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Memórias do Campo | A história política de Darci Teston - Parte II

Por: Luiz Dalla Libera
13/08/2018 09:22 - Atualizado em 13/08/2018 09:23
Arquivo/LÊ Darci Teston e seu cachorro Pancho, em registro feito pelo LÊ em 2015 Darci Teston e seu cachorro Pancho, em registro feito pelo LÊ em 2015

Da mesma forma da coluna anterior, darei continuidade acerca da Administração de Darci Teston. Na última coluna, eu disse que havia muita dificuldade para ir a capital buscar o retorno do imposto. Conforme Teston, em 2015 ao LÊ NOTÍCIAS, que o secretário do Oeste era Plínio Arlindo De Nês, e assim, foi seu braço direito, talvez foi fácil conseguir ajuda e recursos do secretário de Nês.

Naquela época, era um grande empresário de Xaxim, proprietário do antigo frigorífico Saic, onde hoje é a Aurora de hoje. Teston informou no jornal, que na fonte do Rio Chapecózinho, onde as máquinas para abriram as estradas entre Seara e Quilombo, as próprias máquinas à construção do Ginásio São Francisco de Assis. Esta foi a construção da Paróquia com a ajuda de máquinas para a base, antes eram feitas na mão com pá picareta, pelos sócios voluntários das capelas.

Na administração de Teston, os ex-distritos, hoje municípios de Lajeado Grande, Marema e Entre Rios, havia uma enorme extensão de quilômetros de estradas, com poucas indústrias e comércio e baixíssima produção agrícola, comparando com as de hoje, havia pouco retorno.

Apesar de pouco retorno, mas não era muito exigida e necessitada e conservação das estradas, havia pouco tráfego. Não havia aviários, ou parcerias de suínos. Também não, os que engordava porcos não tinha dois dias para o carregamento. Podia durar até semanas. Quando a produção de grãos eles colhiam e estocavam em casa, só levavam no comércio para a venda quando o preço era bom.

Estou lembrado no ano de 1973, a soja disparou o preço muito rápido, chegou a 200, 215 e 218 os cruzeiros, muitos iam vender quando chegava a 220 cruzeiros, resultado e fim da ganância. Parou o preço e venderam junto à outra safra por preço bem menor. A poupança e a inflação era 3% ao mês, os agricultores não pediam melhores estradas, queria melhores preços de soja. A nossa família também entrou nestes melhores preços da soja e entramos neste cano.

A maior propriedade não era a conservação das estradas, apesar que não era encascalhada. A maioria dos carros eram com tração dupla e marcha reduzida, Jeep, rural e pickup Willys. Os que não eram duplados, em dias de chuva usavam correntes. No meu casamento em 1971, foi uma semana de muita chuva e os convidados só chegaram com carros duplados.

Uma das vantagens que Teston teve em relação aos ex-prefeitos anteriores foi na Educação. No interior, algumas escolas municipais passaram a ser estaduais. Na gestão do ex-governador Celso Ramos (1962 – 1965), através da Secretaria do Oeste Serafim Enoss Bertaso, foram construídas várias salas de aula. Uma é a Linha Limeira. Era de madeira não tinha banheiros internos e nem energia de luz, mesmo assim, foi um presente antes funcionava na primeira igrejinha.

Frei Plácido vinha regar as missas e cobrava muito dos pais dos alunos, a pagar o quartal, que será o dízimo de hoje. Que a Igreja era casa de Deus e da Educação, a Prefeitura só pagava as professoras. A sala de alvenaria de Limeira foi construída na década de oitenta, antigamente escolas que não funcionavam nas igrejas, eram construídas a custo dos pais dos alunos, embora o Estado construiu a sala de Limeira, a contrapartida os membros da comunidade compraram e doaram o terreno.

Uma obra pequena, mas de muita importância. Teston construiu uma ponte na estrada ramal que dá acesso à Linha Limeira. Lá moravam doze famílias naquele tempo diziam sócios da igreja e escola da Linha Limeira, e mais os moradores da Linha Terceira, antigo “Lajeado dos Porcos”, que era o único caminho a Xaxim, passando o rio sem ponte.

Aquela ponte foi construída em parceria com a Prefeitura e moradores com doação de madeira em toras, um morador que muito batalhou em construção da ponte, foi um suplente a vereador na mesma gestão de Teston de partido adversário (in memorian), o meu antigo vizinho Hurbano Bissolotti, a inauguração da ponte, não foi de dia e nem no rio foi de noite, com uma janta por conta e na casa de Hurbano, o prefeito também estava presente.

Um bom exemplo para os políticos, adversários na campanha e unidos na administração, Urbano foi eleito vereador na próxima eleição.

Em caso, Hurbano não ficava eleito, na certa ia ocupar uma das cadeiras várias vezes, o MDB tinha uma chapa de oito candidatos para sete cadeiras e foram eleitos os sete todos do MDB.

A Administração de Teston foi a primeira a pagar as diárias dos operadores de máquinas, quando trabalhava no interior. Os operadores saíam da cidade com as máquinas, só voltavam após o serviço concluído ou final de semana, ficava fora durante vários dias.

A preferência local do almoço e pernoite, a maioria era em nossa casa, um dos operadores que me retornam eram João Pedro, Antonio Zanella tratoristas, Henrique Lazzari, Zanoto, Badim que era conhecido como Pinga, patroleiros, Eliseu Zanoto e Batistas ajudantes.

O pagamento das diárias aos que serviam, o primeiro o meu pai, foi o vice de Teston, nas férias do prefeito. Como meu pai não servia a ser comerciante, achou que o valor era muito o valor. O vice Armando Turra disse que pagava conforme o valor de tabela. Encerro esta reportagem com uma pequena piada verdadeiro. Alguns adversários do MDB diziam que o nome não era mais Darci Teston, mas era Darci Três Tombos, porque foi o terceiro candidato sequente de rotina a tombar candidatos adversários do antigo PSD. Também tombou três candidatos coligados na chapa contrária. Isto não é besteira, mas história verdadeira.


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