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Jorginho Mello e Carmen Zanotto na bolsa; Marcos Vieira olha o Tribunal de Contas; Dário Berger espera o chamado; Décio Lima vivo no pleito; Lírio Dagort no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
26/06/2018 22:44 - Atualizado em 27/06/2018 11:30

PT leva Décio Lima para calvário

O deputado federal é mais uma prova da riqueza de quadros que Blumenau sustenta em sua estrutura política. Não ele apenas, mas João Paulo Kleinübing e Napoleão Bernardes são mais dois ricos nomes que compõem a grandeza de lideranças com luz majoritária em 2018. O petista, em particular, assume um risco duplo. Embora Ana Paula Lima tenha luz própria, militância capaz de buscar o espaço deixado pelo marido, o PT somente tem solo firme para caminhar nestas eleições se Lula da Silva voltar. Fora esta lógica, o partido vive sua própria asfixia. No Oeste, tem três quadros a federal que buscam o mesmo espaço. O melhor nome para representar o Oeste é Dirceu Dresch. O deputado estadual disputa com Cláudio Vignatti e Pedro Uczai sua ida a Brasília na revoltante desvantagem de seus eleitores. Se o presidente do partido em Santa Catarina vai ao abatedouro, tem chances distantes de sair de lá vivo só com o ex-presidente na disputa.


Qual a maior reclamação dos prefeitos?

Sobreviver no dia a dia frente às dificuldades de administração. Nossas responsabilidades são muito grandes. Todos temos que dar as respostas para o cidadão em um país amarrado, sem crédito, sem fé, sem compromisso. Nossos debates, como o que realizamos com os pré-candidatos a presidente da República, estes dias, em Florianópolis, foi neste sentido. Precisamos fazer um pacto federativo, dar mais liberdade aos prefeitos, poder de decisão e menos perseguição ao que realizamos. Queremos fazer as coisas certas, investir em Educação, Saúde e Infraestrutura para beneficiar a Agricultura, a Habitação e fortalecer a cidadania. O que vivemos é um terror que enfrentamos com coragem.

E o Governo do Estado?

Vocês da imprensa viram o que aconteceu em todo o ano passado. Dificuldades em todas as direções, perspectivas destruídas como o Fundam, queda na arrecadação, Governo Federal engessado e sem crédito com a sociedade. O atual Governo do Estado repassa ilusões e os beneficiados são apenas quem é de seu partido. Se isso é uma verdade, acabou de vez a vergonha. Somos desrespeitados a céu aberto, escancaradamente. Os prefeitos estão revoltados, cansados desta palhaçada que fazem não conosco, mas com as pessoas de bem, o cidadão que precisa da nossa atenção. Está tudo de ponta cabeça. Os valores de respeito e moralidade estão destruídos e a pouca vergonha é aplaudida. Mas temos coragem e fé. Este ano temos que dar um basta a tudo isso.


Empurrão

O deputado e presidente do PSDB de SC sabe que a candidatura de Paulo Bauer, embora seus índices convincentes nas pesquisas, beneficia mais o Progressistas e PSD, do que o ninho. Marcos Vieira tem colocado as duas mãos nas costas do senador que acredita.

Sós

Jorginho Mello e Carmen Zanotto têm buscado seu espaço e não vão em uma romaria rumo ao abismo. Tem domínio de seus partidos e, com a responsabilidade de voltar para Brasília, sabem que não podem errar. É passagem garantida ou esqueça.

Ilusão

Marcos Vieira insiste em uma candidatura que tem um grande quadro como Paulo Bauer, mas longe de ganhar a luminosidade que gostaria. A impressão que o presidente tucano passa é que, se é para chorar, que seja a mãe do senador.

Também

A chapa passada que incluía o senador tucano e o atual prefeito de Tubarão, foi até por um triz, mas que, hoje, não convence. Se Bauer fosse, de fato, um quadro de chegada, tinha levado já o Progressistas e seus próximos. Marcos Vieira joga.

Jogo

Embora negue que está de olho em uma vaga no outro lado da Praça Tancredo Neves, Marcos Vieira tem insistido na candidatura de Paulo Bauer sem que tenha, ele mesmo, ganho aliados para este projeto. O senador deve ter percebido este féretro.

Nada

Nesta altura do campeonato, Paulo Bauer teria que estar com o placar quase na abertura de um bater de pênalti. Jogando só, o senador não tem nada consistente que lhe convença pela prorrogação. Neste empate, quem ganha é Marcos Vieira.

Ele

Dário Berger tem recebido várias ligações do Estado para colocar seu nome à disposição do partido. Os prefeitos têm ligado em seu gabinete em Brasília e em Florianópolis para buscar uma alternativa se, em seus entendimentos, Mauro Mariani escorregar.

Eles

Udo Döhler e tangentes a Eduardo Moreira têm insistido para que o senador ulyssista abrace pelo menos a intenção de colocar seu nome à disposição. Entendem que, se a prévia ganhar corpo, gere o debate interno, fomentando as lideranças.

Fantasma

Se Mauro Mariani é o nome escolhido na declinação de Eduardo Moreira, Dário Berger ocuparia o espaço para aumentar o calor no partido. A tese, avaliam, só ganharia corpo na metade de julho quando o nome entre PSD e Progressistas fosse definido.

Palco

Dentro do PSD e Progressistas, pela estrutura que demonstram estar à disposição, o MDB só teria de igual para igual na pessoa de Dário Berger que, do bolso, equipara para medir força. Mauro Mariani é um nome ao Senado pelo Norte.

Mergulho

Dário Berger só aceitaria assumir um desafio nesta direção se entendesse uma sinalização individual de Mauro Mariani. Entende que a declinação de Eduardo Moreira isolou o presidente ulyssista nesta missão. O apelo seria pessoal.

Longe

Mauro Mariani jamais retiraria seu nome da disputa chamando Dário Berger para assumir o jogo. Seria seu suicídio eleitoral. Já que provocou a retirada da legitimidade em Eduardo Moreira, se mostraria acovardado às bases.



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