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Entrevista | Senador Paulo Bauer afirma que vai a governador, fala de Temer, elogia Alckmin e Jorge Bornhausen

Por: Marcos Schettini
15/06/2018 11:47
Foto: Roque de Sá/Agência Senado Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Em roteiro pelo Estado, o senador Paulo Bauer, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini. Na conversa, o tucano se diz preparado para governar Santa Catarina, agradeceu os elogios recebidos do ex-governador Jorge Bornhausen e afirma ter um plano moderno para o futuro catarinense.

Marcos Schettini: Qual a impressão que Geraldo Alckmin deixou em Santa Catarina?

Paulo Bauer: Ele esteve numa programação que contemplou Joinville, Chapecó e Florianópolis. Tive a felicidade de constatar que ele foi muito bem recebido por todos e em todos os lugares. As pessoas com quem ele conversou, trataram ele de uma forma muito respeitosa, atenciosa e com educação, demonstrando que os catarinenses estão entendendo o momento político, demonstrando a confiança no processo eleitoral e, mais do que isso, acreditando que as eleições vão contribuir na melhoria, dando novos rumos aos país. O Geraldo Alckmin representa essa possibilidade o início de uma nova história ao Brasil.

Schettini: O que é o Brasil depois de Dilma?

Bauer: Após o impeachment da presidente petista, vivemos um novo período comandado pelo vice-presidente que não possui liderança e força política, mas tem o dispositivo constitucional que dá a ele a responsabilidade de conduzir os interesses e os negócios do Brasil. É necessário registrar que ele tem feito isso com muito empenho e esforço, mas os resultados demoram muito para aparecer. Isso porque o prejuízo, o descuido e a falta de gestão foi muito grande no país nos 14 anos de PT. O resultado foi 13 milhões de desempregados, inflação acima de 10% e juros anuais acima de 16%, governo desorganizado, corrupção em todas as áreas comprovadas agora pelo Mensalão do Lula e pela Lava-Jato da Petrobras. Tudo isso deixou os brasileiros muito ansiosos e perplexos, porque querem que o Brasil passe a viver novos tempos. Isso efetivamente só deve vir em nova eleição, com um novo governo legitimamente eleito, com força política e respaldo popular.

Schettini: É aí que entra Geraldo Alckmin?

Bauer: Não tenho dúvida alguma que Alckmin irá conquistar esse mandato de presidente da República pela sua competência e conhecimento de administração pública. Além de ser um homem humilde e honrado. Em todos lugares onde esteve, principalmente em Chapecó, conversou com muita gente e pode se perceber que ele tem uma mensagem muito apropriada neste momento, que resume na busca pela união do país. Precisamos unir nossas forças e esperanças para fazer um novo Brasil. Alckmin pode comandar isso com toda certeza.

Schettini: O PSDB não teria que ter um gesto de grandeza para atrair os demais partidos e criar um forte palanque para Geraldo Alckmin em Santa Catarina?

Bauer: Eu estive com Geraldo em todos os eventos em Santa Catarina e presenciei ele conversar, por telefone, com Esperidião Amin, maior líder no PP, com Gelson Merisio e Raimundo Colombo, maiores líderes do PSD. Conversando, em minha frente, com o governador Eduardo Pinho Moreira, do MDB. Participei das conversas com as lideranças do PSDB. Todos esses partidos com lideranças de expressão em Santa Catarina e que se identificam com Alckmin. Reconhecem nele qualidades e possuem carinho, admiração e apreço pessoal. Se nós quiséssemos fazer algo que unisse palanque, campanha e voto, nós teríamos que unir todos esses partidos. Mas sabemos que isso não é possível devido às disputas históricas que existem. Por exemplo, entre MDB e PP. Se o PSDB unisse ao PP, perderíamos o MDB e ao contrário, perderíamos o PP. Essa ideia de termos que reunir todos que querem o Alckmin como presidente, numa única força eleitoral, se mostra absolutamente inviável. Ele também afirmou que estas disputas estaduais não estão sendo comandadas e orientadas pela candidatura à Presidência da República, pois muitos candidatos vão disputar a eleição um contra o outro.

Schettini: Isso não dificulta elevar os números?

