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NA PONTA DOS PÉS

Bailarina chapecoense consagra carreira profissional com apresentações pelo mundo

Por: LÊ NOTÍCIAS
31/08/2018 09:45 - Atualizado em 22/10/2019 11:34
Arquivo Pessoal A chapecoense teve a oportunidade dançar no exterior, como na China, Estados Unidos, Inglaterra e Escócia A chapecoense teve a oportunidade dançar no exterior, como na China, Estados Unidos, Inglaterra e Escócia

Por Vitória Schettini

Os movimentos delicados e bem sincronizados, acompanhados de pulos e gestos é o que encanta no ballet, dança pautada pela dedicação diária e muito esforço por parte dos dançarinos. Para recordar o Dia da Bailarina, lembrado no dia 1º de setembro, o LÊ NOTÍCIAS entrevistou a bailarina chapecoense Ana Paula Radies Adames, que desde muito jovem dança profissionalmente e já participou diversos festivais, dentro e fora do Brasil.

A dançarina de 24 anos e que atualmente mora no Rio de Janeiro (RJ), nasceu em Chapecó e viveu na Capital do Oeste até os 15 anos e conforme ela, seus estudos de ballet clássico iniciaram na Escola de Artes de Chapecó. “Mais tarde, eu entrei para a Espaço Dança, onde fui introduzida ao método da Royal Academy of Dance. Em 2008, fiz o curso de férias do Conservatório Brasileiro de Dança e ao retornar para Chapecó, passei um ano tentando convencer meus pais a me permitirem vir morar no Rio de Janeiro. Em 2009, finalmente consegui mudar para a capital fluminense e aqui permaneço até hoje”, revela ela.

INÍCIO NO BALLET

Segundo Ana Paula, ela pratica ballet desde os cinco anos e começou a dançar por vontade de sua mãe. “Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, minha paixão não começou na infância. Acredito que meu interesse real surgiu por volta dos 11 anos, quando comecei a ter um contato maior com o mundo da dança, indo para festivais, realizando os exames da Royal e tendo acesso a vídeos de grandes companhias russas e inglesas”, conta a bailarina ao LÊ NOTÍCIAS.

A bailarina relata que seu amor pelo ballet foi sendo construído aos poucos e em determinado momento, ela se via fazendo apenas a dança. “Não sei exatamente quando isso aconteceu, mas me lembro de não enxergar outra alternativa para seguir, senão essa. Hoje, além de bailarina, sou fisioterapeuta e amo igualmente as duas profissões, contudo, o interesse pela Fisioterapia surgiu através da dança”, reforça a jovem, que treinava em média de 6 a 8 horas diárias, e em outras vezes, com aulas e ensaios de 9 horas por dia.

EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS

Além de ter praticado ballet clássico no Brasil, Ana Paula Radies Adames teve a oportunidade de dançar em outros países, em festivais de dança. “A minha primeira experiência fora do Brasil foi em Pequim, na China, com a Companhia Brasileira de Ballet. Em 2012, morei por um tempo em Londres para terminar meus estudos na sede da Royal Academy of Dance e com o resultado dos exames, ganhei uma vaga para o Genée International Ballet Competition, que aconteceu no ano seguinte em Glasgow, na Escócia. Minha última experiência no exterior foi nos Estados Unidos, com o Albany Berkshire Ballet, companhia pela qual fui contratada para uma turnê que circulou por sete cidades da América do Norte”, ressalta a chapecoense.

MARCOS NA TRAJETÓRIA

Durante a carreira, Ana Paula teve vários momentos marcantes, por exemplo, quando teve de representar o papel principal no espetáculo “O Quebra-Nozes”, na turnê do Albany Berkshire Ballet. “Foi maravilhoso receber um feedback muito positivo e caloroso do público norte-americano. Algo que me marca também, sem dúvidas, foram as vezes em que fui aprovada nas audições do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Esses momentos fazem cada segundo de dedicação valer a pena”, pontua.

Quanto às dificuldades, ela relata sobre a adversidade que teve de enfrentar ao ficar longe da família e ir morar em um lugar bastante diferente de sua cidade natal. Ana Paula, que deu aulas apenas para alunos em nível intermediário e avançado, acrescenta que em 2018, teve a difícil missão de substituir seu professor Ronaldo Martins no Rio de Janeiro, enquanto ele estava no Uruguai como Maitre do Ballet Nacional del Sodre.

Ana Paula dança, além de ballet clássico, a zumba. “Eu me aventurei também nesta dança, que é comum em academias e tem origem latina. Sempre gostei de dançar e para mim, a dança é preencher a alma, é integrar movimento e sentimento em uma mesma música, é um constante ciclo de autossuperação que nos leva buscar nosso potencial máximo”, finaliza a dançarina chapecoense.

ORIGEM DO BALLET

O ballet clássico surgiu nas cortes italianas, no início do século XVI, embora a origem de sua inspiração não seja exatamente conhecida. Foi o termo italiano balletto, que significa “dancinha”, “bailinho”) que deu origem à palavra francesa ballet. À época, tratava-se de uma diversão muito apreciada pela nobreza local. Em 1661, Luís XIV fundou a Accademie Royale de Musique, que abrigava uma escola de ballet. Lá, sob a direção do compositor italiano Jean-Baptiste Lully e de seu assistente, o professor de dança francês Pierre Beauchamps, o ballet se tornaria um espetáculo mais requintando, conhecido como “Ópera-Ballet” por combinar dança, diálogos e canto. Também foi Pierre Beauchamps quem criou as cinco posições básicas, que são usadas no ballet até hoje.


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