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Paulo Bauer tem tarefa difícil; Radiação das denúncias deixa MDB alerta; Três estaduais em disputa local; Volta de João Rodrigues muda tudo; Luciane Carminatti no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
14/08/2018 23:34 - Atualizado em 15/08/2018 10:09

JR sai da bancada da bala e muda completamente

Acreditando até o último fôlego que sempre foi inocente em uma equação judicial macabra que havia levado sua liderança para escuridão da Papuda, o parlamentar vai tirar todos os dividendos possíveis de sua liberdade política. Não somente fazer uma votação fora dos limites da conquistada em 2014, mas impulsionar o projeto majoritário de Gelson Merisio e a estadual do amigo Júlio Garcia. Foi com o ex-conselheiro que, em dezembro do ano passado, sua candidatura a governador foi construída. A ele tem gratidão e projeto político. Com sua volta ao centro das decisões, João olha para 2022. Naquela data, certamente, vai estar na majoritária. Ele chega modificado em tudo. É tolerante e conversa com todos. Com Jair Bolsonaro não navega mais. De um lado, Gelson ganha muito. Mesmo tendo que trabalhar mais, muito mesmo, o MDB tem candidato a presidente que atrai João. Ele deve ir de Geraldo Alckmin.


De Florianópolis (SC).

O que houve ontem na votação da Alesc?

Após uma longa e contínua mobilização da sociedade civil organizada de Chapecó (OAB, Sindicato do Comércio, Sindicato da Construção Civil, Associação Comercial e Industrial de Chapecó), o TJ enviou para a Alesc o Projeto de Lei 388/2015 para criar novos cartórios de imóveis, e novos tabelionatos de notas e tabelionatos de registro de títulos em Chapecó. O PL foi aprovado na Alesc, da forma que o TJ consensou com as entidades representativas de Chapecó. Ou seja, foi aprovado sem emendas, embora fosse possível apresentar emendas. Em 16 de dezembro de 2015, o governador Colombo sancionou o que a Alesc aprovou. Foi a Lei nº 16.812. O TJ está se preparando para abrir o concurso público para novos cartorários nesses novos cartórios. Em maio de 2018, foi o Projeto de Lei Complementar (PLC) 015/2018, que visa alterar a Lei Complementar 156 que trata de pagamento de taxas e emolumentos. O PLC trata de quem paga e quanto paga por cada serviço realizado nos cartórios. O deputado Darci apresentou uma emenda ao PLC 015/2018, alterando a redação original e colocando no PLC um assunto estranho. Colocou uma emenda para que os novos cartórios de Chapecó (importante lembrar que já estão aprovados na outra Lei) só poderiam ser abertos depois da vacância (morte ou renúncia dos cartorários que são vitalícios) dos atuais cartórios. Isso, se essa emenda fosse aprovada também no plenário da Alesc, faria com que demorasse muitos anos. Continuaria o monopólio privado nos tabelionatos e tabelionatos de registro de títulos. Não concordando com a emenda do deputado Darci de Matos, nem no conteúdo (monopólio dos atuais cartórios) e nem na forma (emenda tratando de assunto) estranha ao PLC original, a deputada Luciane apresentou um DVS (Destaque de Votação em Separado) para suprimir a emenda do deputado Darci e impedir que a emenda entrasse na redação final do PLC.

Qual seria o rito normal para aprovação do projeto ontem em votação?

O rito adotado pelo presidente em exercício da Alesc, deputado Silvio Dreveck, está correto. Se nós apresentássemos um DVS para incluir uma emenda num PLC, teríamos de ter 21 votos a favor à emenda que quiséssemos incluir. No caso de apresentar um DVS para suprimir uma emenda que outro deputado queria incluir num PLC, a emenda desse outro deputado é que tem de conseguir 21 votos. A emenda a ser incluída ou ser mantida (impedir a supressão) é que tem que conseguir 21 votos. Simples assim.


Radioatividade

Paulo Bauer vai aos poucos contaminando a coligação de Mauro Mariani. É verdade que os porta-vozes vão defender sua grandeza moral, espírito público e a cena natural de um processo político. Nas condições em que se encontra, mata.

Voz

Ninguém do PSDB estadual, começando por sua Executiva, emitiu qualquer nota em favor do senador e candidato à reeleição na chapa ulyssista. Não teria como elaborar um texto diante de uma delicada investida da Polícia Federal.

Pessoal

Para a candidatura emedebista, a situação de Paulo Bauer é uma questão pessoal do senador. Ele, vendo-se asfixiado pelos golpes sucessivos da Hypermarcas, tem que, ele mesmo, tomar a iniciativa de sair do jogo. Como no Bope.

Reação

A diminuição do fôlego de Bauer, sem tempo suficiente para responder às denúncias, implica diretamente na majoritária de Mariani. O presidente do MDB, por liderar o grupo, precisaria de Marcos Vieira para afrouxar o nó cego, molhado.

Desatar

Para tirar Paulo Bauer da disputa, seria a deixa de que o MDB jogou sua liderança majoritária aos leões. Neste caso, só e indefeso. Como não há voz em favor de sua defesa, à exceção de seus advogados, sair é pior que ficar.

Nada

O PSDB, com duas posições na majoritária de Mauro Mariani, contaria com Marcos Vieira para, se chamado, assumir a posição de Bauer. O presidente do partido, com reeleição garantida, não entra neste jogo se observar um tropeço.

Tropeço

Marcos Vieira assinou o grande crescimento do PSDB em SC e, por dominar em absoluto a espinha partidária, conduziu Paulo Bauer nas condições em que se encontra. Se o senador jogou-se em escuridão, o deputado trancou a porta.

Empurrão

Gabriel Ribeiro ganhou forte apoio político com a desistência de Wanderley Agostini para estadual. Com esta caçamba, o deputado estadual pavimenta positivamente sua volta à Alesc. Ampliando para Curitibanos, tem céu garantido.

Crescendo

Cleiton Salvaro observa no trabalho realizado em Paulinho Bornhausen a chegada de uma bancada forte do PSB em 2019. Entrando em 2014 com 15 mil votos, o deputado estadual joga no dobro para se manter neste desenho possível.

Esqueça

Ex-prefeito duas vezes de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini não vai sair da disputa para deputado estadual. Com sua permanência, vai disputar 200 mil votos na região do Extremo-Sul, até Passo de Torres, ao lado de Ulisses Gabriel e Júlio Garcia.

Permanência

A candidatura de Scaini mexe com o jogo no Sul. Júlio Garcia precisa sair forte, dominando o jogo político para imprimir posições durante o pleito. A presença de Ulisses Gabriel joga três candidaturas na mesma região. Evandro sofre forte pressão.

Fogo

A entrada de Ulisses Gabriel e Evandro Scaini coloca Júlio Garcia em um momento de supremacia para fortalecer seu interesse de Poder. O ex-conselheiro, apertado em sua região, ganha força no Oeste para viabilizar alcance respeitável.



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