Bauer: Não é a primeira vez que isso irá acontecer em Santa Catarina e nem será a última. Eu, tranquilamente, digo que independente das alianças que vamos fazer no Estado, o catarinense irá votar majoritariamente no Geraldo Alckmin. Em todas as eleições para presidente da República, os candidatos do PSDB venceram as eleições aqui. Foi assim com Alckmin, Serra e Fernando Henrique. O catarinense tem, acima de tudo, espírito de responsabilidade e cidadania que recomenda o voto certo sem fazer aventura, sem se deixar levar pelo discurso fácil, sem que a gente precise dar tiro de revólver e rasgar tudo que fizemos na vida e começar tudo de novo. Nós temos que fazer política com seriedade, responsabilidade e tenho certeza que isso irá se repetir nesta eleição.

Schettini: Quais são as conversas em torno no seu nome ao Governo do Estado?

Bauer: O PSDB decidiu que terá um candidato ao Governo do Estado e apresentou meu nome. Estou percorrendo o Estado, visitando as regiões. Neste momento estou indo em direção ao Sul e irei visitar Criciúma, Araranguá, Braço do Norte, como fiz na semana passada, quando estive no Oeste, em Quilombo, São Lourenço do Oeste e Dionísio Cerqueira, para identificar as necessidades da nossa gente, discutir com as pessoas quais são as melhores formas para resolver problemas crônicos. Apresentando meu nome como pré-candidato do PSDB e demonstrando que existe a possibilidade concreta, e real, de nós termos a chance de vencer a eleição e de fazer um grande governo, diferente e moderno. Obviamente que, no curso da agenda, vamos conversando com outros partidos.

Schettini: Por que o Sr. afirma que o PT faz mal?

Bauer: A única sigla com a qual nós não conversamos é o PT. Eles não pensam no Brasil e nem no futuro das pessoas em qualquer lugar. Também em SC. Eles pensam apenas em política, política, política e política para implantar no Brasil uma ideologia que não é aprovada e nem aceita pelo brasileiro que quer oportunidade de emprego e melhoria de vida. Nós precisamos é incluir todos para que tenham oportunidades para vencer. O PT pensa diferente e quer que todos dependam do governo, uma espécie de socialismo pelo qual os brasileiros não têm nenhuma paixão e apreço. Então o PSDB não conversa com estes partidos de extrema esquerda, como o PCdoB e seus semelhantes.

Schettini: Está conversando com quem?

Bauer: Com o Democratas, PP, MDB e PSD sem nenhum problema pois são conversas positivas. Como pré-candidato, respeito todas as siglas porque eles também possuem seus pré-candidatos. Em 15 ou 30 dias, as coisas vão começar a afunilar. Os que têm ideias parecidas e compromissos parecidos, que compreendem o Estado de uma forma parecida, vão acabar se juntando naturalmente. Uma coligação não deve e não pode ser feita apenas para ganhar uma eleição, mas sim para fazer mais e melhor pelo povo e pelo futuro da nossa gente. Nós não oferecemos restrições aos partidos que mencionei. Tem o PR, o PTS, PSB, PTB, PSC, citando outros. Cada um na sua individualidade para, depois, partirmos para as conclusões, coligações que se formaram naturalmente.

Schettini: Jorge Bornhausen cita o senhor com as melhores qualidades possíveis para governar Santa Catarina...

Bauer: Tenho que manifestar minha gratidão e meu apreço ao Jorge Bornhausen por declarar seu voto a governador em meu favor. Sempre o admirei muito por sua história, estatura política e, principalmente, pela sua habilidade no processo de construção política. É uma das grandes figuras públicas de Santa Catarina como foi Luiz Henrique e Konder Reis que infelizmente nos deixou. Fui ao velório e sepultamento. Receber o estímulo de um líder como Jorge Bornhausen sempre é gratificante para quem deseja ser governador. Eu me sinto absolutamente preparado para fazer a campanha e também para governar Santa Catarina, se essa for a vontade dos catarinenses.

Schettini: Por que o Sr. se entende preparado para ser governador?

