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Geraldo Alckmin entra na briga; O silêncio do empresariado; PSDB ignora presidenciável; Décio Lima vai atacar MM e GM; Ivo Silveira no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
26/09/2018 09:54 - Atualizado em 26/09/2018 11:44

Décio Lima mistura os adversários

O candidato do PT em SC vai afirmar que Mauro Mariani e Gelson Merisio, agora separados, são responsáveis pelo momento de dificuldades em Santa Catarina. Quer carimbar em ambos, presidentes do MDB e PSD no Estado, os responsáveis por assinar, juntos, os desmandos que o catarinense vive em várias direções. Lembra que, neste momento em que ulyssistas e pessedistas afirmam que vão investir em Educação, Saúde e Infraestrutura, o marido de Ana Paula Lima quer dizer que o descaso vivido pelos catarinenses, nestes setores, foi avalizado nos tempos em que governaram juntos na chamada Tríplice Aliança. O candidato do PT vai explorar a falta de argumento nesta direção. Entende que, à medida que o eleitor perceber, vai dizer onde está a mudança. O presidente petista quer pegar o vácuo com o crescimento de Fernando Haddad para forçar sua ida ao 2º tempo. Vai precisar bem mais que isso.


O senhor acredita na vida pública mesmo diante do desgaste da classe política?

Acredito porque, na minha concepção, a vida pública está interligada com a vida privada da pessoa. Uma não existe desassociada da outra, é questão de índole. O meu caráter, os meus valores e minhas convicções, enquanto pessoa, vão fundamentar o meu comportamento na vida pública, agora como representante político. Não vejo como uma pessoa ser honesta na vida particular e não carregar essa virtude para a vida pública, ou ser desonesto apenas enquanto exerce um mandato. Eu nunca fui político-partidário e não consigo conceber a ideia de ser um servidor público que não serve, que prejudica a sociedade ao invés de protegê-la. A minha carreira profissional inteira foi sempre voltada à proteção da pessoa, preservando-a da ação do transgressor. E isso já faz parte da minha essência. Eu represento, de fato, a renovação da política brasileira. Pois quem sempre fez o que é correto e o que é justo não tem nada a temer.

O que é preciso fazer para mudar a vida das pessoas?

É preciso fazer as pessoas perceberem que receberão de volta aquilo que oferecem, isto é, quando você votar estará concedendo autorização para uma pessoa (seu candidato) falar, decidir e agir em seu nome. Se esse representante não fizer um bom trabalho, você nunca receberá o retorno que precisa e sua vida não mudará para melhor. É simples assim. Todos sabemos que a população precisa de saúde, segurança, educação de qualidade, emprego e incentivos econômicos, e somente um representante comprometido com o povo pode levar nosso Estado pelo caminho do desenvolvimento e do aprimoramento. Não adianta o político apenas prometer e não se comprometer com a população. Esse é o nosso caminho, mostrar para as pessoas que podem confiar, que estamos tão interessados quanto elas em sair dessa situação de corrupção, sofrimento e descaso. Eu quero participar da política para representar bem o nosso povo, fazer o que é do interesse da população, defendendo somente ideias e projetos voltados ao bem comum.




Ele

O MDB contraria o raciocínio de que Geraldo Alckmin foi abandonado em SC. As lideranças afirmam que tem pedido voto para o presidenciável. Avalia que o problema não é no Estado, mas no país. Em SP, onde governou, agoniza.

Proteção

Para o PSD, que tem as mesmas observações que o MDB tem com Geraldo Alckmin, sabe que colar no presidenciável paulista, agora, é trazer problema. O erro do comando nacional do PSDB foi colar em Temer e, pior, não cassar Aécio Neves.

Erros

Ao abrir o guarda-chuva da impunidade no Senado, mantendo o mandato de Aécio Neves, o PSDB cavou sua sepultura e perdeu a credibilidade no eleitorado. O mineiro, pego em confissão de altas corrupções, levou Alckmin junto.

Baixa

O desempenho do ex-governador de SP nas pesquisas tem fulminado os dois extremos agora em evidência. Começou tarde. Falando pausadamente e em propostas no programa, o eleitor quer o circo pegando fogo e enganações.

Avaliação

O próximo Datafolha que sai nesta sexta-feira, deverá ser o golpe de misericórdia que o tucano pode leva no peito. Indo para lugar nenhum na avaliação, os números deverão decepar seus sonhos presidenciais e revelar um Brasil adoecido.

Efeito

Os ulyssistas catarinenses, com farta amizade e respeito por Alckmin, abraçaram tardiamente sua liderança. A fuga de Paulo Bauer da disputa, candidato aprovado em convenção, tem corroído o candidato a presidente. Tudo soma desfavorável.

Calados

Toda esta onda de extremismo visto no Brasil tem, em particular, o silêncio empresarial. Pôncio Pilatos neste evento, trocam o certo pelo duvidoso. Se o MDB já não tem as forças de elevação, o poder econômico ajuda a afundar.

Jogada

Ao atacar Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no programa eleitoral, inclusive violentamente, Geraldo Alckmin começa tarde a reação de um quadro que, visto como estadista, mostra-se bairrista. O presidenciável foi desmontado.

Acefalia

A evidente troca da certeza pela dúvida, incentivado pelas redes sociais repleta de analfabetos, apresenta o quadro real do Brasil. Como se vê na Argentina, liberal, ou na Venezuela, de esquerda, é possível dizer o futuro do país.

Silêncio

Se os erros de Geraldo Alckmin, permitindo que Aécio Neves, seu pior algoz, levasse toda a sua experiência administrativa junto para o esgoto, colar em Michel Temer foi a cereja. Agora, na UTI do eleitor, vê um pigmeu ceifar sua grandeza.

Resultado

Se o MDB e PSD não têm forças para abraçar sua altura eleitoral, o discurso fácil e fragilizado ganha corpo junto a seus permitidos que, já de olho na 2ª disputa no Estado, ignora o perigo no extremo. Até Raimundo Colombo escondeu-se.

Envergonhados

Os tucanos catarinenses, sem exceção, acuados, silenciosos e perdidos no tabuleiro nacional, calam-se. Debruçados na incapacidade de pedir votos, estão flácidos sem moral para recorrer a antigos aliados. Entregam Alckmin aos leões.



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