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Dário fora; Paulo Afonso insiste; Décio Lima chama Fetaesc; TC nas negociações; Merisio e o tabuleiro; Roberto Salum no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
10/07/2018 09:44 - Atualizado em 10/07/2018 14:09

Além da escuridão

Esta semana é de eclipse geral. Os partidos escondem-se à frente da luz ofuscando o imaginário e escurecendo as ideias ousadas. A silhueta criada pela forte emissão de clarão, ilumina, entretanto não revela. Tudo está em jogo. Desde o famigerado espaço no TC até a cadeira vaga na suplência, passando pelos assentos no Senado, vice e cabeça de chapa. Até a escolha do presidenciável é entendimento. Para fechar esta equação de melhores para um resultado positivo, capaz de projetar o alcance, é para grandes jogadores. Neste caso, quem convive no tabuleiro de xadrez, sabe quem são as peças e o jogador principal. Ele, exímio enxadrista, sabe como, onde e quais as movimentações a serem feitas. Neste caso, surdos ouvem, cegos veem.


De Florianópolis (SC).

Por que você quer ir ao Senado, se para federal poderia ser mais fácil?

Nunca preferi o caminho mais fácil. Infelizmente nos pleitos proporcionais, nas experiências que tive, pude perceber que influências partidárias e interesses de pequenos grupos acabam sendo determinantes. Acredito que a população não aceita mais esperar por mudanças, que não confia a nossa classe política, e por que deveria? Minha pré-candidatura ao senado é um desafio aos políticos, eles não me queriam candidato a Senado, eles têm medo de gente de verdade. Sempre atuei na área da Segurança Pública, a incompetência dos nossos governantes tornou essa uma discussão majoritária. Minha pré-candidatura não poderia ser diferente.

Como você vê os movimentos dos Direitos Humanos?

Admiro os movimentos de Direitos Humanos, mas somente os que defendem aqueles que não matam, roubam ou estupram. Nos últimos tempos, tem se relativizado tudo, e isso é um dos motivos de termos tantos absurdos por ai. Chega de defender bandido, estamos pagando um preço muito caro por essa política pública que passa a mão na cabeça de assassino, que acha que quem mata um pai de família tem que ter tratamento vip nas prisões brasileiras.


Fora

É de praxe que um senador, em sua metade do mandato, dispute um espaço ao governo. Foi assim com Paulo Bauer, para lembrar um. Mas com Dário Berger, não. O ulyssista não vai colocar seu nome no partido e deixa a bronca com Mariani.

Esqueça

Correndo várias regiões de SC ao lado do presidente do seu partido, Dário não teria como demover Mariani para outro projeto, que não a do desafio atual. Se Eduardo Moreira, de aniversário hoje, declinou, é porque a missão é osso.

Motivação

Reunidos na Capital ontem em almoço, a bancada federal, estadual e a Executiva, reiteraram o nome do deputado Mariani para o projeto. Na semana que vem, começam a apresentar a composição do restante da chapa.

Composição

Entre Paulo Afonso e Valdir Colatto, o MDB vai ter que buscar um espaço ao Senado para costurar representatividade regional. Como Mariani é do Norte, o nome do ex-governador fica em stand by. A vaga litorânea é para acertos.

Vem

Décio Lima está motivado com números internos em favor de seu crescimento nas intenções de votos. Aguarda o nome de Lula da Silva, se fica ou sai, para vitaminar as intenções. Chamou Walter Dresch, presidente da Fetaesc, para ser vice.

Amaciante

A piscada para a Fetaesc é para amaciar junto ao setor sindical que, mais de centro, sem o radicalismo da Fetraf-Sul, do deputado Dirceu Dresch, quer atrair a esquerda para o debate. Se Walter assumir o desafio, une a oposição ao agronegócio.

Direções

Se a Fetraf-Sul, mais à esquerda, com princípios marxistas de ocupação de terras e a Fetaesc, jogando pelo diálogo defendendo a propriedade privada, é contra a luta de classes, juntar os dois Dresch, Dirceu e Walter no palanque, é troféu.

Risco

O PT está apostando em quatro nomes para federal. Ana Paula Lima vai no lugar do marido Décio e, no Oeste, Cláudio Vignatti, Dirceu Dresch e Pedro Uczai. A tentativa é uma matemática que, olhada furada, coloca três fortes em voto se decepando.

Tranquila

Mais que certo, o presidente Décio Lima colocou a esposa Ana Paula para assumir o desafio em Brasília, em troca de sua árdua missão eleitoral suicida no Estado. Perde ali, compensa lá, é a melhor forma desafiadora de perder ganhando.

Cotação

Os cargos disponíveis no Tribunal de Contas de SC é excelente produto para desobstruir a artéria eleitoral e deixar o fluxo dos entendimentos acontecerem dentro da força que este espaço oferece. Só Joares Ponticelli não viu isso.

Poupança

As vantagens de ir para o Tribunal de Contas, além do poder que exerce sobre todos, é a libra esterlina diante do real. Quem lá senta, não quer sair. A exceção é Júlio Garcia. Com a bolsa cheia entregou, a ele mesmo, em Zé Nei Ascari.

Poker

Os principais blefes serão, de agora em diante, dados à mesa de negociação. A vaga no Tribunal de Contas é a melhor carta a ser colocada. Os presidentes de partidos sabem disso. Dos quarenta parlamentares, anima até os suplentes.



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