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Na Essência | O sexo já no primeiro encontro!

Por: Júnior Chisté
06/09/2018 11:12

Neste próximo sábado, estarei como convidado, fazendo o cerimonial para uma das famílias mais tradicionais de Xanxerê, onde o casal comemorará 60 anos de casados. Durante meu jantar com eles no último domingo, fiquei sabendo que os mesmos namoraram durante quatro meses, somente de mãos dadas, para no quinto mês acontecer o primeiro “selinho”.

Como está hoje em dia?

Homens e mulheres têm pressa pelo sexo. E a ansiedade só destrói a intimidade.
Sofrem com a mania de descer a mão assim que começa o envolvimento. Ambos costumam tomar a iniciativa em festas e baladas.
Não sei da onde que julgam que a bolinação em público é agradável. É apenas constrangedor, não desenvolve a libido. Ainda demonstra uma falta de cuidado com a privacidade e com aquilo que os outros podem pensar.
Homem às vezes trata a mulher como homem logo querendo tudo de uma vez, chamando para o atrito (com semelhanças histéricas de uma briga), não importando a hora e o lugar.
Colocou na cabeça que precisa de uma atitude depois do beijo, que não pode ficar somente no beijo. Ou que o beijo é um semáforo verde para o resto do corpo. Engana-se, o beijo não é uma pulseira VIP para o camarote. O beijo já é tudo, já é explosivo suficiente para garantir a excitação. É no beijo que encontramos quem é capaz de voar no trapézio da nossa língua.
Como o homem jura que a pegação deve ser selvagem, ele se esparrama como um polvo em toques sem perícia alguma. Seria cômico se não fosse invasivo. E ele acha que a mulher segura a mão dele como provocação, ela segura a mão dele para que ele realmente pare, não está sendo divertido mesmo.
Pegada não é sair metendo os dedos. Mas exercitar o mistério do olhar e do elogio, a magia da conquista. Um beijo no pescoço arrepia mais do que alisar a calcinha, uma dicção séria cochichada no ouvido desperta mais estremecimento do que apertar o peito, uma carícia no rosto gera mais calor do que esfregar as partes intimas.
Segurar a cintura com firmeza, por exemplo, costuma obter grande sucesso na conquista, e revela uma destreza maior que qualquer afobação.
Isso não é um pedido conservador por recato e romantismo, é química. A sensualidade depende exatamente da mistura dos elementos, da hesitação e da insinuação, jamais da explosão direta do laboratório.
As palavras são as preliminares. Homem que não tem capacidade para falar nunca tocará o coração de uma mulher.

Por outro lado, a mulher que se deixa levar, que respeito possui sobre si mesma? Sobre seu próprio corpo?

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