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Fuga do debate muda tudo; Derrotados e equivocados; Carlos Moisés afrouxa; Caráter e Honra eleitoral; Luciane Carminatti no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
26/10/2018 10:33 - Atualizado em 26/10/2018 10:33

A importância do debate

Jair Bolsonaro tem razões plenas para não se fazer presente à carnificina verbal que Fernando Haddad, em um debate que seria realizado hoje, comeria suas chances de eleição. Tem o estopim curto e, provocado, poderia alterar o sentimento do eleitor. No caso de Carlos Moisés, a ausência desrespeitosa de ontem à noite, revela sua altura para dirigir Santa Catarina. Vai dizer que foi o médico que tirou sua presença do confronto, escondendo-se. Ele usa-se de modo mais fútil para justificar o que, de fato, todos conhecem. Está no 2º turno por acaso e, sem habilitação, chama o MDB para conduzi-lo. Preparadíssimo e com as rédeas do Estado em mãos, poderia ter dado a chance a Eduardo Pinho Moreira. SC ficava de passar por este desrespeito político.


Quais os desafios do seu novo mandato?

Uma atuação muito forte em defesa da Educação como foi nossa marca no atual mandato e na nossa vida pública. Valorização dos profissionais de Educação, construção de creches com qualidade para as mães e ampliar o artigo 170. Também na luta da Educação Especial, onde fomos autor de lei, que o governo não quis que fosse cumprida. Luta em defesa das mulheres e seus direitos, igualdade salarial, contra a violência doméstica e contra toda esta cultura que coloca a mulher como quem tem que provar que tem os mesmos direitos que os homens. Somos em cinco parlamentares eleitas, novas e as atuais, reafirmo que sou do Oeste. Sempre fiz luta por Chapecó, mas nosso trabalho é em Santa Catarina inteira. Defendemos os investimentos públicos e o fim da discriminação com o Oeste. Em defesa dos interesses dos que mais precisam, Defensoria Pública, assistência social, política cultural, economia solidária através das cooperativas, fortalecer a agricultura familiar. Vamos nos desafiar, dando passos largos e fortes nestas bandeiras.

O que o eleitor ganha com estas eleições?

Eleição é um momento e passa. Ela demonstra nossos valores. Este ano, em especial, está cobrando quais são nossos compromissos com as pessoas. Mostrou quem tem mais uma visão social, coletiva, mais voltada aos interesses do conjunto da população e não seus objetivos pessoais. Nosso mandato é em defesa dos negros, indígenas, respeito à comunidade LGBT, aos frágeis que precisam de voz e de lei. Se vamos eleger quem quer exterminar pessoas sem o respeito da universalidade social. Sem esta de bem e do mal, do santo e do demônio. O direito coletivo e os individuais são sagrados. Não podemos deixar que tudo isso se torne caro para todos nós. Sou professora e mulher e quando vejo as pessoas fazendo gestos de armas, empunhando armas, é sinal que várias gerações futuras estão perdidas. Falo como educadora e mulher. Vamos defender a paz, a igualdade e o respeito e, acima de tudo, a democracia.


Estratégia

A fuga do debate, por recomenda médica, pegou a sociedade catarinense de surpresa. Carlos Moisés está sendo completamente orientado para agir do modo como se apresenta. Não há como explorar isso nos programas eleitorais.

Orientação

Carlos Moisés passou todo o 1º turno sem ser percebido e foi beneficiado por aquilo que Jair Bolsonaro disse, em vídeo, por mérito pessoal de sua liderança no país. Como não tem candidato a governador específico em SC, mandou-os pedir voto.

Abandono

Como está liderando a corrida eleitoral, na amostragem do último Ibope, Carlos Moisés teria, necessariamente, que contar com o apoio de Jair Bolsonaro em SC. Em vídeo, o presidenciável diz não ter candidato a governador no Estado, sem se queimar com lados.

Efeito

A queda de Jair Bolsonaro nas pesquisas do país, pode ter um efeito desastroso em SC. Como ambos estão defendendo o presidenciável do PSL, vai ter forte impacto no eleitor local. Carlos Moisés e Gelson Merisio, sem debate, a perda é para o bombeiro.

Despreparo

Quando não vai a um debate que marca todas as eleições do país, onde os líderes se enfrentam para dar ao eleitor a possibilidade de tirar as dúvidas, Carlos Moisés cai no que todos têm afirmado. Não somente está perdido, acovarda-se.

Debate

O eleitor quer saber quem pode e quem não pode. Como não compareceu para discutir seus conhecimentos com o oponente, Moisés abre um mar de dúvidas à sua frente. E, acovardando-se, imprime sua incapacidade de administrar SC.

Real

Gabriel Ribeiro e César Souza Júnior, derrotados nas urnas, agora estão igualmente nas lideranças Estado afora. Termos impublicáveis ganharam as redes sociais. O ex-prefeito, pior, obteve uma votação ridícula na capital, onde foi prefeito.

Rejeitado

César Souza Jr., não somente perdeu a eleição, mas revelou-se completamente ridicularizado na vida pública. Com uma completa frieza do eleitor, sepultou seu futuro na política. Ao abraçar Carlos Moisés, leva o bombeiro junto.

Caráter

Se Gabriel Ribeiro já buscou, no domingo ainda, a lista completa de cargos comissionados da Assembleia Legislativa, vai apresentar a Carlos Moisés para agrupar seu coletivo que, em 2019, fica órfão. Sair do lado de Gelson Merisio tem sentido.

Zero

Como o candidato do PSD afirmou que vai tirar 1200 cargos, é a senha para que Gabriel Ribeiro e César Souza abandonem e traiam no 2º turno. A eleição, com a ida de Moisés, revelou a posição do eleitor e, em particular, o caráter dos derrotados.

Mobilização

A partir de hoje, toda a militância, dos dois lados, estão se concentrando para ver os erros dos adversários e construir um ambiente de vitória para cada um. A fuga do debate, mais que uma orientação médica, é uma revelação de incapacidade.

Perseguição

Contrário às críticas, a militância do PSL tem feito prints e guardado materiais para, se vencerem as eleições, utilizarem como subsídio para correr profissionais que produzem opinião em SC. O Satélite, sabe-se, entrou no pacote.



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