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Acerto em Brasília segue hoje; Raimundo Colombo assume anti-Merisio; PSDB quase MDB; Bauer fora do jogo; Enori Barbieri no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
12/07/2018 10:33 - Atualizado em 12/07/2018 14:02

Afinidade e projeto de Poder

Se antes via-se em Júlio Garcia o torpedo em direção à nau de Gelson Merisio, agora o ex-conselheiro volta-se à construção do que buscava destruir. Viu-se exaurido da missão que os interesses de Raimundo Colombo o escalou. Agora, voltado para sua própria ida à Alesc, inclusive como futuro presidente, reassume seu papel de pacificador. Seu amigo Eron Giordani, outro quadro de valor do partido, fica em Chapecó construindo seu nome ao lado dos cabos eleitorais que seguem sua orientação. O rapaz, jovem e visionário, já olha para 2020, quando, já no ano que vem, começa a desenhar a prefeitura com grupo que desde 2004 esteve junto. Se João Rodrigues voltar, como assim é esperado, reaglutina todos na mesma direção. Garcia e Merisio pintam o mesmo quadro.


De Florianópolis (SC).

Por que o senhor se lançou pré-candidato a deputado estadual?

Tenho uma história de mais de 30 anos de trabalho junto ao agronegócio catarinense e brasileiro. Sou médico veterinário e produtor rural. Já fui duas vezes vereador e vice-prefeito em Xanxerê. Tive a oportunidade de ser secretário de Estado da Agricultura de Santa Catarina no Governo Pavan e por mais de sete anos estive como presidente da Cidasc no Governo Raimundo Colombo, onde conduzi um processo de modernização e inovação da empresa junto com os colaboradores, além de termos mantido com sucesso o status sanitário de SC e conquistado novos mercados mundiais para nossos produtos de origem animal. Carrego comigo a experiência do setor privado e de gestão no setor público, mas agora o desafio é outro e ainda maior: quero mudar as leis que engessam e penalizam o desenvolvimento do nosso Estado agropecuário, pesqueiro e florestal, sobretudo defender e ser a voz desses setores que estão extremamente insatisfeitos com a forma como são tratados.

Qual é a dor dos agricultores e pescadores do nosso Estado?

A principal dor é a falta de representatividade. O agricultor não se sente representado. Apesar de a agropecuária ser a base econômica do Brasil e de Santa Catarina, os políticos pouco atendem as necessidades da sociedade rural. Os gargalhos logísticos são um bom exemplo. Nossa malha viária está uma vergonha. A BR-282, eixo escoador de nossa produção rural e das exportações catarinenses, está totalmente abandonada por Brasília. No Extremo-Oeste a situação é caótica. Semana passada, constatei esta vergonha. O produtor rural investe na produção, quer gerar emprego e renda, mas as péssimas estradas públicas oneram e inviabilizam a competividade do produto catarinense, isto para não falar do número de vidas prejudicadas ou ceifadas. Outra angústia é a total insegurança no meio rural. O morador rural não tem uma polícia para defender o seu patrimônio. A Polícia Militar tem que deixar de priorizar o ambiental e voltar a defender o ser humano, tal como na Constituição. O agricultor não é criminoso ou bandido. Ele é um cidadão que não aguenta mais tantos impostos, taxas, burocracia e pouco caso. Quem produz deve ser protegido e servido pelo Estado. O agricultor catarinense pode contar comigo. Se em 2019 eu estiver na Assembleia, eles vão ter um representante com vontade de mudar essas leis desumanas e injustas, a quem constrói com seu suor e trabalho nosso modelo catarinense de ser um colonizador humanitário e solidário.


Omelete

As negociações em Brasília terminaram ontem com várias iniciativas do cede ali, concede lá, para atender às costuras individuais dos pretendentes. Se para quem é de fora sente as dificuldades para quebrar os ovos, imagina dentro.

Dificuldade

Não é tarefa fácil para as lideranças, principalmente aquelas que têm numerais convincentes de manter sua candidatura, retirar em favor de outro em menor aferição. Se esta é jogada difícil, piora com Raimundo Colombo no sapato.

Fritura

Não é de agora que o óleo borbulha na Serra. Se Lages busca chegar ao Senado, foi neste postulante a iniciativa de aumentar o fogo. O aFundam aos prefeitos e as verbas furadas aos deputados afiaram a ponta do espeto. Se zebrar a ida, é do titular.

Reflexo

A demora nas conversações em Brasília deu-se muito mais pela fumaça da fritura de Lages que, necessariamente, pela disposição dos negociadores. A ida de Amin ao Senado, sabe-se, é um agouro iminente para as pretensões de Colombo.

Ele

O personagem principal das discussões em Brasília, ontem e será hoje, é Raimundo Colombo. O ex-governador quer retornar àquela Casa e, pelo rastro de equívocos do segundo mandato, corre riscos sérios de perder a passagem.

Desafinado

Todas as dificuldades que Gelson Merisio tem tido para consolidar o projeto dos partidos já aderentes, chama-se Raimundo Colombo. O serrano assume-se como entrave porque conhece, como ninguém, que tropeçou com os parceiros.

Fora

Até mesmo Júlio Garcia, o mais corrosivo do anti-Merisio, convenceu-se da habilidade do presidente do PSD na construção do projeto que lidera. Preocupado com o seu, em particular, devolveu a Colombo a missão de prejudicar.

Assinatura

As brasas jogadas à frente dos passos de Gelson Merisio, já não são da região Sul há dias. O ex-conselheiro devolveu a pá ao titular da Serra. Este, escancarado, teria apelado a Gilberto Kassab, possivelmente, a intervenção.

Frio

Embora buscando tirar de si o pesado fardo da rejeição interna, Raimundo Colombo vai sábado a Xanxerê no lançamento de Enori Barbieri rumo à Alesc. No terreno do presidente do PSD, leva consigo a estola, turíbulo e a camiseta da Chapecoense.

Camarote

Mauro Mariani assistia distante as conversações entre seus opositores em Brasília. Conversando com Jorginho Mello e Carmen Zanotto, aguardou, até tarde, a ligação de Marcos Vieira aceitando as duas vagas oferecidas.

Pouso

Se antes estava inflexível, a sensibilidade do PSDB em abraçar os ulyssistas ganhou altura. O distanciamento entre Paulo Bauer e Esperidião Amin, ontem em Brasília, afinou as intenções. Os tucanos começam a fechar as asas.

Lembrança

O compromisso de Marcos Vieira com Paulo Bauer é a cabeça de chapa. Fora esta posição, o acerto termina. Não é à toa a postura do presidente do partido em busca do Senado. Se o senador desistir, resta-lhe a Câmara.



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