Um policial rodoviário federal, de 44 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por uma motocicleta durante uma blitz de fiscalização na BR-282, em Pinhalzinho, no Oeste catarinense, na tarde deste domingo (07).
Segundo as autoridades, o condutor da moto, de 20 anos e que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não desviou e acelerou o veículo no momento da abordagem, atingindo o agente.
O impacto foi violento e mobilizou uma grande operação de resgate. As guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Pinhalzinho, Modelo e Saudades deram o primeiro atendimento ao policial, que foi encontrado deitado na pista com um quadro clínico crítico.
A gravidade dos ferimentos exigiu o acionamento imediato da aeronave do Serviço Aeropolicial de Fronteira (Saer/Fron) e da equipe do Samu/Aeromédico.
O agente apresentava traumatismo cranioencefálico, suspeitas de lesões no tórax e hemorragia interna no abdômen, além de fraturas em ambas as pernas e braços.
Ainda na cena do acidente, os socorristas realizaram procedimentos avançados de suporte à vida, incluindo uma transfusão de sangue total para estabilizar o paciente, que foi transportado em um voo de cerca de dez minutos até o Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó, onde deu entrada direto no centro cirúrgico.
O atropelamento também provocou a queda da motocicleta, ferindo o condutor e a passageira, de 13 anos.
Ambos sofreram escoriações e ferimentos abrasivos pelo corpo, foram amparados pelas equipes de resgate terrestre e encaminhados de ambulância para o Hospital de Pinhalzinho sem risco de morte.
Além da falta de habilitação do motorista, a polícia constatou que a motocicleta estava com o licenciamento atrasado.
O motociclista foi preso em flagrante e apresentado à Polícia Federal, que ficará responsável pela condução do inquérito de forma definitiva.
Por ter avançado e acelerado contra o policial rodoviário, o jovem poderá responder por tentativa de homicídio qualificado contra autoridade de segurança pública, crime que prevê uma pena superior a 20 anos de reclusão.
Ele também deve responder por infrações ao Código de Trânsito Brasileiro, como dirigir sem habilitação gerando perigo de dano e lesão corporal, além de ser investigado por expor a menor de idade a risco iminente ou por corrupção de menores.



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