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O fim justifica os meios

Por: Marcos Schettini
02/12/2016 11:07
(Crédito: Ivan Pacheco) (Crédito: Ivan Pacheco)

O episódio que colocou a Chapecoense no cenário internacional tem uma explicação maquiavélica que, buscando o topo na Sul-americana em direção à Libertadores ganhou o mundo. Em Chapecó, a queda é o auge de um respeito que nenhum outro time conquistou. Perdeu a vida e ganhou a Terra. O velório coletivo de sábado, onde terá mais de 100 mil pessoas presentes, é de muita expectativa quanto ao desfecho. A dor vista em cada rosto é lamentável. Nunca, em nenhum momento da história, o esporte foi tão violentado, ceifado como o trigo maduro. A Chapecoense tomba e imediatamente levanta. Quem esteve perto durante todas estas horas amargas, viu e vê uma força nascendo em cada braço. Impressionante.

Dor

Não é apenas uma demonstração de perda como a demonstrada nestes dias de tristeza que cerca Chapecó, que está deixando tudo e todos sem direção. Mas preparar o psicológico para serem, todos, anfitriões. Ninguém tem noção do que vai ocorrer.

Aparato

O cenário na Arena Condá, montado para receber todos os jogadores e equipe técnica, é de tristeza e muito trabalho. Não é fácil para um município com quase 100 anos, registrar em sua história, tamanha perda. Todos estão envolvidos no geral.

Cuidados

Além do credenciamento feito ontem, oferecendo aos jornalistas de todo o mundo a oportunidade cobrir um evento de dor como o apresentado, foi a forma como a equipe que recebeu os profissionais, mostravam a dor em cada rosto.

Impressionante

Não se sabe muito o que vai acontecer nos próximos dois dias que vão seguir a este triste momento vivido por Chapecó e pelo país, o que se registra é que, como falou o prefeito Élio Cella, não há uma só palavra capaz de mostrar a verdadeira tristeza vivida.

Amigos

Jornalistas que, ao longo de duas décadas e meia, conviveram com a cobertura ali e lá, estavam em rodas tentando entender o que aconteceu que, de um estalo de dedos, todos desapareceram. Se na semana passada estavam todos juntos, ficou agora o vazio.

Nada

Não há um só comentário político, mesmo que nas redes sociais os deputados tenham apanhado, e muito, ao aprovarem na calada da noite, em pleno sentimento nacional, para destruir a Lava Jato. E por isso a manifestação de ódio por parte dos cidadãos.

Ele

Joaquim Barbosa voltou à cena e, aproveitando para apontar os erros do que ele afirma ser a destruição das Instituições, entende que o presidente Temer não vai conseguir ficar no cargo e que, na Câmara, começam a construir sua derrubada.

Pois

O nome de Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente por dois mandatos, volta para dentro do Congresso. Nos parlamentares, observando sua estatura de Estadista e respeitado no mundo, vão derrubar Temer e eleger o tucano indiretamente.

Arranjo

Pelo que afirma o ex-presidente do Supremo, Temer não tem legitimidade. Em sua entrevista na Folha de SP de ontem, lembrou que as Instituições estão se esfacelando porque, como o impeachment não teve sustentação, entende que tudo pode ser derrubado.

Legitimidade

Em sua autoridade como presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa sabe o que diz porque, dando palestras e advogando em várias frentes, sente isso na sociedade e que, se não derrubar, o Brasil não sai do atoleiro.

Caos

A presença do presidente Temer para acompanhar o velório coletivo que está marcado para sábado, está sendo organizado no seu retorno para o Aeroporto, uma manifestação. Se vai ser grande ou não por causa da Chapecoense, o peemedebista já vive a queda.

Ignorando

Como disse em Brasília, que de um fatozinho todos querem fazer um grande barulhão, Temer está bebendo do mesmo veneno que, para articular e derrubar a presidente Dilma, utilizou-se do mesmo modelo. Agora está na própria armadilha.



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