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HOW MANY IDIOMAS USTED PARLI?

Gabriela Meneghel viajou pelo mundo e conta suas experiências com os idiomas

Por: LÊ NOTÍCIAS
24/10/2018 09:39 - Atualizado em 24/10/2018 09:44
Arquivo Pessoal Gabriela foi ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul Gabriela foi ao Cabo da Boa Esperança, na África do Sul

Por Vitória Schettini

Uma pessoa que fala ou domina quatro ou mais idiomas é a definição de poliglota. Com a globalização que tomou conta do mundo, o domínio de um segundo idioma é fundamental. Dessa forma, o uso do inglês tem se tornado frequente, seja em relações comerciais, diplomáticas e ou até turísticas entre as pessoas. Entre os benefícios, é comprovado cientificamente que uma pessoa que fala mais de um idioma consegue aprender algo muito mais rápido. Além disso, saber mais de uma língua possibilita a comunicação em viagens a outros países e melhores colocações no mercado de trabalho. Nesse sentido, com o objetivo de conhecer suas histórias e como aprenderam tantos idiomas, o LÊ NOTÍCIAS criou a série de reportagem “How Many Idiomas Usted Parli” [Quantos idiomas você fala? Numa mistura de inglês, português, espanhol e italiano] e entrevistou os poliglotas chapecoenses Guilherme Leonardo, Gabriela Meneghel e Luiz Henrique Maisonnett, que contarão também sobre as experiências pelo mundo afora.

Na edição de hoje, Gabriela Meneghel, fluente em cinco línguas, conta como se apaixonou pelos idiomas.


Na segunda reportagem da série “How Many Idiomas Usted Parli?”, o LÊ NOTÍCIAS entrevistou a chapecoense Gabriela Bastian Meneghel, que é fluente em cinco línguas: português, inglês, espanhol, alemão e italiano. Gabriela nasceu e morou em Chapecó durante boa parte de sua vida, mas deixou a cidade em 2000, quando foi morar na Alemanha. Na volta ao Brasil, em 2001, foi morar em Florianópolis para fazer a graduação em Relações Internacionais e no final de 2011, retornou à Capital do Oeste para abrir sua empresa.

APRENDIZAGEM

Ela relata que começou a estudar inglês aos cinco anos, quando ainda nem era alfabetizada, já que seus pais sempre consideraram importante saber ao menos inglês, e estimularam isso nela e na irmã Fernanda desde cedo. “Eu ia à escola de inglês para cantar e pintar, mas considero que a minha cabeça “destravou” para os idiomas nessa fase e também despertei para a importância de falar outras línguas”, relata.

Ela conta que dos cinco aos quinze anos estudou inglês e, depois disso, já estava com o intercâmbio para Alemanha organizado. Começou a estudar alemão em 1999 e morou por um ano na Alemanha, onde finalizou o Ensino Médio. “No retorno ao Brasil, eu segui estudando alemão e fiz o terceiro e quarto semestres (2003 – 2004) da faculdade de Relações Internacionais, na Áustria, país em que também se fala alemão. Eu só consegui essa vaga por já dominar o idioma”, relembra.

Segundo ela, o espanhol veio um pouco de família, uma vez que sua avó é uruguaia. Quando Gabriela estava na Alemanha, sentiu mais a necessidade do idioma, sendo que ela era a única de sua turma de intercambistas que não falava o idioma. “A partir disso, comecei a me virar no espanhol para me entender com esses amigos. Antes de me formar na faculdade, resolvi dar uma incrementada nos conhecimentos e me formei no Centro Cultural Brasil Espanha, em Florianópolis. No último ano de graduação, fui morar nos Estados Unidos para fazer um programa de trabalho nas férias (2005 - 2006), onde além do inglês, pude praticar o espanhol, já que eu morava em Miami, na Flórida”, lembra Gabriela.

Sempre com muito interesse pela língua italiana, Gabriela ultimamente está se dedicando com objetivo de mais uma fluência. Com Cidadania Italiana desde 2012, Gabriela achou justo honrar esse passaporte e busca ter autonomia no idioma. “Eu estudo italiano há dois anos e, em maio desse ano, fui para Itália estudar, permanecendo duas semanas em Roma e uma em Florença. Já o alemão, eu estudo até hoje porque é uma língua difícil e quando não se tem contato, se esquece. Eu uso o inglês diariamente no meu trabalho e espanhol sigo me comunicando com meus amigos do intercâmbio. Penso que a melhor maneira de se aprender de fato um idioma, é vivendo. Por isso investi sempre em estudar, mas também em viajar e poder experimentar a vida em outra língua”, ressalta ao LÊ NOTÍCIAS.

PAIXÃO POR VIAGENS

Ela enfatiza que por trabalhar com intercâmbio, é uma viajante apaixonada. Tanto, que ela conhece o Canadá, os Estados Unidos, Aruba, Curaçao, Argentina, Alemanha, Bélgica, França, Áustria, Holanda, África do Sul, Tailândia, Austrália, Nova Zelândia, Dubai, Abu Dhabi e Suíça. “Eu fiz seis intercâmbios e me interesso muito por outras culturas, por conhecer novos países e penso que os idiomas é que abrem portas. Penso em aprender outro idioma, mas algum diferente, como árabe e mandarim. Contudo, isso só depois que terminar meu curso de italiano, no final de 2019”, destaca.

IMPORTÂNCIA

Para ela, aprender inglês é essencial, sobretudo no mercado de trabalho. “Sem essa língua universal e o espanhol, as empresas não vão nem mais entrevistar as pessoas. Hoje, o mundo está globalizado, muito interligado, com as distâncias menores e uma pessoa que não fala ao menos inglês e espanhol, não consegue nem ter uma formação profissional completa”, afirma.

Quanto à importância dos idiomas, Gabriela define como libertador poder viajar e se comunicar com profundo conhecimento linguístico. “Sentir-se segura para conversar com pessoas na rua, pegar transporte público para sentir a cultura local, conversar com as pessoas e conhecer gente nova são apenas alguns dos benefícios que uma pessoa que fala outros idiomas tem. Sem esquecer-se das possibilidades profissionais e acadêmicas, como aconteceu comigo, as quais só aparecem para quem está preparado para enfrentá-las. Hoje, trabalhando com intercâmbio, vejo que muitas pessoas estão investindo em cursos no exterior para crescerem profissionalmente. Quem não domina outras línguas está ficando para trás e a minha dica é ter uma base daqui e investir em uma experiência de vivência da língua onde você, além de estudar na escola, terá que se virar no dia a dia. É isso que faz com que a pessoa tenha realmente internalizado o outro idioma”, finaliza Gabriela Meneghel.


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