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Direito em Foco | Daqui pra frente...

Por: Gustavo de Miranda
31/10/2018 11:36

No ano passado, 2017, bem antes da formação das frentes da campanha presidencial, escrevi duas colunas em sequência contando o que eu achava sobre Bolsonaro e a onda de apoio a ele na época, com discordância total ao posicionamento dele e da voluntariedade crescente do apoio popular a uma pessoa que eu descrevi como ofensivo, hostil e estéril.

Escrevi: “...não questiono a honestidade do Bolsonaro, eu questiono a capacidade de articulador, de unificador, de pacificador, que ele não tem. Pois o que precisamos é isso: alguém que una a política honesta e através de uma equipe forte e limpa, se imponha sobre os coronéis da maracutaia pra tirar o país da crise econômica e política. Se Bolsonaro conseguir isso, eu passo a apoiá-lo”.

Acontece que passei a apoiar ainda antes, considerando o cenário eleitoral que se formou, tanto no contexto político quanto da militância. Avaliei as condições da eleição sob o meu ponto de vista de operador do Direito de direita moderada, que vinha, desde 2014, convencido de que deveríamos escolher e apoiar um plano de descontinuidade da frente governamental de esquerda, por crer que o modelo de gestão não se sustenta, é falho e ineficaz, principalmente pelo motivo que mais me interessa: a insegurança jurídica, que vem se emoldurando nas decisões tendenciosas de metade do STF, que teve implantada meia dúzia de lacaios e estava a caminho de se tornar avalista legal das atitudes de um governo manifestamente insuficiente, incompetente, impopular e teimoso como burro empacado.

Me posicionei contra um sistema governamental baseado em ideologia partidária, historicamente inconveniente e utópico. Defendi a mudança que há tanto tempo era necessária e que só aconteceria se votasse no Bolsonaro, diante do “mais do mesmo” dos demais candidatos e do cômico teatro do ventríloquo de Curitiba, mas não sou cego nem surdo, lembro muito bem das atitudes dele que não aprovo e que minha crítica é mais profunda que a gestão do estado, pois como o pessoal já andou comentando pra lá e pra cá, se não cumprir a missão, nós tiramos também.

Nunca achei que ia viver em meio a uma geração de jovens histéricos, fracos e rasos, chorando por aí dizendo que Bolsonaro vai matar gays e impor uma ditadura, que chegou agora com “essa culpa eu não carrego”, torcendo pra que a administração vá mal pra alimentar seu ego pequeno com aquele “eu avisei” irônico e estúpido, de papo inchado e CTPS em branco. Não dá pra esperar muito mesmo de crianças e pequenos em geral, vamos dar ouvidos a quem tem algo relevante a dizer e fazer.

Embora esteja contente com a mudança de rumo, estarei atento à manutenção do estado laico, ao controle e à crítica do conservadorismo exagerado, da constitucionalidade, como todo brasileiro que quis mudança com consciência e honestidade política, mas que, entretanto, estará atento.


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