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Sábado D do PSD; PSDB lidera diálogo longe de GM; Raimundo Colombo precisa dizer o óbvio; Marco Tebaldi no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
06/06/2018 09:29 - Atualizado em 06/06/2018 09:31

Os rumos do MDB, PSDB, PPS, PR, DEM e PTB

A coligação sem nome que o MDB precisa liderar, não foi confeccionada, mas tem certidão de nascimento. Está nas mãos de Mauro Mariani, presidente dos ulyssistas, abrir o que tem feito com os pés desde o lançamento de seu nome à governança. Maestros de bom ouvido, mas de afinação ruim, Marcos Vieira do PSDB, Carmen Zanotto do PPS, o Republicano Jorginho Mello com o Democrata João Kleinübing, não conseguem um diapasão comum capaz de fazer Geraldo Alckmin (foto) escutar. É verdade que no próximo Dia dos Namorados, na capital, todos eles vão namorar o presidenciável paulista, mas esquecer o presente. Se Eduardo Moreira, declarante antecipado de amor ao paulista, não foi ainda seguido, falta o que para escancarar o governo e jantar com Jorge Bornhausen? Colombo sabe das coisas.


Qual a avaliação que o senhor faz deste semestre tumultuado no Congresso e no Brasil?

Antes de mais nada, é preciso que entendamos que vivemos um período de grande transição e transformações. Os 13 anos de administração petista, institucionalizou a corrupção e o aparelhamento do Estado, algo nunca visto em tão alta dimensão em todo o globo. Apesar das fragilidades e deficiências, o atual governo tenta se equilibrar entre a terrível herança política e econômica deixada por Lula e Dilma e os anseios de uma população angustiada por todas as inseguranças que vivemos no campo econômico, político e judicial. Vejo que é hora de mantermos a serenidade, a confiança e rumarmos para as eleições de outubro no ambiente o mais tranquilo possível e acima de tudo mantermos a esperança em dias mais prósperos e felizes.

Não estaria no momento de um rompimento radical com os velhos costumes que a sociedade está rejeitando?

Uma das coisas que aprendi nos meus 60 anos de vida é que a palavra radical só é bacana na prática de esportes. Tudo que é radical caminha lado a lado com os extremos e nesse campo está muito claro para mim que tanto os extremismos de esquerda quanto os de direita, não levam a lugar algum. Entendo que vivemos num tempo que precisamos buscar o bom senso, o equilíbrio e nos pautar por aquilo que a experiência nos traz de positivo. Quanto as mudanças de costumes que concordo serem necessárias para a construção um Brasil mais próspero e justo, ela precisa começar no interior de cada um de nós, ou seja, já dentro de nossas casas, nos exemplos e educação que damos aos nossos filhos, na relação com nossos colegas na vida profissional e com nosso próximo. Utilizando a Câmara Federal como exemplo, é preciso dizer que ela não fica em Marte, ela está bem aqui e é composta por brasileiros que são médicos, engenheiros, empreendedores, pastores, advogados, enfim, todos saem do seio da sociedade. Eu sou otimista por natureza e tenho que ser, afinal, tenho filhos e neto e acredito que eles viverão numa nação muito mais evoluída em todas as esferas que montam um grande País.


Não

Não sendo convidado para estar presente em um evento onde tem a marca da indiferença tucana, o partido de Marcos Vieira não pisa em Chapecó para aplaudir o PSD e seus afinados. Vai continuar na busca pela distante lua da d’Agronômica.

Real

O PSDB tem uma visão diferente dos demais partidos quando, buscando voo solo, quer comparar-se às águias. Desigual, aquela ave de rapina, enxergando o futuro de sua presa, nunca erra. Semelhante à miopia que tem sido marca.

Valentia

Não há dúvidas de que o senador Paulo Bauer é um grande quadro, responsável e com coragem eleitoral para ir à disputa de outubro. Embora seu sorriso de Monalisa à missão, o espírito do tucano quer, mesmo, é o retorno a Brasília.

Ontem

Diferente daquela disputa de 2014, com mais quatro anos de mandato, com um Aécio Neves com possibilidades reais de vencer a eleição, não havia motivo para que Bauer mergulhasse no pleito. Hoje, com Alckmin escorregando, é outra.

Amanhã

Entrar em um pleito onde poderia tranquilamente buscar uma reeleição ao lado do MDB, é a melhor porta que o senador catarinense pode passar. Na construção liderada pelo PSD, esta possibilidade é uma fenda de rachadura.

Mais

Onde tem Esperidião Amin ao Senado e Raimundo Colombo, ex-governador na estrutura, Paulo Bauer seria uma possibilidade no segundo voto. Até porque o lageano tem debilidades reais de seguir a Brasília. Este é o rumo.

Raciocínio

Observando um Raimundo Colombo na berlinda, buscando alternativa, inclusive com Paulo Bauer na cabeça para garantir Brasília, o senador de Jaraguá do Sul teria, na coligação com MDB, os “fura olho” do PSD e PP na parceria.

Salvação

JKB está certo ao construir um projeto com Bauer na cabeça, porque MDB e PSD, além do Progressistas, votariam mesmo separado. Unidos, é morro abaixo. É o sonho de Colombo que, mais que colocar o ovo para não cair, é não ir junto com ele.

Erro

Raimundo tem logística para construir sua ida a Brasília, mas tem um complicado chamado Esperidião Amin e Napoleão Bernardes pinçando seu tendão. Falou mais que deveria no Fundam e, sem citar outros pregos, já é o seu calvário.

Campeão

O ex-governador não somente acirrou com 295 prefeitos, mas também com o PSD e PP por antecipar o governo ao MDB. Mais, a este último, entregou um ouriço com cara de Nemo. Colombo construiu-lhe a tempestade perfeita para outubro.

Reação

Não há dúvida que a coligação iniciada no próximo sábado pode dar a Colombo o sal de fruta do seu mal estar. Mas vai ter que engolir fervendo o que ele, às escondidas, patrocinou na voz de Júlio Garcia. Aí alivia.


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