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Observatório Social e arbitrariedade

Por: LÊ NOTÍCIAS
25/11/2016 10:32 - Atualizado em 25/11/2016 10:33

O mundo público, cheio de rolos, falcatruas incapacidades, falta de responsabilidade e corrupção silenciosa, é a cara do Brasil podre que, nas atuais administrações, todas elas, abriu-se um abismo entre quem manda e quem é mandado. Por isso a necessidade de um instituto de proteção e credibilidade às coisas públicas, no caso o Observatório Social, é importante para, junto com os novos mandantes, auxiliar para que, se houver qualquer desvio de conduta suspeita, seja acionado para apontar as irregularidades.

Até ai tudo certo e não há o que se questionar. Mas o Observatório não pode, por se perceber acima de todas as coisas, agir silenciosamente e, sem conversar com a sociedade que representa, produzir atos como o observado na Câmara de Vereadores e, na calada silenciosa dos movimentos, mudar o que é importante sem falar com quem tem autoridade para contribuir.

Foi exatamente isso que aconteceu. Os vereadores, principalmente aqueles que foram derrotados nas eleições, orientados pelo Observatório Social aprovaram, em regime de urgência urgentíssima, proibindo que vereadores sejam impedidos de assumirem secretarias ou qualquer cargo que possa tirar sua atividade de dentro do Legislativo.

A intenção é importante, o ato muito mais, dá o rumo certo para que o vereador, eleito para esta função, seja direcionado para o debate de Leis e Fiscalização do Executivo. Bonito se não fosse cômico. A intenção, nesta leitura, não foi apenas a moralização para que o edil exerça aquilo a que foi eleito, mas impedir que o prefeito eleito, possa utilizar desta possibilidade para ocupar cargos importantes no novo governo.

Xaxim começa mal o seu futuro administrativo. Não aprendeu a respeitar quem venceu. Diferente de ser um lugar onde poderia ser exemplo, gosta de dificultar para, por ego pessoal, arruinar os passos a serem executados. Não há um lugar mais difícil de diálogo que Xaxim.

O Observatório deveria, no entender deste editorial, chamar o prefeito eleito, os vereadores eleitos, a comunidade representada, para que, unidas em um debate, apontassem em comum um caminho que a todos beneficiasse. A intenção foi, pelo demonstrado, colocar areia nas iniciativas do novo governo apenas para ego pessoal e dor de cotovelo. Se não fosse, então por que ignoraram sua presença e conversações com suas intenções, como coletivo? Por que a proposta foi aprovada tão rapidamente atropelando o debate até mesmo dentro da Comissão da Câmara?

Ninguém é tolo e, como se sabe, e neste editorial está expressado, o comportamento do Observatório, mesmo com argumentos de ter feito o que deveria, foi infantil e, os vereadores, como foi no decorrer deste mandato, irresponsáveis. Salvo algumas exceções. Para a demonstração de rancor e falta de respeito que os vereadores demonstraram, o Observatório está prestes, se não melhorar a maturidade, cair na mesma condição.


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