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Direito em Foco | De Chico a Catra

Por: Gustavo de Miranda
19/09/2018 15:50 - Atualizado em 19/09/2018 15:56

O voto é o exercício direto da democracia, etimológica e politicamente falando, é um “direito/dever” que faz com que as pessoas tenham que tomar posições quanto à vida política e administrativa do país.

Sendo o voto obrigatório aos maiores de 18 e menores de 70, quem está nessa faixa tem o dever de escolher e isso é temerário, de certa forma perigoso, uma vez que a esmagadora maioria da população não tem a menor condição de tomar essa decisão com lucidez, já que a política é fato alheio à sua realidade pessoal por diversos motivos, desde o desconhecimento até a falta de interesse.

Ainda, essa maioria é incapaz de identificar se entre projetos e propostas de candidatos, qual delas é viável e aplicável e qual deles pode ser um bom gestor, tecnicamente falando, então, essa escolha se dá pelo mais simpático às aspirações pessoais, o que fala o que se quer ouvir, ou o que atende aos interesses egoísticos de cada classe social. Esse é o perigo maior.

As pessoas andam tão cegas nisso que se Hitler estivesse aqui e declarasse apoio a Lula, toda a esquerda o abraçaria e diria que ele foi injustiçado, assim como o seu pária, do mesmo modo que a direita o faria se ele apoiasse Bolsonaro.

Eu conversava, esses dias, com o amigo Leo, e temo que eu tenha sido um tanto rude, sobre o posicionamento político de Chico Buarque e sua arte. O amigo enviou um vídeo onde Chico aparece desdenhando da forma como compunha suas músicas, com a intensão de me alertar, entretanto eu o considero apenas como artista, que é genial, não como parte do cenário político, onde não representa nada considerável ou decisivo. Buarque é um ícone incontestável da música brasileira, mas ali e só, pois se alia e apoia uma esquerda falida que cheira à naftalina do presunto de Lênin, cuja maioria nunca ouviu um disco seu, embora muitas canções façam referência ao contexto do trabalhador e do marginalizado.

Do mesmo modo, mas do outro lado, Catra se posicionou apoiando Bolsonaro e os seus correligionários ovacionaram. Como Chico, sozinho ele não tinha relevância para o contexto eleitoral, e se considerá-lo pela qualidade da sua música, era menos ainda, mas se alinhava com o pensamento do centro e da direita pela necessidade de uma reestruturação rígida da economia passando pelo ressecamento da estrutura do estado.

É exatamente essa idiossincrasia que demonstra o despreparo da grande maioria da população, de onde vem a onda incessante de candidatos inócuos, mas carismáticos, pleito após pleito, que entretanto, não trazem a certeza de podermos crer na superação das crises mas podemos ter certeza que teremos escândalos de todos os tipos.


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