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Crise no PDT da Capital; Marqueteiros acelerados; Pesquisas eleitorais e credibilidade; Candidatos nas estradas destruídas; Celso Mattiolo no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
05/09/2018 09:02 - Atualizado em 05/09/2018 09:04
Arquivo/LÊ

Estrada da indiferença e desrespeito

Todos os candidatos, majoritária ou proporcional, estão nas estradas de SC, federais ou estaduais, e podem, in loco, ver o resultado de insensibilidade que tem com o patrimônio da sociedade. Buracos, falta de acostamento, placas caídas, mato impedindo a sinalização, áreas de sombra de celular às vésperas da terceira década do século XXI. A Folha de SP colocou Santa Catarina nos patamares respeitáveis em relação aos outros Estados, mas são números que, distantes da realidade do cidadão, mostram o cenário precário e vergonhoso. Neste momento, onde todos eles estão correndo por todas elas para pedir voto àquele que foi desprezado, sabem que o quadro é calamitoso. Falar em propostas, mais uma vez, é o que cada um deles tem feito nas 295 cidades. Vencendo, seja o grupo que for, é preciso arrumar o que está destruído. São conhecedores da dura situação, mas quem vive percorrendo todas elas, diariamente, é quem dá o voto.


Qual seu compromisso como candidato a deputado estadual?

A atual política agrícola em nosso Estado tem sacrificado os produtores e as agroindústrias estão passando por grandes dificuldades. Santa Catarina produz cerca de três milhões de toneladas de milho por ano e utiliza sete milhões na alimentação de suínos e aves. Se não houver uma política agrícola mais efetiva, haverá um colapso no agronegócio catarinense, com os frigoríficos e agroindústrias indo para outros Estados. Na Assembleia Legislativa, eu vou defender investimentos para aqueles que produzem o nosso alimento e ajudam o nosso Estado a crescer. Principalmente o pequeno produtor rural que é a base de toda a economia. Defendendo a agricultura, o trabalho e, consequentemente, saúde, educação e segurança, estamos buscando o melhor para nosso Estado. Se uma região é forte em sua produção, ela vai ter mais qualidade nestes setores.

Quais são as maiores urgências para o cidadão catarinense?

Respeito, dignidade, cumprimento das propostas apresentadas. Aplicar os recursos em favor da população. Planejamento estratégico de sustentabilidade com ofertas de trabalho aos catarinenses.



Fora

A queda de braço entre Maneca Dias, presidente estadual do PDT e o vereador Vanderlei Farias, presidente dos Trabalhistas da Capital, rendeu em pedido da expulsão de Lela. A Comissão de Ética do partido vai deliberar pela perda do comando da sigla e do mandato parlamentar. Manoel Dias, inclusive, bloqueou.

Direção

Abandonado pelo PDT, Lela vai mergulhar profundo na campanha de Décio Lima. O deputado federal deverá dar abrigo ao vereador da Capital que declarou voto em favor de sua candidatura ao governo. A disputa entre Maneca e Farias vai render possível intervenção no diretório. Vanderlei domina a sigla em Florianópolis.

Mobilização

Todas as lideranças ligadas à majoritária de Gelson Merisio estarão hoje na capital para ajustar procedimentos. A formatação é para enquadrar tudo, e todos, na mesma direção política. O processo, dos dois lados, começa a ganhar corpo em SC.

Indiferença

As coligações estão focadas nas orientações dos grupos políticos que se movimentam distantes dos olhos adversários. Não estão preocupadas com manifestações em redes sociais. Querem vencer o pleito e se mostram surdos.

Ofídico

Os candidatos ao governo estão indiferentes às manifestações fora do eixo de campanha para não se envenenarem. A leitura é que, se por algum motivo se deixarem contaminar pelas manifestações externas, sucumbem. Alheios, ignoram tudo.

Gravetos

O raciocínio feito é juntar os afastados para fazer um grande feixe incapaz de ser quebrado. Um ali e outro lá, para, no final, ficar forte. As avaliações feitas, de monitoramento diário, apontam polarização entre MDB e PSD.

Tracking

As aferições diárias que os grupos pensantes de cada um dos candidatos tem feito, para entenderem força e fragilidade dos membros das majoritárias, são orientadores capazes de, em um gráfico, dar correções. Nas eleições passadas, elas falharam geral.

Importante

LHS foi um dos quadros que, nos levantamentos do tracking e pesquisas nos pleitos de 2002 até 2010, seria derrotado em todas. À toa não foram suas ideias de criar lei proibindo pesquisas. Erros, nos resultados finais, têm tirado o respeito dos institutos.

Também

Paulo Bauer e Joares Ponticelli são vítimas diretas da má fé das pesquisas. O eleitor, orientado a despejar, sempre, em quem está na frente, não colocou-os no 2° turno por detalhes. Os números não corresponderam em nada e foram prejudicados.

Lembrança

Raimundo Colombo 57%, Paulo Bauer 22%, Cláudio Vignatti 15%, Afrânio Boppré 4%, Janaina Deitos do PPL 1%. Estes foram os números do Ibope do dia 03 de outubro de 2014. No domingo, o resultado foi completamente outro. Tirando o tucano do páreo.

Números

Raimundo Colombo fez 51,36%, ou seja, 1.763.735, Paulo Bauer 29,90% com 1.026.722 votos, Vignatti 15,56% fazendo 534.196 e Afrânio com 1,80% e 61.814 sufrágios. Quem mais ficou perto dos números do Ibope foi o PT. Nesta conta, o PSDB tropeçou.

Novamente

Joares Ponticelli, na disputa de 2016 com Carlos Stüpp em Tubarão, foi vítima de outro inequívoco das pesquisas. Foram estas ferramentas, caídas em descrédito, que apresentaram resultados diferentes. Números errados que davam vitória ao tucano, ganhou o progressista.

Diferença

Colombo e Decio Ribeiro enfrentaram-se nas urnas, em 1996 e 2000, em derrota e vitória que colocou seus quadros, lado a lado, na galeria de ex-prefeito. Passada a bronca, caminham juntos em 2018. Se vão votar um no outro, não tem obrigação.

Esclarecido

A manifestação de voto de JKB a estadual mexeu com a dúvida de Gabriel Ribeiro em relação a Raimundo Colombo. O deputado estadual do PSD de Lages sabe que o ex-governador e Júlio Garcia são Criaturas da Criação e seguem juntos.



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