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DIA DO HISTORIADOR

Historiadora xaxinense Valdirene Chitolina compartilha experiências da profissão

Por: LÊ NOTÍCIAS
20/08/2018 09:47 - Atualizado em 20/08/2018 09:52
Vitória Schettini/LÊ Valdirene Chitolina está fazendo doutorado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) Valdirene Chitolina está fazendo doutorado pela Universidade de Passo Fundo (UPF)

Por Vitória Schettini

A História faz parte do passado, podendo estar passível de modificações ou adição de informações, tanto em âmbito de Brasil, como mundialmente. Nessa perspectiva, o historiador é o profissional habilitado a contar, coletar e juntar fatos, a fim de transformá-los no que se conhece por História. Com a finalidade de valorizar esse profissional e lembrar o Dia do Historiador, comemorado no dia 19 de agosto, o LÊ NOTÍCIAS entrevistou a historiadora xaxinense Valdirene Chitolina, que conta sobre sua vida nas salas de aula e as vivências ao ter escrito onze obras na área.

Para Valdirene, que é professora da Rede Municipal de Ensino de Xaxim, a História é definida não como ciência, mas sim como uma área de estudo, uma vez que ela está sempre passível de mudança. “A partir do século XIX, houve um novo sentido dessa área, onde o historiador passou a ser considerado o profissional designado a registrar a História. A História está sempre incompleta, inacabada, ela depende de muito das fontes que o historiador tem naquele momento. Além disso, ela depende de ciências auxiliares, especialmente da Geografia, uma vez que é necessário compreender a história do local e daquele povo, ou de uma civilização”, ressalta Valdirene.

FORMAÇÃO

A professora relata que, quando tinha 16 anos, prestou vestibular para Pedagogia, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Palmas (PR). Conforme ela, houve um problema na sua inscrição no curso de Pedagogia, o qual ela frequentou por três dias e como consequência, seu nome estava na chamada na graduação em História. “Meu nome não constava na lista e eu lembro que chorei muito depois de ter descoberto isso. No dia seguinte, eu procurei a direção da faculdade e tive conhecimento de que meu nome estava em História. Por curiosidade, eu acabei assistindo a uma aula para ver como que era e eu me apaixonei pela graduação, e isso definiu minha trajetória”, relembra Valdirene, que esteve na faculdade entre 1988 e 1992.

Segunda Valdirene, estar na sala de aula ensinando seus alunos é uma paixão grandiosa. “A sala de aula me faz bem. Eu acredito que é uma das poucas profissões que nos recebem com abraços e sorrisos. Sempre dei aula e fiz muitos cursos, então, mais tarde, eu senti a necessidade de estudar novamente, então eu fiz o Mestrado em História Regional, em Passo Fundo (RS), de 2006 a 2008”, reforça.

Ainda, nas palavras da professora, sua trajetória como escritora de obras iniciou por conta da experiência no mestrado, com o enfoque na história local. “Eu devo muito à Secretaria Municipal de Educação de Xaxim, dessa Administração e também das anteriores, porque eles sempre me concederam algumas horas de pesquisa. Esse período me permitiu a tranquilidade para a criação das obras, sobre ocupação cabocla e colonização, na região de Xaxim”, pontua.

OBRAS ESCRITAS

Valdirene Chitolina escreveu onze livros, voltados à história regional e à sala de aula. “São temas diversos, como a área da paleontologia, a paleotoca e as preguiças gigantes, o Velho Xaxim, a ocupação cabocla e a colonização, e outra obra sobre Linguística. Além disso, há livros sobre o Contestado, a Independência do Brasil, e sobre o ofício de historiador”, conta ao LÊ NOTÍCIAS.

Em uma dessas experiências, Valda, como é conhecida, produziu uma obra historiográfica, com crianças do 6º ano, sobre a análise de apostilas de História no Ensino Fundamental, sobre a ausência da história indígena e negra nesse material, exemplificado pelos estudantes por meio de gráficos e imagens. “Os alunos puderam conhecer também como funciona o processo de impressão de um livro e foi muito bom poder lançar a obra na Câmara de Vereadores de Xaxim, em 2015, onde havia familiares e amigos que nos parabenizaram pelo grande trabalho”, lembra.

DOUTORADO

A fim de obter mais conhecimento, Valdirene está fazendo doutorado pela Universidade de Passo Fundo (UPF), cuja pesquisa é sobre Arqueologia. “Nessa nova fase, eu quero pesquisar acerca da Tradição Umbu, o Jê Meridional e o Guarani, que são os três grupos indígenas aqui do Oeste de Santa Catarina. E também possibilitar que trabalhos científicos, realizados por arqueólogos, sejam trabalhados em sala de aula, com uma linguagem mais palatável aos estudantes”, finaliza Valdirene.

DIA DO HISTORIADOR

Em 2009, o Presidente da República em exercício, José Alencar, sancionou a lei que instituiu o Dia do Historiador. A data, 19 de agosto, foi escolhida para homenagear o nascimento de Joaquim Nabuco (1849 - 1910), que era filho do senador Nabuco de Araújo, proveniente de uma família tradicional de Pernambuco, ele encarnava o modelo de homem admirado e invejado na época. Mesmo sem possuir fortuna, o diplomata, político e homem de letras tinha uma formação intelectual sólida, boas maneiras, beleza e estava sempre arrumado, em harmonia com as modas que dominavam os salões mais refinados.


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