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Papo Justo | O Brasil que eu quero...

Por: Diego Barbiero
25/07/2018 10:28 - Atualizado em 25/07/2018 12:09

Nos últimos meses, a campanha de envio de vídeos veiculada pela maior emissora televisiva do país acabou virando um jargão popular: a cada ato imprevisto costumeiramente segue a exclamação: esse é o Brasil que eu quero!

Falando da campanha em si, é possível concluir que a imensa maioria dos vídeos publicados versa, basicamente, sobre o sonho de um país seguro e sem corrupção.

Ambos os desejos inevitavelmente passam pelo respeito às leis e à constituição.

Queremos um Brasil sem corrupção? Paremos de querer tirar vantagem nas mais comezinhas e bizarras situações. O mundo NÃO É dos espertos, não!

Queremos um país mais seguro? Comecemos respeitando as leis mais simples – como as de trânsito – para que o sentimento de impunidade, que nasce exatamente das pequenas transgressões, não tome conta de todo o tecido social (aliás, já tomou).

Em 1982, nos Estados Unidos, George Kelling e James Wilson publicaram o artigo “Broken Windows”, que, em português, foi traduzido como a teoria das “Janelas Quebradas”.

O artigo teve por base uma experiência que, em um breve resumo, consistiu em colocar dois veículos, sem qualquer vigilância, em dois pontos distintos: um bairro violento e um bairro de alta classe social. No bairro violento o veículo foi rapidamente depredado; no bairro de alta classe, passou dias sem qualquer dano ATÉ o momento em que uma pedra foi arremessada e um vidro foi quebrado. Dali em diante, passou-se um tempo curto até a depredação total do bem.

Em cenários distintos, bastou a ação inicial para se chegar ao mesmo resultado.

Nesse cenário desolador, em que mais de 21 mil homicídios foram registrados entre janeiro e maio de 2018 no Brasil, em que os escândalos de corrupção insistem em figurar nas manchetes dos jornais, em que sair à rua à noite tem sido um verdadeiro ato de coragem, ficam as perguntas: estamos arremessando alguma pedra? Estamos dando margem à “cultura” da corrupção ao buscar vantagem em tudo? O quanto contribuímos, em nosso dia a dia, para o império da impunidade?


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