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Polícia Civil prende autor de homicídio em Chapecó

Polícia Civil de Chapecó O homem, que entregou um revólver calibre .38 ilegal, responderá por homicídio qualificado e posse irregular de arma O homem, que entregou um revólver calibre .38 ilegal, responderá por homicídio qualificado e posse irregular de arma

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Homicídios de Chapecó, cumpriu o mandado de prisão temporária contra o autor do assassinato de Clair dos Santos, ocorrido na manhã do dia 29 de maio deste ano.

O crime foi elucidado no mesmo dia da ocorrência. O investigado se apresentou na unidade policial acompanhado de seu advogado, na tarde desta segunda-feira (1º), quando a ordem judicial foi efetivada.

O homicídio foi registrado por volta das 9h20 na rua Beloni Trombetta Zanin, no bairro Santo Antônio, em uma área de campo utilizada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Segundo as investigações, o autor passou cerca de uma hora circulando pela região em um veículo Peugeot 2008 branco à procura da vítima.

Ao avistar Santos, o motorista jogou o carro em sua direção, chegando a colidir contra a calçada e estourar um pneu. Mesmo com o automóvel danificado, o agressor continuou a perseguição à vítima, que tentava fugir a pé.

Santos foi alcançado no terreno da universidade, onde o executor desembarcou e efetuou quatro disparos de arma de fogo pelas costas do homem, atingindo-o duas vezes.

Uma testemunha ocular que presenciou a cena foi abordada pelo autor, que pediu para não ser denunciado sob a justificativa de que havia "matado um ladrão".

O laudo pericial da necropsia apontou que a causa da morte foi um choque hipovolêmico intenso.

Os projéteis entraram pelas costas com apenas 15 centímetros de distância entre si e em um mesmo ângulo, transfixando o corpo e lesionando órgãos vitais, como o coração.

Os detalhes técnicos coletados pela perícia contestam diretamente a versão do investigado dada em interrogatório, na qual ele afirmou ter atirado "a esmo" e em movimento apenas para dar um susto no homem que corria.

Em seu depoimento, o suspeito alegou que agiu após ser informado de que uma farmácia próxima à sua casa havia sido furtada no início daquela manhã.

Ele admitiu que saiu de carro com o objetivo de "amarrar o ladrão e levá-lo à delegacia", mas confirmou que em nenhum momento acionou formalmente a Polícia Militar ou a Polícia Civil para relatar o suposto crime patrimonial.

Contatada pelos investigadores, a proprietária do estabelecimento comercial revelou que nem pretendia registrar a ocorrência devido ao valor insignificante das mercadorias levadas - um desodorante e um perfume -, o que só foi feito posteriormente a pedido das autoridades.

A Polícia Civil enfatizou que a conduta do investigado configura uma execução sumária, sem qualquer elemento que justifique legítima defesa ou outra excludente de ilicitude, tratando-se de uma reação violenta e baseada em mera suspeita.

O homem também entregou aos policiais a arma utilizada na ação, um revólver calibre .38 sem registro que ele mantinha ilegalmente há anos.

Agora, o acusado responderá por homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, permanecendo recolhido no complexo prisional de Chapecó à disposição do Poder Judiciário.


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