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Mais do que herói, pai também é inspiração para vida universitária

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/08/2018 18:16 - Atualizado em 10/08/2018 18:16
Unochapecó Professor Cesar Augusto Seidler recebeu o diploma das mãos do pai, o professor Plinio Seidles Professor Cesar Augusto Seidler recebeu o diploma das mãos do pai, o professor Plinio Seidles

Lembro-me bem que todas as terças-feiras meu pai saia para jantar com os amigos. Eu tinha uns nove ou dez anos na época. Engraçado, mas era o dia da semana que eu menos gostava. Achava muito ruim ficar somente nós três em casa - eu, minha mãe e minha irmã. Sentia insegurança em não ter a presença física do meu pai. No entanto, em meio a esse sentimento, me tranquilizava um pouco o fato de conseguir vê-lo da janela de casa. É porque o local das jantas era bem pertinho de onde eu morava, e assim, mesmo que de longe, era possível acompanhar todo o movimento dele. O suficiente para me sentir protegida. Esse é apenas um exemplo, entre tantos, que me fez perceber que pai é o nosso herói da vida real. E não somente pela proteção, mas por ser uma figura inspiradora e fundamental para a construção do nosso ser.

Quem também concorda com isso é Cesar Augusto Seidler. O professor da Unochapecó tem o seu pai como uma referência de vida, tanto pessoal quanto profissional. E claro, não é para menos. César é filho do professor Plinio Seidler, um dos grandes nomes da Unochapecó. Há 48 anos, Plinio foi um dos responsáveis por trazer o ensino superior à região Oeste catarinense, com a criação da Fundeste/Unochapecó. Também esteve à frente de outras importantes conquistas, como a implantação do curso de Engenharia Civil, que agora, por sinal, o filho é o coordenador. Ou seja, essa é uma história que passou de geração para geração.

"Me inspirei no meu pai para escolher a profissão de engenheiro civil. Ele é um excelente profissional, trabalhou pelo Brasil inteiro, tem uma experiência muito grande. Além disso, é uma pessoa muito centrada, correta e ética. Foi ele quem me guiou para esse caminho", comenta.

Cesar cresceu vendo seu pai trabalhar dentro da Universidade. A princípio acompanhava de longe, já que era pequeno. Mais tarde começou a acompanhar bem de perto, quando ingressou na primeira turma do curso de Engenharia Civil e o pai passou a ser também seu professor. "Ele sempre foi muito exigente comigo. Foi meu professor em muitas disciplinas, cobrava bastante, mas enfim, é o papel de pai também. Não tenho palavras para agradecer, ele foi um super mestre".

Ser filho do Plinio, para Cesar, é um misto de sentimentos. Orgulho, alegria, inspiração e, principalmente, responsabilidade. "Eu tenho uma referência muito forte e positiva do meu pai. Ele sempre me dá suporte, me apoia, espero que me acompanhe por muito tempo ainda''.

Pai é porto seguro

Júlia Smaniotto Dias, estudante de Medicina Veterinária, não esconde que o pai, o professor da Unochapecó, Ilo Odilon Villa Dias, é para ela seu porto seguro. "Meu pai é uma pessoa que me traz segurança em relação às decisões que tomo na vida, em não ter pressa nas coisas. Me traz tranquilidade e paz".

Essas características, talvez, tenham sido o conforto que ela tanto precisava para tomar uma decisão muito importante. Trancar o curso de Direito para iniciar Medicina Veterinária, área que sempre a interessou. "Ele me disse: se tu viu que não é esse o caminho, que não está dando certo, tem que mudar mesmo", acrescenta.

E foi o que ela fez. Iniciou em 2018 o curso de Medicina Veterinária na Unochapecó. E em meio a toda essa mudança, a jovem teve a grata experiência de dividir a sala de aula com o pai. Ele como professor, ela como aluna. "Foi muito legal ver de perto como ele é na área profissional. Desde pequena via ele saindo para dar aula, e agora poder acompanhar de perto é motivo de muito orgulho", comenta a estudante. Mas se engana quem pensa que ter aula com o pai é fácil. "Os colegas pediam: Júlia passa as provas, mas eu não tinha, é claro. Meu pai foi bem rigoroso, mas um ótimo professor", finaliza.

Que este domingo, Dia dos Pais (12), seja apenas mais um dia para agradecer. Afinal, não precisamos de uma data específica para lembrar de quem tanto amamos.


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