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HOW MANY IDIOMAS USTED PARLI?

Poliglota Guilherme Leonardo conta como se tornou fluente em quatro idiomas

Por: LÊ NOTÍCIAS
22/10/2018 10:11 - Atualizado em 07/06/2019 10:52
Arquivo de Guilherme Leonardo Jovem de 23 anos coleciona experiências internacionais em 15 países, como no México Jovem de 23 anos coleciona experiências internacionais em 15 países, como no México

Uma pessoa que fala ou domina quatro ou mais idiomas é a definição de poliglota. Com a globalização que tomou conta do mundo, o domínio de um segundo idioma é fundamental. Dessa forma, o uso do inglês tem se tornado frequente, seja em relações comerciais, diplomáticas e ou até turísticas entre as pessoas. Entre os benefícios, é comprovado cientificamente que uma pessoa que fala mais de um idioma consegue aprender algo muito mais rápido. Além disso, saber mais de uma língua possibilita a comunicação em viagens a outros países e melhores colocações no mercado de trabalho. Nesse sentido, com o objetivo de conhecer suas histórias e como aprenderam tantos idiomas, o LÊ NOTÍCIAS entrevistou os poliglotas chapecoenses Guilherme Leonardo, Gabriela Meneghel e Luiz Henrique Maisonnett, além de contarem sobre suas experiências pelo exterior.


Na primeira reportagem da série “How Many Idiomas Usted Parli?”, o LÊ NOTÍCIAS entrevistou Guilherme Leonardo, que nasceu em Lages, mas mora em Chapecó há cerca de vinte anos. O acadêmico de Direito da Unochapecó fala fluentemente português, inglês, espanhol e italiano, além de ter compreensão básica em francês e alemão.

De acordo com Guilherme, ele sempre teve contato com idiomas, desde quando era criança. “Apesar dos meus pais não falarem outras línguas, as músicas em minha casa sempre foram as mais ecléticas possíveis. As memórias mais fortes que tenho da época são das noites em que eles recebiam ou eram recebidos pelos amigos e ficavam até tarde escutando músicas internacionais. Aquilo sempre me despertou interesse em saber o significado daquelas palavras”, explica.

Ele relata que o primeiro idioma a dominar, além do português, é claro, foi o inglês. “Eu pude estudar a vida toda em ótimos colégios e, desde as primeiras séries, eu já tinha contato com a língua inglesa, contudo, o divisor de águas foi o curso de inglês em uma escola especializada, quando eu tinha entre oito e nove anos. Depois, com as viagens, interessei-me pelo espanhol, idioma o qual fui autodidata”, salienta. Posteriormente, ele comprou materiais em espanhol e passou a escutar músicas no idioma, ler livros e viajar para países hispanohablantes. Depois, o terceiro idioma foi o alemão, também em uma escola, que estudou por dois anos. Atualmente, ele está estudando italiano em uma escola e francês de forma autodidata.

O Direito, curso de graduação que Guilherme estuda na Unochapecó, tem grande parte de seus termos jurídicos no latim, oriundo do Antigo Império Romano. “O italiano é derivado do latim, que por sua vez, tem uma relação forte com o Direito. Não é determinante saber uma outra língua para o curso, mas certamente facilita a compreensão de alguns conceitos. Aplicarei no próximo ano o italiano, já que fui aceito para estudar Direito na Itália, através do intercâmbio com a universidade”, enfatiza.

VIAGENS

Guilherme Leonardo teve oportunidade de viajar para quinze países e pôde falar muito em outras línguas. “Eu conheço Argentina, Uruguai, Paraguai, Qatar, Emirados Árabes, México, Panamá, República Dominicana, Antígua e Barbuda, St. Lucia, França, Holanda, Ilhas Virgens Britânicas (Reino Unido) e Cuba. Para essas viagens, foi determinante saber outras línguas, uma vez que pude trocar experiências com as pessoas desses países, além de conhecer outras culturas, que me fizeram amadurecer como pessoa”, relembra Guilherme.

De acordo com o poliglota, a próxima língua que ele pretende aprender é o mandarim, além de ficar fluente em alemão e francês. “Eu quero me aperfeiçoar nos que já estudei. Eu penso em traçar uma carreira no Direito Internacional, ramo que regula as relações jurídicas entre os Estados, ou então, nas relações internacionais, com a diplomacia. Mas em todo caso, usarei tais conhecimentos para viajar pelo mundo, tanto a lazer, quanto a trabalho”, acrescenta.

IMPORTÂNCIA DOS IDIOMAS

O poliglota de 23 anos ressalta, que atualmente, falar línguas é algo crucial, sobretudo o inglês. “O sentimento de independência que se adquire com essas habilidades é algo indescritível. Estar em uma reunião de negócios, em um congresso, convenção e poder se comunicar com pessoas das mais diferentes culturas e realidades é fantástico. O meu conselho é, sem dúvidas, começar pelo inglês. É a mais universal de todas e vendo o efeito, confere a base para buscar os próximos idiomas. O mais legal é que não é necessário um investimento alto, caso a pessoa não tenha condições. Há muito material na internet, onde pode se usar livros variados, dicionários, revistas, artigos, etc. Embora todo começo seja difícil, com determinação e disciplina, chega-se lá”, finaliza Guilherme.



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