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Memórias do Campo | A Administração de Gelson Sorgato

Com essa coluna, encerro a série de colunas “Gestões e Aflições: Desafios no Gabinete”.

Sobre os cinco ex-prefeitos vivos, até outubro de 2015, o Jornal LÊ NOTÍCIAS fez a série de reportagens, sendo que eram, no total, dez ex-prefeitos vivos daquela época. Eu fiz apenas dos cinco, porque em 1980 deixei minha bela cidade natal e mudei-me para a cidade vizinha, Xanxerê. Embora seja perto, não pude acompanhar as eleições e gestões após o ano de 1980.

Alguém poderia me perguntar e duvidar, “porque você fez a reportagem de Gelson Sorgato se eu saí de Xaxim em 1980 e Sorgato foi eleito prefeito em 1982?”

Razão essa, porque conheci muito bem a vida política e pública dele. Em 1977, ele disputou duas vezes como vice-prefeito na gestão de Santo Matiello. A história é a seguinte: eu me mudei sim para Xanxerê em 1980, mas eu e minha esposa não mudamos o título eleitoral. Isso aconteceu em razão de morarmos na zona rural. No entanto, pela minha saúde, eu tive que deixar a lavoura. Ainda tinha a intenção de voltar a Xaxim, todavia, por ocasião de negócios, não regressei mais ao município.

Houve a disputa dos irmãos Locatelli. Os dois eram candidatos. Eu era vizinho do Elcir, da sua antiga granja. O Ari José Locatelli era candidato a prefeito com a chapa dupla com Gelson Sorgato, acabei obedecendo e favorecendo o Ari e transferi os títulos. Peço desculpas ao Gelson, votei no Ari Locatelli e trabalhei como mesário na Linha Limeira.

Foi a última vez que votei em Xaxim. Foi também a última vez que os brasileiros votaram com o antigo título, para os jovens de de pouca idade, com pouca memória, os títulos eram parecidos com carteiras de vacinação. Com foto, os mesmos mesários anotavam a data de votação no título e eles rubricavam as cédulas oficiais. Em 1986, foi feito o novo modelo de título, usados atualmente. Eu aproveitei para fazer a transferência, uma vez que já morava em Xanxerê.

Gelson Sorgato também foi um dos ex-prefeitos. Na primeira experiência, foi o Poder Executivo Municipal, apesar de que Sorgato na primeira vez, trabalhou seis anos como vice. Antes, sua atividade de vida era unida à sua família e empresa, no ramo do comércio de mecânica e chapeação. Se Sorgato LTDA ainda hoje funciona, ele foi um dos pioneiros. Hoje, está mais ampliada e naquela época, atendia os carros Jeep, Rural Willys, Toyota, Dodge, etc.

Eu não morava mais em Xaxim, mas conheci muito bem o início da vida política e pública de Sorgato, que foi candidato a vice em 1976 e em 1977, eleito vice de Santo Matiello. Em 1982, disputou na cabeça da chapa do MDB, foi eleito após seis anos como vice. Na gestão de prefeito, também teve mais seis anos de mandato, de modo que até 1989, teve 12 anos de vida pública municipal direta.

Naquela gestão, Xaxim ainda tinha os três distritos, Marema, Lajeado Grande e Entre Rios. Inclusive, o vice de Sorgato era morador de Marema, o Vitorino Tomé. Após, mudou-se a Xaxim. Além de vice-prefeito, um concorrente de Sorgato e Tomé, era morador de Entre Rios, candidato a vice era da Arena.

Em 1982, foi candidato novamente do vice, do saudoso Alberto Ângelo Sordi. Em 24 de setembro de 1994, houve a trágica morte do prefeito Sordi e o vice Gelson Sorgato assumiu uma vaga de suplente de deputado estadual. Ao mesmo tempo, tentava uma vaga na Assembleia Legislativa e foi eleito, com 15.715 votos, por isso, não assumiu a Prefeitura. Em 12 de fevereiro de 1995, foi realizada uma nova eleição para escolher o novo prefeito e o eleito foi Edemar Matiello. Na ocasião, foi a primeira eleição na América Latina, em que foram usadas urnas eletrônicas.

