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Mãe do vereador Ledinho, Inês Curtarelli morre aos 90 anos em Xaxim

Por: LÊ NOTÍCIAS
31/07/2018 15:31
Em 2015, aos 87 anos, Dona Inês concedeu uma entrevista ao LÊ NOTÍCIAS (Foto: Arquivo/LÊ) Em 2015, aos 87 anos, Dona Inês concedeu uma entrevista ao LÊ NOTÍCIAS (Foto: Arquivo/LÊ)

Nascida em Guaporé (RS), em 1928, Inês Curtarelli morou em Xaxim por 78 anos, na localidade de linha Ervalzinho. Mãe de cinco filhos, Ledinho, Arcides (in memoriam), Álide, Maria e Selvino, Dona Inês faleceu nesta terça-feira (31) aos 90 anos. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) emitiu uma nota de falecimento da mãe do sindicalista.

NOTA DE FALECIMENTO

É com profundo pesar que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) comunica o falecimento de Ignes Curtarelli, mãe do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xaxim, Ledinho Curtarelli.

O velório será na Linha Ervalzinho e o sepultamento está marcado para as 9h de quarta-feira (1º). O expediente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xaxim voltará a funcionar normalmente na quarta-feira (1º), à tarde.

RELEMBRE

Em maio de 2015, o entrevistou Dona Inês, que relatou os desafios e sua vinda para Xaxim. Confira trechos da reportagem publicada há três anos:

De família humilde, filha mais velha de seis irmãos, Inês se criou ajudando o pai na lavoura e cuidando dos irmãos mais novos, por esse motivo e também pela grande distância da cidade, ela não frequentou um dia sequer a escola, o que não lhe retira em nada, muita inteligência, possibilitando inclusive dominar duas línguas, o português e o italiano, sendo a segunda a utilizada cotidianamente nas conversas de família.

Aos 19 anos encontrou o único homem de sua vida, que mesmo após a morte continuou lhe oferecendo fidelidade. Inês lembra com brilho nos olhos o dia que conheceu o esposo Carlos (in memoriam). “Nós fomos em um baile na Anita, e eu nem sabia que existia aquela gente lá (risos), até que ele veio e me tirou para dançar. Depois disso namoramos por um ano e, ele me pediu em casamento, mas foi obrigado a servir o exército. Após um ano ele voltou, namoramos por mais um ano e então casamos”. Indagada sobre o fato de ter esperado o na época namorado voltar, ela brinca. “Ele me pediu para esperar, disse que se não morresse, quando voltasse iríamos casar. Eu fiquei com dó e esperei, e olha que tive várias oportunidades boas nesse tempo”.

O casamento aconteceu na antiga capela do município, e dona Inês teve o que muitas mulheres sonham, o noivo chegando a cavalo na igreja, o que na época aconteceu por ser o único meio de transporte, mas que foi um encanto a mais em um dos dias mais feliz de sua vida. A mulher que até então morava no Golfo São Roque, se mudou então com o marido para a linha Ervalzinho, onde vive até hoje. Ali criou seus cinco filhos, Ledinho, Arcides (in memoriam), Álide, Maria e Selvino, sendo que dois deles ainda permanecem na casa, Álide e o caçula Selvino. Além deles, Dona Inês conta com a companhia da nora, Odete, da neta e seu marido Jéssica e Anderson e do bisnetinho de um ano e três meses, Pedro, que faz a alegria dela durante os dias, agora que por motivos de saúde não consegue mais desempenhar os serviços da casa. E disposição não lhe falta, por ela, faria todo o serviço. “Agora me sinto bem, e me parece que poderia ir trabalhar.” Mas problemas na visão que lhe deixou praticamente cega impedem que os realize. “Até que eu enxergava eu passava bem, porque não ficava sem fazer nada, costurava, fazia chapéu ou tapete, alguma coisa eu sempre fazia”.


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