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“Temos tudo para ser um time de ponta”, afirmou Sandro Pallaoro

Por: Felipe Giachini
30/11/2016 14:21
Pallaoro destacou ao repórter Felipe Giachini que a Chape é uma empresa de respeito, que movimentava R$ 50 milhões ao ano (Foto: Francesco Silva/Unochapecó) Pallaoro destacou ao repórter Felipe Giachini que a Chape é uma empresa de respeito, que movimentava R$ 50 milhões ao ano (Foto: Francesco Silva/Unochapecó)

Em 24 de março deste ano, o presidente da Chapecoense concedeu entrevista exclusiva ao quadro 5 Perguntas, 5 Minutos. Acompanhe na íntegra.

Paranaense de Pato Branco, Sandro Pallaoro, de 50 anos, iniciou a carreira no futebol ainda na adolescência. Como todo menino daquela época, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Até os 17 anos, jogou nas categorias de base do Internacional. Logo, ingressou no futsal, onde permaneceu até os 24, período em que colecionou diversos títulos, entre jogos abertos e campeonatos estaduais. Ao mudar-se para Chapecó, para trabalhar numa distribuidora de frutas, parou com as atividades esportivas profissionais, mas desde sua chegada ao município, em 1994, o amor pela Associação Chapecoense de Futebol (ACF) faz parte da vida de Pallaoro. O primeiro contato com o administrativo do Clube foi no ano seguinte, quando ele fornecia doações de frutas para o time. Em 2008, foi convidado a fazer parte da direção e em 2010 assumiu a presidência da Chapecoense. Casado com Vanusa, com quem tem dois filhos, Daiane e Matheus, Pallaoro sempre frisou a importância que a família possuía em sua vida.


LÊ NOTÍCIAS: O passado da Chapecoense foi triste, mas de luta. Por isso está na elite nacional?

Sandro Pallaoro: Acredito que sim. Toda a história da Chapecoense é bonita, desde sua fundação, em 1973. Graças a todas as pessoas que colaboraram com o sucesso do Clube, os 24 presidentes, as diretorias, patrocinadores, atletas, enfim, a todo mundo que se envolveu com a Chape, ela está onde está. Claro que, em cada gestão, teve algo diferente que foi contribuindo para o crescimento. Em 2005, em que o Clube estava para fechar, contemplamos o apoio de todos que se envolveram para que isso não acontecesse, inclusive do Poder Público e empresários. Em 2009, quando viemos com um modelo diferente de gestão, que era mais compartilhada e empresarial, acredito que foi um avanço importante em que conseguimos envolver a todos. Ninguém deixou as vaidades de lado e nós pensamos no bem da Chapecoense, acho que esse foi o grande salto para a Associação estar entre os 20 melhores clubes do Brasil.

LÊ: Qual era a dívida do Clube e como pagou os credores?

Pallaoro: A dívida de 2005, entre impostos federais, como INSS e FGTS, valores para fornecedores e atletas, chegou a R$ 1,5 milhões. Foram feitos parcelamentos dessas dívidas, uma parte do que era arrecadado foi destinado a essas despesas e outra parte investida no Clube. Nos últimos anos essas dívidas com os parcelamentos a nível nacional, que foram feitos há 10 ou 15 anos para serem pagos, estão quitadas. Com o trabalho dos fornecedores e atletas, graças a Deus não temos mais essas dívidas.

LÊ: Disciplina e respeito. É isso que tem dado o rumo para o Clube?

Pallaoro: Estes fatores são muito importantes. Temos quatro palavras básicas: planejamento, comprometimento, responsabilidade e transparência. Quando se contrata comissão técnica, atletas e demais funcionários, devemos ter o respeito às condições de trabalho para esses colaboradores. Temos de pagá-los em dia para que eles tenham a mesma importância que eu, por exemplo, afinal todos têm papel importante no Clube. Dando essas condições a eles, o trabalho vai vir e o resultado está aí para comprovarmos. Se cada um fizer sua parte, a Chapecoense só tem a crescer, inclusive no âmbito nacional. Costumamos dizer que eu sou porque nós somos.

LÊ: Nas condições excelentes que a Chapecoense vive, começou a busca pelo projeto 2017?

Pallaoro: Nós iremos além de 2017, temos de pensar em 2020 e em 2025. Não temos esse planejamento colocado no papel, mas há muito a fazer, afinal a Associação vem crescendo dentro e fora de campo. Hoje o centro de treinamento do time não é nosso, mas temos uma parceria com esse espaço já há 20 anos. Queremos comprar uma área para ter nosso próprio centro de treinamento e com toda a parte administrativa, que hoje está em uma área locada, onde, no próximo mês, será inaugurada uma loja com produtos da Chape. O estádio recebe muitos investimentos também com o apoio do Poder Público, no gramado, vestiário e etc. O aporte do time na estrutura do espaço é fundamental e, além disso, os investimentos nas categorias de base, de sub 11 a sub 20, são importantes para o futuro. A instituição, que conta com 130 colaboradores e movimenta R$ 50 milhões por ano, mostra que somos uma empresa de respeito e todos têm a ganhar com isso, não só a nossa cidade, região e estado, mas o Brasil todo. Nosso projeto para os próximos anos é estarmos entre os cinco maiores clubes do Sul e permanecer entre os 20 melhores do País. Temos tudo para ser um time de ponta.

LÊ: Qual é o maior desafio para 2016?

Pallaoro: O primeiro grande desafio e que colocamos como objetivo é conseguir o título estadual. Trabalhamos para isso desde o início das contratações, em dezembro, e também com a pré-temporada, em janeiro. Nesse começo de campeonato temos de respeitar os outros times, pois a gente sabe que tem mais nove adversários que também querem o título. Estamos muito focados, conseguimos o primeiro turno e estamos muito bem no segundo. Nosso grande foco para esse primeiro semestre é colocar a quinta estrela no peito. Com isso, valorizaremos muito a marca da Chapecoense, aumentará o número de sócio torcedores e sócios, principalmente entre as crianças de cinco anos até os jovens de 20. Quando o torcedor vê o time dele ser campeão, amor pelo Clube só cresce. Para o segundo semestre, nosso objetivo é permanecer na série A do Campeonato Brasileiro. Durante a competição veremos se será possível almejar algo maior e então brigar por isso.


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