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Pedágio sem cancelas chega ao Oeste catarinense a partir de 2028

Divulgação A partir de 2028, o Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina terão o sistema free flow em rodovias federais concedidas, eliminando praças de pedágio e cancelas A partir de 2028, o Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina terão o sistema free flow em rodovias federais concedidas, eliminando praças de pedágio e cancelas

Por Vitória Schettini

O Oeste de Santa Catarina deverá contar, a partir de 2028, com um novo modelo de cobrança de pedágio nas rodovias federais incluídas no projeto de concessão. O sistema, conhecido como free flow, elimina as tradicionais praças de pedágio, cabines e cancelas e permite que os veículos sejam identificados eletronicamente durante o trajeto.

A previsão atual da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é de que o leilão de concessão das rodovias seja realizado em setembro de 2027, com assinatura de contratos em dezembro do mesmo ano. Com isso, o novo sistema deve entrar em operação ao longo de 2028, caso o cronograma revisado seja mantido.

No Oeste e Meio-Oeste catarinense, a modelagem atual prevê oito pórticos eletrônicos em pontos estratégicos. As estruturas estão previstas para os municípios de Concórdia, Joaçaba, Erval Velho, Campos Novos, Água Doce, Irani, Xaxim e Faxinal dos Guedes.

COMO FUNCIONARÁ O FREE FLOW

Diferentemente do modelo tradicional, o free flow não exige que o motorista pare para efetuar o pagamento. Câmeras e sensores instalados nos pórticos identificam os veículos e registram a passagem. Motoristas que utilizam tag eletrônica terão a cobrança realizada automaticamente. Já quem não possui o dispositivo poderá efetuar o pagamento posteriormente pelos canais disponibilizados pela concessionária responsável pela rodovia.

Uma das principais mudanças é a cobrança proporcional ao trecho utilizado. Dessa forma, a proposta busca evitar que motoristas que percorrem distâncias menores paguem necessariamente o mesmo valor de quem utiliza trechos mais longos.

OITO PÓRTICOS ESTÃO PREVISTOS NA REGIÃO

De acordo com a modelagem atual da concessão, os equipamentos estão previstos para os municípios de Concórdia, Joaçaba, Erval Velho, Campos Novos, Água Doce, Irani, Xaxim e Faxinal dos Guedes. Segundo os estudos que embasaram a proposta, a localização dos pórticos levou em consideração fatores como fluxo de veículos e mobilidade regional.

O projeto completo de concessão contempla outros trechos e, no conjunto dos lotes, prevê a instalação de 18 pórticos de cobrança. Os oito equipamentos citados acima correspondem ao recorte do Oeste e Meio-Oeste catarinense.

DESCONTO DE 50% NO PRIMEIRO ANO

Para facilitar a adaptação dos usuários ao novo modelo, a proposta prevê que, durante os primeiros 12 meses da concessão, seja cobrado 50% da tarifa prevista em contrato. Também estão previstas tarifas diferenciadas para veículos equipados com tag eletrônica. Para os usuários que não utilizarem o dispositivo, a modelagem prevê um adicional sobre a tarifa-base.

Por outro lado, a proposta não prevê descontos específicos ou isenção para moradores das cidades onde os pórticos serão instalados nem para usuários que utilizam as rodovias com frequência. A medida pode gerar impacto especialmente para pessoas que se deslocam diariamente por pequenos trechos das rodovias. Com a ausência de uma isenção específica para moradores locais, esses usuários também estarão sujeitos à cobrança nos trechos abrangidos pelo sistema.

INVESTIMENTOS E CUSTOS DA CONCESSÃO

A implantação do free flow faz parte de um pacote mais amplo de concessões e investimentos nas rodovias federais. No somatório total dos Lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina, a previsão é de aproximadamente R$ 9,1 bilhões apenas em investimentos diretos na infraestrutura (como duplicações e terceiras faixas) ao longo dos contratos.

Entre os objetivos do novo sistema estão a modernização da cobrança, a redução de filas e paradas nas rodovias e a melhoria da fluidez do trânsito. A cobrança proporcional ao trecho utilizado também é apresentada como uma forma de tornar o sistema mais equilibrado entre os diferentes perfis de usuários.

ADAPTAÇÃO SERÁ NECESSÁRIA

Para os motoristas, a mudança exigirá adaptação ao novo modelo de pagamento. Quem utilizar tag terá a cobrança feita automaticamente, enquanto os demais precisarão acompanhar as passagens registradas e realizar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.

A expectativa é de que o sistema proporcione viagens mais rápidas e reduza congestionamentos próximos às antigas praças de pedágio. Ao mesmo tempo, o custo para quem utiliza diariamente pequenos trechos e a necessidade de atenção aos meios de pagamento estão entre os pontos que podem gerar preocupação entre os usuários.

Atualmente, os trechos das rodovias federais incluídos no projeto ainda não contam com o modelo de cobrança previsto pela nova concessão. Como o projeto foi postergado justamente para que a ANTT revise os pedidos de inclusão de novas obras regionais (como melhorias na BR-153 em Concórdia), detalhes da concessão e a exata distribuição do sistema de cobrança ainda podem sofrer alterações até a publicação final do edital em 2027.


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