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Eduardo Moreira sai, mas não sai; Colombo aposta em Amin; Anti-Colombo cresce no Estado; Dário Berger se prepara; Natalino Lázare no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
20/06/2018 10:15 - Atualizado em 20/06/2018 10:35

Na dúvida não ultrapasse

A decisão prematura de Eduardo Moreira pegou todos surpreendentemente. As lideranças entendiam que o governador é dotado de todas as conjunturas para subir no ringue de outubro em condições de igualdade à medida que tem, em seu controle, a charmosa máquina do Estado, embora doente e à bolacha de água e sal. Se antecipando do desgaste que previa passar, chegou rasgando o verbo em favor de Mauro Mariani, agora só na disputa. O presidente do MDB sabe que, se depender dos espaços no governo para atrair aliados, volta com fome da pescaria. Esta possibilidade está em Pinho. Na Assembleia há quem afirme que o deputado federal, de mãos vazias, vai declinar.


De Florianópolis (SC)

O Podemos está em que estágio de construção em SC?

O partido vem crescendo com consistência e qualidade. Por todo o Estado, pessoas com perfis que se encaixam no Podemos, que tem na ficha limpa a pré-condição para ingressos em suas fileiras, estão aderindo ao projeto. Teremos uma nominata forte de candidatos a deputados estaduais e federais. O projeto visa a fazer a diferença e pode surpreender nestas eleições. No nível estadual, o presidente Vilson Sandrini Filho tem feito um trabalho forte, estruturando o Podemos de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Importante destacar que em Santa Catarina a condução do partido é absolutamente alinhada ao grande líder nacional do Podemos, o senador e presidenciável Álvaro Dias. Seu perfil diferenciado, um homem honrado, preparado e com as propostas que o Brasil precisa para encontrar o caminho do crescimento e da felicidade, tem tido grande aceitação no Estado. Estou muito otimista por fazer parte desse processo, ajudando a construir o partido aqui, onde Álvaro Dias conta com nosso total apoio.

Seu mandato garantiu que tipo de atenção aos catarinenses?

Tivemos ações com grandes resultados em todas as áreas. Mas o grande destaque, sem dúvida, foi na área da Agricultura. Na presidência da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia, ao lado dos meus colegas, ou na atuação individual, desenvolvemos projetos e ações que mudaram e estão mudando a vida de milhares de catarinenses. A lista é grande. Cito a bandeira da eletrificação rural para melhorar a qualidade da energia que é vendida a mais de 70 mil famílias que sofrem com a falta de energia. Os prejuízos são imensos em função das constantes quedas de energia e de sua pouca força, que impede o crescimento da produção agrícola. Tanto o governo como a Celesc se sensibilizaram e já anunciaram melhorias para a eletrificação rural. Outra pauta constante do nosso trabalho é sobre o abastecimento de milho. Em 2016, fizemos intervenção decisiva para garantir preços e estoques, bem como no ano passado. O milho é insumo de toda a nossa cadeia produtiva e neste ano seguimos atentos e pressionando para que não haja desabastecimento e nem injustiças no preço do produto. Também destaco nossa luta para equiparar a alíquota de ICMS para venda de suínos vivos aos outros dois Estados do Sul. Ela foi exitosa, contou com a sensibilidade do governo. Com isso, conseguimos preservar e até incentivar a atividade de milhares de pequenos produtores de suínos. Também me sinto satisfeito, embora ainda haja muito por fazer, pelos recursos, equipamentos e reformas para as áreas de Saúde, Educação e Segurança.


Mobilização

Os prefeitos ligados a Eduardo Moreira e que observam em sua liderança o ideal de disputa em outubro, vão se mexer para demover sua renúncia eleitoral. Acreditam que, devido ao silêncio que deram, foi a senha para sair do jogo.

Política

Para Mauro Mariani que, agora tem o controle da disputa, é o maestro de sua melodia eleitoral, terá que dar a resposta em tempo hábil porque, se os prefeitos buscarem no governador o retorno, motivado por seus iguais, volta.

Pois

O deputado e presidente do MDB tem a missão de atrair os seus para o projeto e, na soma de esforços, a coligação que, sem a máquina, distancia-se. Eduardo Moreira não vai usar a máquina para encantar os partidos. A digital é de Mariani.

Futuro

Udo Döhler vai produzir suor no anti-Mariani para atrair Dário Berger à disputa. O afilhado de LHS ganhou a jaqueta vitoriosa do senador desaparecido, mas não sua luminosidade. Neste caso, o prefeito de Joinville vai tirar o restante de luz.

Alvo

Dário Berger seria a opção que Udo observa para ofuscar as intenções de Mariani e, nesta sombra, trazer Pinho Moreira para o seu lugar na majoritária. Vê um Mauro ulyssista, de cruz na testa, mas sem a estrutura na altura do MDB.

Salvação

À medida que Paulo Afonso continua em busca do Senado e Eduardo Moreira ignora a disputa, Raimundo Colombo seria opção para Brasília na indigestão do PSD ao lageano. O ex-governador tornou-se MDB quando antecipou sua saída.

Eles

O ex-governador Colombo ficou sem concorrente ao Senado quando Eduardo Pinho Moreira saiu da reeleição. O MBD deverá investir no lageano para ganhar sua atenção, ou silêncio, no 2º turno. Com Amin lançando seu nome no Sul, potencializa.

Certeza

Os iguais de Júlio Garcia apostam forte em sua eleição, profetizando que ele será o próximo presidente da Alesc, como tem desenhado. Na Casa, os membros das bancadas pró-Gelson Merisio vão virar as costas a este desejo.

Tempo

Para conquistar o espaço de presidente da Mesa, Júlio Garcia teria que, desde já, abraçar a causa dos deputados debruçados no projeto de GM. Se não for neste entendimento, as portas de suas intenções em 2019 se fecham.

Trocando Blumenau por Criciúma, Esperidião vai para o Sul onde tem um parceiro de época para suas investidas no Progressistas. À toa não foi a escolha da região. Júlio Garcia, mais Amin do que a bancada, volta a atrapalhar.

Trinca

Júlio Garcia é a peça silenciosa que atua para fortalecer Esperidião Amin nas urnas. Isso beneficia Raimundo Colombo que, inviabilizado, vê luz nestas iniciativas. E, de quebra, aperta o pescoço de Gelson Merisio.

Movimento

Quieto em seu canto, Narcizo Parisotto começa a se beneficiar do anti-Colombo que ganha corpo em todo o Estado. O parlamentar da Igreja Quadrangular passa a ser opção porque os prefeitos, vices e deputados, não querem o ex-governador em Brasília.



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