Bauer: Eu fui deputado estadual em 1986. Naquela eleição, o Paulo Afonso Vieira e eu fomos eleitos e nos tornamos os deputados mais jovens da história de Santa Catarina. Tinha 26 anos e isso trouxe grandes responsabilidades. Fui quatro vezes deputado federal e secretário de Estado da Educação em duas ocasiões. Uma no Governo Kleinübing e outra no Governo LHS. Fui vice-governador de Esperidião Amin e hoje senador. Entre todos os outros pré-candidatos, aquele que teve os melhores professores na política pública fui eu. Fui colaborador no Governo de Jorge Bornhausen, de Esperidião Amin no primeiro mandato, vice no segundo. Portanto, posso dizer que, com todos esses governadores, aprendi muito. Conheci Santa Catarina, conheço o povo catarinense, sei das nossas lutas, conquistas e conheço quais são nossas frustrações. Sei que nosso Estado pode muito mais e tem direito a muito mais, mas é preciso que o governo seja mudado, com mais velocidade e modernidade.

Schettini: Onde os governos passados erraram?

Bauer: Não adianta ficar falando mal dos outros governos, isso não constrói, não acrescenta nada de para as pessoas. Precisamos entender o momento, modernizar, fazer as coisas essenciais mais bem feitas e com menos dinheiro. Na Saúde, em São Miguel do Oeste, tem um serviço de oncologia que está pronto e montado há quase um mês, mas não está funcionando ainda. O problema enfrentado pelo Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, que atende milhões de habitantes. O Governo Federal demora em decidir se colocava ou não um segundo equipamento para fazer tratamento de oncologia. Tive que trazer o ministro da Saúde para Chapecó no ano passado para que esta questão fosse resolvida. Ou seja, demora, indecisão, falta de prioridade com o que é essencial. Acredito que Santa Catarina precisa ser governado por alguém que entenda o espírito do catarinense e qual é a nossa posição. Se você tem o rumo, uma estratégia e transparência sobre determinados problemas, eles vão ser resolvidos na medida em que a sociedade ajude a resolver isso. Não da mais para se imaginar que as autoridades possam trabalhar isoladamente, sem que se chame a comunidade e as lideranças para contribuir em buscar a solução do problema. Tenho certeza que vamos viver um novo tempo em Santa Catarina e que vai ser muito melhor quando PSDB tiver a incumbência de governar este maravilhoso Estado.

Schettini: O PSDB ficou forte para este objetivo?

Bauer: Com muita paciência e humildade aos demais partidos, fomos crescendo e hoje governamos municípios importantes como Concórdia, Joaçaba, Caçador, Rio do Sul, Indaial, Criciúma, São Joaquim, para citar alguns, e Blumenau, até a pouco tempo, antes da renúncia de Napoleão, que vai participar da eleição deste ano. Nós somos hoje, sem dúvida alguma, o partido que tem expressão política, experiência administrativa e identidade política com os catarinenses. Nós apreendemos a compreender e conhecer o Estado de Santa Catarina, todos seus valores, intenções e interesses.

Schettini: Qual a mensagem ao povo catarinense?

Bauer: Nós temos a intenção e o interesse em conhecer melhor e quais são os desejos do povo catarinense. Vamos elaborar uma proposta, uma declaração de ação governamental à sociedade catarinense. Feito isso, durante a campanha eleitoral, os catarinenses vão conhecer uma nova maneira de governar. O PSDB nunca governou Santa Catarina. Temos a melhor agroindústria do Brasil. Tudo começou aqui com Brandalise, Plínio De Nês, Fontana, Aury Bodanese. Iniciaram sistemas com suínos e aves de forma integrada que deu certo e virou exemplo para o Brasil e para o mundo. Conseguimos enviar o frango para a Arábia Saudita, o suíno que vai ao Japão, mas não conseguimos acabar com a fila das pessoas que estão lutando contra o câncer. Vejo em Balneário Camboriú que estamos construindo os seis maiores edifícios do Brasil, sendo que o mais alto terá 77 andares. Fico me perguntando como não conseguimos colocar computadores em todas as salas de aula das escolas públicas? Isso tudo precisa mudar, com um governo ativo e comprometido com os catarinenses. Nós podemos fazer melhor, fazer tudo de positivo em favor da nossa gente.


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