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Direito em Foco | O desafio de Moro

Por: Gustavo de Miranda
07/11/2018 10:39

A Justiça vive de credibilidade, já disse isso outro dia, e digo também que uma meia dúzia de ministros são a resenha da queda da credibilidade do STF, emporcalhada por lacaios manifestamente subservientes, como aquele Dias Toffoli ou o Gilmar Mendes. E é por isso que quando vi esses sujeitos falarem como se grandes fossem a respeito da nomeação de Sérgio Moro, só me convenço ainda mais que ele fez bem em aceitar o ministério.

Moro deixou o Juízo em que era magistrado para atuar num ministério de governo, tendo condenado e mandado prender um ex-presidente por seus crimes, repetindo a história de Baltasar Garzón, juiz espanhol que mandou prender Pinochet e deixou a magistratura para ocupar um ministério no governo. Os dois foram duramente criticados.

Há, também, um grande risco envolvido nesse trabalho, pois se sua atuação não for suficiente, pode agravar a crise institucional. Por outro lado, ele pode promover o império da lei contra todos e é exatamente isso que assusta o pessoal que acha que sua entrada no ministério foi armação pra prender o Lula e eleger o Bolsonaro. Muitas reses desse rebanho tem rabo preso e podem vir a ter que dar explicações ao Judiciário.

Nesse ponto, o da aplicação ampla da soberania da lei dentro desses meios, é onde tem que estar a raiz do maior legado possível que Moro pode deixar com sua atuação, o ataque à corrupção sistêmica e ao capitalismo de compadrio. Pois esses são os fatores formando as redes de vassalagem e protegendo os altos escalões, são essas estruturas que têm que ser minadas.

O pessoal da esquerda fala em elites, mas esconde que existe uma elite bandida, vigarista e privilegiada atuando nos seus meios, buscando influência e poder e é esse povo que mais ficou enfurecido com a nomeação de Moro.

Não lembro agora onde li a indagação se outros Moros virão. É tudo que o país precisa, mas que a atuação desses juízes não extrapole a legalidade em nome de um ideal de aplicação de Justiça e limpeza política. Essa é uma meta que deve ser levada com uma seriedade tão intensa como jamais visto.

Não é preciso defender um estado de exceção pra apoiar as ações de combate à impunidade e ao crime organizado dos politiqueiros ladrões, é necessário respeitar as instituição e aprimorar seus caminhos de ação, e nisso eu boto fé que o Moro pode atuar com o melhor que esperamos.

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