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Editorial | As mulheres vão fazer a diferença eleitoral

Em 2016, mais de 16 mil candidatos terminaram a eleição sem ter recebido sequer um voto, ou seja, nem o próprio candidato votou em si. Deste total de candidatos sem votos, perto de 14.500 eram mulheres e 1.714 homens. Como tudo no Brasil é uma fraude, levou o Ministério Público Eleitoral a apurar a veracidade das assinaturas e documentos que constam do processo de registro de candidatura.

Os responsáveis por esses registros mostraram a falsidade ideológica que marca todas as eleições no país. Ocorre que, naquela eleição municipal, muitas mulheres nem sabiam que eram candidatas. Bem diferente de agora na eleição nacional com escolha do Presidente da República.

Naquela eleição de 2016, dos 5.568 municípios, em 1.286 cidades não houveram nenhuma mulher eleita para o cargo de vereador. Além disso, apenas em 24 municípios as mulheres representam a maioria dos eleitos para o legislativo municipal.

Isso quer dizer que, agora em 2018, quando as mulheres representam mais de 52% dos eleitores, isto é, elas mandam e desmandam, os destinos dos resultados, conforme as pesquisas estão sendo apresentadas, os candidatos machistas, que abusam da sua força, serão punidos nas urnas.

Para eleger o novo presidente, serão as forças femininas, com legitimidade dentro da história, quem vai decidir o futuro do Brasil. Tempo de propaganda no rádio e na televisão, não consegue, entre outras garantias, fazer valer os interesses das mulheres que, como se sabe, são atacadas, desrespeitadas e desvalorizadas.

O Brasil, apesar de ser um país democrático, com uma ampla participação feminina, está muito atrás de muitos outros países na nossa região e no mundo no tocante à participação das mulheres no Parlamento e nas decisões políticas do país. A última, eleita, foi retirada através de um golpe que, agora, manifesta-se contrário ao grupo que a derrubou.

Só em 1932 o país passou a reconhecer o voto feminino, mas elas, a um custo muito alto, garantido sua participação. O que se deseja é que os recursos públicos destinados à participação das mulheres sejam efetivamente empregados financiando suas campanhas.

Este é um ano singular e, para a democracia, um momento muito delicado que, em tese, vai trazer grandes consequências para o futuro seja qual resultado ocorrer. E serão elas, as mulheres, que agora são maioria absoluta, quem vai dizer qual é o futuro.


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