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A nova política velha; Progressistas não votaram em Merisio; Júlio Garcia e Cobalchini movimentam-se; 2020 será outro repeteco; Cláudio Prisco Paraíso no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
31/10/2018 10:46 - Atualizado em 31/10/2018 10:48

Mãos leves e silenciosas trabalham na sombra

A Carlos Moisés, que chega com as roupas limpas lavadas pelo eleitor, fica também o recado das urnas. Embora tenha um perfil de seriedade que agrada, um comportamento de respeito até por ser militar, o cidadão não vai aceitar esconde-esconde com o serviço público. Se foi beneficiado para ser guardião do que é do povo, para o povo com o povo, assuma as consequências desta oração das urnas. Coloque pessoas certas, com idoneidade e luminosidade moral, que o tempo vai fazer aparecer os melhores resultados. O governo é do cidadão que paga seus tributos e, de modo injusto, não tem retorno de nada. As mãos mais leves e silenciosas vão atuar nas sombras. Escolha bem e tudo será de fato novo. Depois não venha com a frase de Lula da Silva que não sabia de nada. Se o governo não sabe, o cidadão, no momento certo, como foi nestas eleições, dá o novo recado.


Qual Brasil será visto no futuro?

É um momento que o Brasil vive. Nos últimos 29 anos, a partir da redemocratização, são quatro grandes mudanças que o país viveu. Lá em 1989, com a eleição de Collor de Mello, tivemos o restabelecimento do processo democrático, mas ele não resistiu, indo pelos descaminhos, sendo então a primeira grande frustração. A segunda grande mudança foi com Fernando Henrique Cardoso, com a expectativa de uma mudança econômica, que no Governo Sarney tinha inflação de 80% ao mês. Hoje, nossa inflação anual oscila de 4,5% a 5%. A terceira grande mudança foi a chegada de Lula, com o olhar social, para os pobres. Um líder nordestino, sindical e torneiro mecânico, mas com o PT aprontou o que vimos. A nossa quarta mudança é pelo viés da ética e da moral, com a eleição de Jair Bolsonaro, que chegou à Presidência porque conseguiu encarnar o sentimento de mudança no status quo brasileiro. Essa foi a grande verdade. Ele não foi eleito por uma opção clara da opinião pública brasileira, pois muitos votaram nele por exclusão, não tinha outra alternativa, não queriam a volta do PT. Agora é apostar tudo nesta alternativa, porque é o país que está em jogo. Com a escolha do Paulo Guedes para o futuro Ministério da Economia, temos a possibilidade real de buscar o caminho da retomada do desenvolvimento, da geração de renda e emprego, da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. Privatizações e concessões para que tenhamos recursos para investimentos públicos na infraestrutura. Isso tudo se consegue com segurança jurídica e credibilidade de um governo. Esse é o momento que vivemos a nível nacional.

Eleger um governador sem experiência altera o sucesso de Santa Catarina?

É uma virada jamais vista na história de Santa Catarina. Nunca nenhum político se elegeu com mais de 70% dos votos. Ele abriu mais de 1,5 milhão de votos em relação ao segundo colocado, que fez no segundo turno, menos que no primeiro. Embalado pela onda Bolsonaro, evidentemente, era um desconhecido há três meses, mas também pelo seu discurso de mudança, ou seja, de renovação, e isso foi fundamental. Ele se apresentou com equilíbrio, com bom senso e austeridade. É um coronel da reserva, oficial militar, considerando que Bolsonaro também é capitão, tudo isso conjugado ajudou a embalar a candidatura do governador eleito Carlos Moisés. Agora tem o desafio de montar o governo apolítico e técnico, mudando as práticas habituais dos últimos tempos, ou seja, sem indicações políticas, sem moeda de troca para ter a maioria da Assembleia Legislativa, com cargos comissionados, secretarias e emendas parlamentares. É um novo momento. Como em plano nacional, é uma aposta que precisa merecer o crédito da opinião pública, de boa parte do eleitorado, inclusive daqueles que não votaram nele.


Constatação

O MDB foi eliminado no 1º turno da eleição porque seu método nacional manchou o partido em SC. A sigla abriga bons nomes como qualquer outro. Tem grandes serviços prestados ao cidadão, mas o eleitor cansou geral, ceifando na saída.

Sobrevivente

A família Amin saiu-se vitoriosa por inteiro. Não somente elegeram-se sem serem atingidos pelo terremoto que engoliu todos, mas conseguiram escolher o melhor caminho nas urnas. Mas também entenderam o recado que escaparam.

Dedinho

Pessoal comissionado de João Amin, no Oeste, também votou em Carlos Moisés. Em seus carros, e abertamente, defendiam o nome do bombeiro contra Gelson Merisio. Talvez porque, na desforra, deram o troco por não ter ido ao governo.

Ele

Pelo fato de ter se retirado da disputa, mesmo com o sobrenome forte que marcou a história em SC, Paulinho Bornhausen elegeu seus deputados federais e estaduais. Sabiamente, ficou fora deste maremoto que varreu a praia eleitoral.

Certíssimo

Do mesmo modo foi com Eduardo Moreira e Udo Döhler, os ulyssistas sufocados por Mauro Mariani. Impedidos de irem à disputa nas movimentações internas do deputado federal e presidente do MDB, estão salvos e exercendo o mandato.

Imposição

Júlio Garcia classifica a derrota de Mauro Mariani e Gelson Merisio porque ambos, cada um em seu modo de operação, deram as cotoveladas nas costelas de seus correligionários para garantir o projeto pessoal e não partidário. Bobagem.

Definição

A eleição foi decidida na mente do eleitor que, sufocando velhos nomes, passou a rasteira, inclusive, nos institutos de pesquisas. Os patéticos números não detectaram o crescimento de Carlos Moisés e a eleição foi concluída no 1º turno.

Desfecho

Júlio Garcia se aproveita do que sempre afirmou, ainda antes das convenções estaduais, mas o pleito, na cabeça do eleitor, estava definido. Cansaram de não serem escutados. E aqueles que passaram vivos em 2018 já tem o aviso claro.

Perfil

O eleitor, independente da cabeça de Júlio Garcia, da desistência de Eduardo Moreira, da inocência de Carlos Moisés, nesta eleição ceifou as diárias, a mesmice e as superestruturas. Ele quer o político limpo, leve e solto do tradicional.

Cajado

Moisés não apenas foi patrocinado em uma eleição já definida ainda no 1º turno, abriu o mar e passou com os pés secos. Sua vitória, sem mesmo saber como, levou o que há de mais novo para a terra da nova política. O êxodo é grande.

Retorno

Para os prefeitos que serão abrigo para muitos dos que voltam para a terra antiga, o recado está dado. Se querem evitar que em 2020 não sejam jogados pela janela, defenestrados de vez, ignorem seus retornos salvando a si mesmos.

Recado

Sem trabalho, a maioria dos comissionados vão bater na porta das prefeituras de parceiros para pedir abrigo. Muitos deles, só sabendo trabalhar em cargo público, querem um emprego que a sociedade vai ficar de olho. Façam e serão decapitados.



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