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Dívidas e mais dívidas

Por: Simão Baran Jr.
23/11/2016 14:19

É algo triste acompanhar a crise financeira pela qual está passando o Rio Grande do Sul, situação que se reflete nos demais Estados brasileiros e numa infinidade de Municípios. Como chegamos a esse ponto?

Simples, gastou-se mais do que se arrecada. No caso gaúcho, o gasto com Previdência é muito grande, superior aos dos demais Estados. Além disso, há uma dívida com a União, que representa o resultado final de outra crise financeira, antiga, mas que ainda traz consequências. No final das contas, investe-se muito pouco, quase nada.

De onde vem tanta dívida? Simples, novamente. Nos últimos 43, houve déficit fiscal em 37 deles. Isso significa que gastar mais do que se arrecada é a regra e essa conta só vem crescendo.

O que acontece no Rio Grande do Sul também está acontecendo em outros locais. E ainda não vimos todos os reflexos dos gastos incontroláveis dos gestores públicos.

A mesma realidade se aplica aos municípios da região. Dívidas e mais dívidas. Frutos de sucessivas administrações públicas que não conseguem fechar as contas. Fornecedores ficam sem receber, as contas vão se avolumando e claro, quem arca com as consequências é a população brasileira (aquela mesma que foi procurada nas campanhas há poucos dias).

Infelizmente, a solução não será simples e nem agradável. Toda a população já está sentindo os efeitos dos desmandos. Que o diga a população do Rio de Janeiro.

Creio que aulas básicas de economia nas escolas seriam uma saudável novidade, especialmente numa época em que entender o noticiário de economia não é fácil de entender. Afinal como a povo poderá questionar os responsáveis pela crise se não tiver os fundamentos básicos das leis da economia.

Nesse aspecto, a história tem se repetido como uma tragédia. Há décadas, os gastos públicos são feitos sem os controles que se esperam, de forma que as dívidas se acumulam até a próxima crise ou quebra. Passa-se um tempo de vacas magras, até se corrigir os excessos. Quando as contas estão equilibradas, não demora e logo começa-se a gastar mais do que se tem disponível.

E o pior é que não se verifica a chamada luz no fim do túnel. Ao longo do tempo foram editadas diversas leis para disciplinar os gastos públicos, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas que, infelizmente, não tem surtido todos os efeitos.

Enquanto isso, passamos por uma das mais graves crises da história. Tenhamos a humildade e a sapiência de aprender com ela, sob pena de mais sofrimento no futuro.


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