Gelson Sorgato foi o terceiro deputado estadual eleito em Xaxim. Uma vez que já era hora de Xaxim ter outro representante na Assembleia Legislativa. Xaxim tem 50% menos de eleitores que Xanxerê. Nessa eleição, a cidade vizinha teve quatro candidatos a deputados estaduais, mas nenhum deles do partido que foi eleito Gelson Sorgatto. Com certeza, um candidato de Xaxim fazia em Xanxerê a mesma votação, em média dos quatros de Xanxerê. O eleitor vota no partido e não na casa.

Na gestão de Sorgato, com certeza ele não atrasou o progresso, e após, houve vários gestores do seu partido, apesar de que os primeiros quatro anos de prefeito, tinha o Governo do Estado contrário de partido era o Esperidião Amin. No mandato do deputado, também deve ter feito um bom trabalho, especial da suplência. No primeiro mandato eleito, não apenas para Xaxim, mas na região houve uma boa votação, além de conseguir verbas. Dedicava-se muitos nos encaminhamentos de recursos de Saúde Pública, quando os pacientes eram encaminhados a Florianópolis.

Em outras ajudas, eu, minha esposa e muitos outros, precisamos das certidões do Incra, em que antigamente só se conseguiam em Florianópolis, para os benefícios das aposentadorias. A gente pedia Sorgato conseguia, trazia sem custo e sem pedir voto.

Não me recordo se foi na última gestão de deputado ou se logo após que foi Secretário do Estado de Agricultura no governo de Paulo Afonso. Eu até fiz uma brincadeira, dei uma xingadinha e disse “Como é que é o senhor secretário da agricultura, se não tem conhecimento da rural?

Mas eu até concordei que a escolha do governo foi ótima a ser um xaxinense.

O LÊ NOTÍCIAS mostrou em 2015, na série de reportagens que divulgou que Sorgato concluiu o Terminal Rodoviário, obra iniciada na sua gestão de vice de Santo Matiello. Como se ouve após 30 anos, não sei se é fato ou boato, que será mudado o Terminal Rodoviário e o imóvel passará por restauração, passa a atender um órgão público de saúde, Central UPA 24 horas, etc. Parabéns para quem investe em saúde pública, desde que não sejam prejudicadas, os usuários que residem mais retirados do Centro, talvez são pessoas que mais necessitam de atendimento da Saúde Pública.

Na gestão de Sorgato, ele instalou uma entidade, a Companhia de Melhoramento de Xaxim (Comex). Não morava no perímetro urbano e por isso, conheci muito bem a Comex a fim de fazer pesquisas de valores de calçamento de ruas.

Quem atendia como encarregado era o ex-prefeito Santo Matiello, sigo em tempo, pode ser que foi criada na gestão do Santo Matiello, mas foi atendido na gestão de Sorgato por Santo Matiello.

No mesmo tipo e padrão de calçamento em Xanxerê, eu paguei 21 mil cruzeiros ao m², em Xaxim, o mesmo padrão de sete cruzeiros ao m², e por fim, o Santo Matiello mandou-me de novo lá e por fim, o resultado era aquele mesmo.

A Prefeitura de Xanxerê alegou que em Xaxim o assentamento das pedras usava terra e em Xanxerê, acentuava com aquela areia branca de Vargeão. Será que aquela areia de Vargeão era carro assim? Desde a frete, devia ser 90% mais em conta!

Com isso, encerro essa coluna. Peço desculpas, se houve alguma falha ou erro.

As cinco colunas das séries de reportagens dos ex-prefeitos são 100% de minha autoria, sem consultar site, etc. Nem sempre aquela pessoa que publica na imprensa agrada a todos. Não sei se foi um agrado deles e os familiares, ou a outros a ter feito as reportagens, mas acredito que sim, uma vez não fiz do nome dos candidatos concorrentes, que não se elegeram.

Sou ético, sigiloso e respeitoso para ser respeitado. Um exemplo foi a coluna do ex-prefeito Osmar Conte, a família do meu pai era adversário do partido. O meu pai era primo e compadre do adversário de Osmar Conte. Assim mesmo, familiares que moram em Palmas (PR), enviaram elogios à coluna do Jornal LÊ NOTÍCIAS.


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