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Ex-governador Jorge Bornhausen polemiza em declarações duras, diz em quem vota na majoritária e passa última semana eleitoral em SC

Por: Marcos Schettini
01/09/2018 14:01 - Atualizado em 01/09/2018 14:06

Em entrevista concedida ao jornalista Marcos Schettini na manhã deste sábado (1º), JKB, conselheiro político do presidenciável Geraldo Alckmin, falou de sua direção eleitoral, enalteceu o potencial do ex-governador de São Paulo e declarou voto ao Senado, deputado estadual e federal e, nas entrelinhas, o candidato a governador.


Marcos Schettini: Como o senhor vê o início de campanha de Geraldo Alckmin?

Jorge Bornhausen: Eu acho que ainda é cedo. Precisamos esperar até o dia 14 para se ter uma ideia mais precisa. Por enquanto, vejo três no páreo para disputar o segundo turno: Alckmin, Bolsonaro e Haddad. Em 15 dias, teremos um quadro melhor, mais delineado, é isso que está se esperando.

Schettini: Quem vai ao segundo turno?

Bornhausen: Precisamos esperar a evolução para ver. Os demais não têm menor chance. Dos três, um vai sobrar.

Schettini: Seria um da esquerda e outro da direita?

Bornhausen: A gente não sabe. Essa questão de direita, de centro, está muito ultrapassada. A eleição ficou muito pessoal, então vai depender da insurgência pessoal, a não ser o PT que realmente tem voto. Os outros dependem da sua liderança própria.

Schettini: O senhor acredita que o candidato do PT possa estar no segundo turno?

Bornhausen: Pode estar como pode não estar. Se não houver suficiente transferência para Haddad, como ele é muito desconhecido, pode não estar. O segundo turno pode também ser entre Alckmin e Bolsonaro. Em duas semanas a pesquisa vai transparecer com clareza o que pode acontecer.

Schettini: A afronta que Bolsonaro tem feito à Rede Globo influencia no debate para entender qual é o papel dele neste momento?

Bornhausen: A Rede Globo está fazendo um papelão. As entrevistas são uma vergonha. Os entrevistadores péssimos, mal-educados com os candidatos e com o público em geral. A Globo está fazendo um desserviço ao país e às eleições.

Schettini: O distanciamento do eleitor atribui-se a quê?

Bornhausen: A insatisfação generalizada com a classe política. Essa é a grande verdade. A classe política fracassou. O PT soube fazer a coisa tão perfeita, que ressuscitou o Lula. Ele foi o grande causador de tudo e agora aparece como santo. Quando realmente está justamente preso.

Schettini: Como o senhor avalia este extremismo?

Bornhausen: Vou ver como resiste este extremismo, por tudo que foi dito. Eu quero ver se isso é uma coisa com consistência ou não. Acredito que irá haver uma queda, quando começarem a comparar o que é dito com o que estão fazendo. Tudo isso vai pesar, por isso ainda acho cedo manifestar a possibilidade de resultado.

Schettini: Há alguns meses, o senhor declarou voto para Bauer ao Governo e Colombo ao Senado. Como fica esse cenário?

Bornhausen: Eu vou votar nos dois ao Senado.

Schettini: E os demais votos?

Bornhausen: Para governador vou ver o comportamento dos candidatos. Por enquanto, ainda não me manifesto. Vamos ver o comportamento deles. Ao Senado já estão escolhidos, porque o Esperidião [Amin] não vota a favor das reformas e sem as reformas o país está morto. Então minha escolha está clara, Raimundo [Colombo] e Paulo Bauer. Para deputado federal escolhi o Murilo Flores, que considero o novo mais preparado. Para estadual vou votar no Júlio Garcia.

Schettini: O senhor tem conversado com Mauro Mariani e Gelson Merisio?

Bornhausen: Não conversei com nenhum dos dois. Por enquanto não tenho nada a conversar com eles. Não me procuraram e nem eu vou procurá-los. Meu papel é de eleitor, vou votar de acordo com o aquilo que eu achar melhor para o país e para Santa Catarina. Na minha chapa, só falta o governador, embora eu tenha alta simpatia pelo Napoleão [Bernardes, vice de Mauro Mariani].

Schettini: Na última semana de eleição, o senhor vai ficar em Santa Catarina para contribuir ao eleitor ou vai ser apenas eleitor?

Bornhausen: Eu vou ser eleitor, como já sou há 10 anos. Na semana da eleição, vou ficar em Santa Catarina. Nesta semana fiquei em São Paulo, pois tinha compromisso com o próprio Geraldo [Alckmin]. Na semana passada, estava em Santa Catarina e estive reunido com Júlio [Garcia] e Paulo Bauer. Nós trocamos ideias políticas, como amigos, nada além disso.

Schettini: O senhor votaria no MDB em Santa Catarina?

Bornhausen: Por que não? Eu já votei no Luiz Henrique.

Schettini: Como o senhor vê a candidatura de Gelson Merisio?

Bornhausen: É muito difícil eu votar nele. Ele é Bolsonaro e acho que esse voto ele já perdeu. O outro não conquistou, mas o Merisio já perdeu. Ele fica com Bolsonaro que eu fico com Geraldo. Já perdeu meu voto, pela maneira como ele trabalha, com falta de ética na política. Ele já perdeu.


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