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DANÇA QUE ACOLHE O IMPREVISÍVEL

Performance Karma chega em Chapecó e pode ser vista de graça

Por: LÊ NOTÍCIAS
03/10/2018 14:30 - Atualizado em 03/10/2018 15:01
Dayane Ros O trabalho poderá ser visto no dia 4 de outubro, às 19h30, no Teatro Sesc, localizado no bairro Jardim Itália, em Chapecó O trabalho poderá ser visto no dia 4 de outubro, às 19h30, no Teatro Sesc, localizado no bairro Jardim Itália, em Chapecó

A performance Karma, que une os bailarinos Maria Claudia Reginato e Rodolfo Lorandi, chega ao Extremo-oeste de Santa Catarina, na cidade de Chapecó, com duas apresentações e a oferta de uma oficina – tudo de graça. O anfitrião será o Serviço Social do Comércio (Sesc/Chapecó). O trabalho poderá ser visto no dia 4 de outubro, às 19h30, no Teatro Sesc, localizado no bairro Jardim Itália e, volta a ser reapresentado no mesmo horário em 5 de outubro, quando também ocorre, às 15h, a oficina Ao Começar em Você Também Começa em Mim, É Sobre Nós e sobre Você. Os interessados podem vivenciar uma experiência única de aprendizagem corporal.

Maria Claudia e Rodolfo conquistaram o Edital Elisabete Anderle 2017 de Estímulo à Cultura. O prêmio assegura a circulação da performance em cinco cidades: Criciúma, Chapecó, Florianópolis, Jaraguá do Sul e Blumenau.

O ponto de partida do trabalho são pesquisas que envolvem a dança de salão, a Grão Cia. de Dança, de Florianópolis, vivências com contato improvisação, dança contemporânea e pesquisa corporal através da fisioterapia e do gyrotonic. Com uma linguagem híbrida, Karma é um processo em dança de salão que mistura a filosofia dos processos artísticos do casal e filosofias budistas, espíritas e indígenas, literatura e teorias sobre física e multiversos, além de questões sobre condução, identidade e gênero. Na gênese da obra, um pouco do pensamento do cientista Carl Sagan (1934-1996), do escritor argentino Jorge Luiz Borges (1899-1986) e do autor mexicano José A. Sánchez.

“Experimentar o próprio tempo, questionar, fazer arte e olhar para o todo e para nós mesmos é uma forma de se estar presente, nos reconhecendo únicos, mas também como um mesmo organismo”, diz Maria Claudia. “Se somos uma de muitas representações de nós mesmos, onde fica a linha que separa o real da representação? Como a experienciamos? O que se escolhe dizer ou fazer, como se é e como se está são questões deste trabalho, assim como os acontecimentos e emoções trazidas pelas pessoas para junto da cena”, complementa Rodolfo Lorandi.

Karma quer compartilhar conhecimento, pesquisa e dança com o maior público possível, democratizando o acesso à dança e suas ferramentas. As ações, portanto, são gratuitas e tem classificação livre, com ingressos distribuídos uma hora antes de cada apresentação.

A oficina Ao Começar em Você Também Começa em Mim, É Sobre Nós e sobre Você se dá em uma hora e meia. Sem pré-requisitos e livre, só pede roupas confortáveis e vontade de participar. O objetivo é permitir através de atividades ministradas pelos bailarinos que diferentes públicos tenham acesso as ferramentas utilizadas e/ou desenvolvidas na pesquisa e criação da performance. A oficina performativa coloca o participante em cena e horizontalmente com a pesquisa. Fluxo e a cinestesia em grupo, armar e desarmar articulações, movimentar-se através do corpo do outro, gerar ou desviar fluxo, manipulação corporal muscular e articular, contato e condução, a fala potencializada pelo movimento, estratégias de interação de movimento em dupla e em grupo são algumas das ferramentas adotadas.

SINOPSE

“Karma é experiência, a experiência cria memória, a memória cria imaginação e desejo e o desejo cria um novo karma” (Deepak Chopra). Karma é a palavra usada para significar nossa dança neste projeto, uma representação de nós e de todos. Muitas religiões acreditam na evolução da alma, na vida como passagem e aprendizado. Ao longo da história da humanidade, muitos povos demonstraram interesse em entender mundos terrenos e espirituais. A ciência busca vestígios de outras vidas, às vezes flerta com a existência de multiversos - seria o universo apenas uma de infinitas variações dele próprio? Seremos nós, uma de muitas possibilidades de nós mesmos? No mundo terreno, no espiritual, na física, na filosofia e na dança cabe questionar a realidade e crescer com a experiência, algo capaz de fazer emergir a nossa humanidade e instaurar um karma coletivo. Karma reflete sobre o início e fim dos corpos, das falas, pensamentos e ações. Ao buscar inspiração na infinitude do cosmos através das pesquisas de Sagan, perguntamos: se o universo tem mais de 13 bilhões de anos e somos os segundos finais desse tempo, é mesmo possível chegar a alguma conclusão? A livre poesia da palavra karma deflagra perguntas sobre os desejos – quais movimentos repetimos? Quais as ações cotidianas e quais palavras proferimos ou pensamos mais vezes? Karma fala de um imenso silêncio chamado universo, aborda o desconhecido e o imprevisível, reflete as escolhas e o encontro com o próprio eu através do outro, traz inspiração para o movimento no presente, passado e futuro, instaura bolhas atemporais que se expandem pelas vivências que nos guiam em cena.

EQUIPE TÉCNICA

Direção, concepção e produção: Maria Claudia Reginato e Rodolfo Lorandi

Bailarinos e facilitadores: Maria Claudia Reginato e Rodolfo Lorandi

Interlocução artística: Diana Gilardenghi

Produções locais: SESC e Maxell Sandeer Flôr

Preparação corporal: Jovita Bonsiepe, Valentina Bonsiepe e Catarina Cortez

Direção audiovisual, luz e som: Dayane Ross

Design gráfico: Jean Pierre e Natália Barreira

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso


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