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MDB engana Alckmin; PSDB fracassa com presidenciável; Vox Populi sai e entra Ibope; Fernando Haddad em SC; Júlio Garcia no Oeste; Angela Albino no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
17/09/2018 10:09

Reação e medo

A subida de Fernando Haddad nas pesquisas já convence o setor de leitura política de que ele será, se assim confirmar o Datafolha da próxima quinta-feira, o nome do 2º turno em 07 de outubro. Se isso ocorrer, mostra o fracasso do projeto tucano e, pior, embola o quadro em SC. Se Geraldo Alckmin ficar fora, vai forçar o MDB abraçar Bolsonaro e o PSD de cruzar os braços. Se o PT catarinense passar para a eleição secundária, PSD buscaria abrigo na luz do PSL. Provavelmente longe disso, os lulistas se esforçam em fazer o ex-prefeito paulistano crescer. Por isso que a agenda do presidenciável no Estado é de olho nesta direção. Mauro Mariani e Gelson Merisio vão olhar a reação das pesquisas. Neste caso, o presidente pessedista tem vantagem sobre o presidente ulyssista. Como já é Alckmin, tudo o que ocorrer com ele, está ligado à coligação que lidera. O risco é pior possível.


Quais são os rumos da eleição nacional?

A eleição nacional segue colecionando paradoxos e dilemas memoráveis. De um lado, a expectativa em torno da real capacidade de transferência de votos do ex-presidente Lula para a chapa Haddad/Manu. A última pesquisa revela que Haddad obteve o maior crescimento real, mas ainda não é certa a sua capacidade de ir ao segundo turno. De outro, a posição de liderança ocupada por Bolsonaro, ora reforçada pela força do acontecimento em MG, ora fragilizada pelo reforço de sua rejeição no eleitorado. No meio do caminho entre um e outro, Alckmin e Ciro parecem não acertar qual a melhor estratégia que pode mantê-los na disputa. O certo é que ainda teremos que acompanhar pari passu os próximos lances de cada candidatura e como o eleitor, sobretudo a imensa massa de indecisos, reagirá. Da parte do PCdoB, estamos engajados no reforço da candidatura Haddad/Manu.

O que esperar do cidadão catarinense em outubro?

Espero que o cidadão e a cidadã catarinenses em outubro possam retomar a esperança na política, como única forma de garantir a retomada de um conjunto de direitos que foram perdidos e possam dar um voto de confiança nos candidatos comprometidos com a retomada do crescimento econômico, a qualidade de vida nas cidades e a preservação de direitos. De nossa parte, como candidata a deputada federal espero contar com esse voto de confiança para podermos representar em Brasília todos aqueles que querem uma Santa Catarina e um Brasil com mais justiça e desenvolvimento. Será momento de construir um novo pacto, capaz de frear a crise e dar início a um projeto renovado aqui em nosso Estado, com Gelson Merisio a governador e no país com Haddad e Manu.




Zerou

Ao contrário do que se imaginava, Geraldo Alckmin caiu nas pesquisas. Era o momento ideal para que ele se manifestasse positivamente apresentando reação. Como esta avaliação não ocorreu, fica quase fantasioso afirmar que possa reagir.

Ouriço

A filmagem de apoio que o governador Eduardo Pinho Moreira e o senador Dário Berger deram em favor de Geraldo Alckmin, não tinha a presença da majoritária liderada por Mauro Mariani. Pelo gesto, entendem que erraram.

Errou

Abraçando o presidenciável paulista em SC, Mauro Mariani foge de qualquer imagem ligada a Alckmin. Ulyssistas começam a demonstrar que, se unir aos tucanos, foi um péssimo negócio. Pode arranhar a coligação.

Reação

Jorge Bornhausen manifestou voto a Napoleão Bernardes ao governo porque evita, claramente, falar o nome de Mauro Mariani. Com a difícil reação ulyssista ao presidenciável em SC, tucanos começam a repensar a coligação.

Nada

O interesse inicial dos tucanos, além de buscar sua ida ao governo, era um palanque forte em SC. Com este palco amolecendo, a tendência do tucanato é descer. Claramente, gostariam de ver o trabalho do MDB pelo presidenciável.

Chamamento

Eduardo Moreira reuniu ulyssistas, tucanos e republicanos para a reunião de reação em favor de Geraldo Alckmin na quinta-feira passada. Nos próximos 10 dias, tempo suficiente, a reação deve dizer se é céu ou inferno.

Não

Ao entrar com ação para impedir que os números da pesquisa Vox Populi fossem ao ar, MDB afirma que ela, como foi consultada, colocava a coligação de Mauro Mariani ligada a Michel Temer. Ao acatar, a Justiça expande dúvidas.

Dúvidas

Como os números da Vox Populi não podem ser lidos, a tese é de que os ulyssistas estão se sentindo ameaçados. Como o Ibope divulga na próxima sexta a segunda rodada de números, deverá tirar a leitura escondida pelo MDB.

Contra

Michel Temer, o vilão nacional, foi o motivo real que fez com que o MDB de SC proibisse a divulgação dos números da pesquisa do Vox Populi. Se nem o partido aceita qualquer vinculação, imagina o inferno que virou o Brasil.

Terror

A apresentação dos números deverá, nesta semana, dizer muito das coligações feitas. Defecções detectadas começam a incomodar as coordenações que sabem, nos bastidores, quem são os traidores que, escondidos, trabalham contra.

Ele

Valter Galina apelidou Raimundo Colombo de traidor. O ex-presidente da Casan, candidato a estadual, manifestou-se no evento de Carlos Chiodini a federal. O ex-governador está em sinuca. No PSD, por ter antecipado o governo ao MDB, também.

Final

Quando países se reúnem para discutir matar baleias, para fins comerciais ou não, é possível entender o nível de sabedoria da humanidade. O encontro valeu pelo movimento hoteleiro da Capital. O mundo, como se deseja, morre.

Passagem

Júlio Garcia arrastou a sola em vários municípios do Oeste para suprir votos perdidos no Sul. Seguiu, à risca, o mapa produzido por Eron Giordani, forte quadro ligado à sua liderança. Tem um leque de apoiadores.

Homenagem

Eron fortaleceu Merisio ao governo, Júlio Garcia a estadual e a história de construção do projeto de poder em Chapecó iniciado com João Rodrigues. Vitórias que passaram por Antonio Varella do Nascimento, Raul Perizzollo e Felipe Popiolski.



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