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Piracanjuba: espécie em extinção preservada pelo Projeto Piraqué

Por: LÊ NOTÍCIAS
09/07/2018 14:57 - Atualizado em 09/07/2018 15:00
Entre 2017 e 2018 o projeto já repovoou mais de mil alevinos da espécie (Foto: Unochapecó) Entre 2017 e 2018 o projeto já repovoou mais de mil alevinos da espécie (Foto: Unochapecó)

Com o corpo coberto por escamas, de coloração prateada com reflexos esverdeados e nadadeiras vermelhas, a Piracanjuba (Brycon orbignyanus) ou Pracanjuva, está entre as espécies preservadas e reproduzidas pelo Projeto Piraqué do Instituto Goio-En. Pelas diversas interferências humanas, como poluição, destruição das matas ciliares, construção de empreendimentos hidrelétricos e pesca predatória, é considerada uma espécie ameaçada de extinção.

Buscando a conservação e reintrodução da Piracanjuba na bacia do Rio Uruguai, a unidade do Projeto Piraqué, em Águas de Chapecó (SC), intensificou os estudos e processos de reprodução durante a safra 2017/2018. Para Rose Mendes, diretora do Instituto Goio-En, o sucesso na reprodução de alevinos desta espécie em cativeiro é resultado de pesquisas e contribuem para a manutenção da atividade pesqueira e da educação ambiental. Também trará aprendizado na condução do processo reprodutivo executado em cativeiro para outras espécies.

Propiciando o retorno dessa espécie ao habitat, foram repassados para repovoamento do rio Uruguai na safra 2017/2018 mais de mil alevinos de Piracanjuba. A intenção é que a cada safra esse número aumente e a espécie perpetue também em ambiente natural, já que pode ser encontrada na bacia hidrográfica do rio Paraná, Uruguai e da Prata, respectivamente, no Brasil, Uruguai e Argentina.

Para os piscicultores que buscam um diferencial na produção e venda, a Piracanjuba é considerada uma espécie com ótima carne para consumo, de alto valor agregado e com características próximas a do salmão. Considerada de grande porte, as fêmeas podem medir até 80 centímetros e pesar até 10 quilos.

Os alevinos de Piracanjuba e demais espécies produzidas pelo Instituto Goio-En possuem alto padrão genético, pois todas as matrizes do banco são chipadas com transponder alfanumérico para que não ocorra o cruzamento de indivíduos aparentados. Além disso, as características da água, alimentação, processos de manejo e demais práticas seguem padrões que garantem a qualidade dos alevinos e o bem-estar animal.

Além da Piracanjuba, o Instituto Goio-En reproduz e comercializa alevinos de outras espécies migradoras: Dourado, Curimbatá, Jundiá, Pintado Amarelo, Suruvi Bocudo, Surubim Pintado e Piava, durante os meses novembro e fevereiro. Para conhecer a estrutura do Instituto ou reservar alevinos, entre em contato pelos telefones (49) 3339-3015, 98417-9237 ou 3321-8168.


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