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A Arte do Ser | A conta está errada

Por: Xenna Gheno
12/09/2018 10:38

Sabe aquela equação de matemática gigante, aquela que vai entrando formula e regras? Às vezes essa equação vai ficando longa e desorganizada, mas como já fizemos muito dela, às vezes ficamos com preguiça de apagar e começar ela de novo, mesmo nunca chegando a resultando algum. Assim está nossa sociedade e as formas de organizá-las, destrutivas e preguiçosas, insistindo em erros, maquiando situações, arrumando culpados e nunca ninguém assume a responsabilidades de dizer que há uma grande chance de estar tudo errado. A educação está errada, a forma de prover saúde está errada, a política brasileira está destruindo o país, o moralismo e arrogância ganham o tom de todas as ações, mas ninguém sugere humildemente que estamos errados desde o início da conta.

E começar ela do zero não é uma Arca de Noé ou pragas do Egito de Moisés, apesar de Albert Einstein dizer que a estupidez humana é infinita. Acredito que, como em qualquer conflito, quando se humildemente reconhece o erro e busca dialogar para achar uma solução, sempre uma nova conta se abre, uma nova história começa, muito mais próxima do acerto que da estupidez e do erro. É claro que pela limitação humana podemos errar de novo, mas com perdão e consciência que as coisas são cíclicas, vai se chegando cada vez mais próximo a um resultado positivo. Mas oque claramente está acontecendo, tanto na sociedade quanto no individuo, é que estamos na zona do conforto, ou seja, no meio de uma conta rabiscando fórmulas de 1000 anos atrás que não chegam a lugar algum.

Assim o comunismo, marxismo ou conservadorismo, etc, etc, quer engessar algo que deveria estar em movimento, insistindo no erro mesmo já sentindo que o caminho para o bom resultado não é esse, mas como a conta está longa e confortável no erro, continuamos a levar uma vida medieval sem dar o devido valor a ela. Aceitamos uma vida sem paz, correndo para lugar nenhum, construindo uma sociedade destrutiva, violenta e corrupta, sendo que para se começar uma conta correta, a fórmula deveria ser a paz, o amor, respeito a vida e ao próximo...

Mas por arrogância colocamos fórmulas de soberba para sermos melhores uns que outros, mais que a natureza e água, e vamos encaixando um x+yz, um x(y - z) e vamos encontrando fórmulas para explicar e argumentar a favor da conta errada, porque para corrigir vai dar trabalho, então eu finjo que está tudo bem, que a culpa não é minha ou da conta, e sim do outro, do que pensa diferente.

Se logo não entendermos que cada ser está em uma conta e que cada um sente o mundo da sua forma, logo vamos voltar a um caos de violência maior, um querendo impor a sua fórmula ao outro, enquanto simplesmente e humildemente deveríamos começar sempre do zero, do início, como crianças em paz, como seu filho dormindo tranquilo ou brincando no parquinho. A paz delas é a uma referência para sua conta que está errada, então deveríamos proteger esses seres que trazem contas iniciais sem jogar nossas fórmulas tão erradas e distantes de uma cultura de paz.

Comece por você a construir uma nova equação, não seja orgulhoso e arrogante e se abra para que um novo ser surja, um ser em paz, que respeita a vida e a vida dos outros, assim vamos fortalecer uma nova sociedade ou uma nova equação. E a vida é magica e bela por esse poder de recomeçar, de todo dia escrever uma nova equação, então pare de insistir no erro, de usar fórmulas destrutivas, de ser preguiçoso. Para de se agredir com maus hábitos, de ser arrogante, de achar normal essa vida sem propósito e sem paz, de correr tanto que esquece que é humano e tem vida! A equação começa em reconhecer o quanto a vida é valiosa. A escolha é só sua, você é muito mais que um número em uma conta errada.

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