pereira, do jornal Diário Catarinense, o juiz Leonardo Cacau Santos La Bradbury, da 2ª Vara Federal de Florianópolis, concedeu liminar à Advocacia-Geral da União (AGU), que impede o movimento de caminhoneiros autônomos de obstruir totalmente as rodovias federais em Santa Catarina. A decisão, proferida nesta terça-feira (22), não proíbe o exercício das liberdades de expressão e manifestação, desde que respeite o direito de tráfego de veículos.

Segundo nota da Assessoria de Imprensa do Foro da Justiça Federal “a ação de interdito proibitório foi proposta contra a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abac), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Vale de Araranguá e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA). A ordem atinge as rodovias federais no Estado, especialmente as BR-101, BR-116, BR153, BR-158, BR-163, BR-280, BR-282, BR-285, BR-376, BR-470, BR-475, BR-477, BR-480 e BR-486. A multa em caso de descumprimento é de R$ 1 mil por hora, em desfavor dos réus e dos líderes do movimento, a serem identificados pelo oficial de Justiça no momento da intimação. O uso de força policial está autorizado para evitar atos ilícitos ou depredação, ressaltando, porém, que o cumprimento de ocorrer preferencialmente de forma pacífica e, apenas caso necessário, com uso moderado da força, sem excessos que possam configurar qualquer foram de abuso”, escreveu o juiz na decisão.

PONTOS DE PARALISAÇÃO EM SC

Até às 14h30 desta terça-feira (22), confira onde ocorrem as manifestações:


BR-101
- Km 116 em Itajaí (Litoral Norte).
- Km 282 em Imbituba (Sul), onde os manifestantes paralisaram o trânsito na rodovia; PRF está no local.
- Km 342 em Tubarão (Sul).
- Km 354 em Jaguaruna (Sul).
- Km 402 em Maracajá (Sul).
- Km 421 em Araranguá (Sul).

BR-116
- Km 7 em Mafra (Norte).
- Km 54 em Papanduva (Norte).
- Km 99 em Monte Castelo (Norte).
- Km 138 em Santa Cecília (Serra).
- Km 245 em Lages (Serra).

BR-280
- Km 3 em São Francisco do Sul (Norte).
- Km 21 em Araquari (Norte).
- Km 120 em Rio Negrinho (Norte).

BR-282
- Km 263 em São José do Cerrito (Serra).
- Km 344 em Campos Novos (Serra).
- Km 395 em Joaçaba (Oeste).
- Km 463 em Ponte Serrada (Oeste).
- Km 507 em Xanxerê (Oeste).
- Km 571 em Nova Erechim (Oeste).
- Km 606 em Maravilha (Oeste).

BR-470
- Km 9 em Navegantes (Litoral Norte).
- Km 68 em Indaial (Vale do Itajaí).
- Km 82 em Rodeio (Vale do Itajaí).
- Km 249 em Curitibanos (Serra).

Rodovias estaduais
- SC-415 em Itapoá (Norte).
- SC-108 em São João do Itaperiú (Norte).
- SC-155 em Abelardo Luz (Oeste).
- SC-407 em Biguaçu (Grande Florianópolis).
- SC-459 em Marema (Região de Xaxim).


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