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Moisés ignora imprensa; 100 dias para Moisés; Júlio Garcia voltou; Merisio calou-se; Debandada no PSD; PF e a Hercílio Luz

Por: Marcos Schettini
12/11/2018 09:09 - Atualizado em 12/11/2018 14:28

Beleza americana

A ponte Hercílio Luz não é somente linda, marca de uma beleza única de engenharia e poesia, maravilha muito bem construída em tempos de grandes dificuldades tecnológicas. Diferente de hoje, assusta. E muito. Permanentemente questionada por leigos e profissionais nos altos valores e infindáveis aditivos cobrados pelas empresas da sua recuperação e manutenção nestas décadas intermináveis, aponta que a PF já está quase chegando à cabeceira do continente com um caminhão de documentos. Em tempos de empreiteiras, corrupção e Lava Jato, ficando ela de pé, até vale.


Distância

Que o governador eleito não soube se comunicar nos dois turnos é fato. Com a principal Cadeira de SC logo ali, copia Jair Bolsonaro no modo de falar às redes fugindo, como sempre fez, de dar entrevista. Afronta desrespeitosamente.

Cacoete

Ao buscar inspiração em Jair Bolsonaro para distanciar-se da imprensa, mandando recados via redes, Carlos Moisés deixa de ter uma identidade própria. Se já não tinha por ser completamente desconhecido, mostra-se. Se não cria, copia.

Blá

Carlos Moisés não foi ao debate porque não possui conhecimento administrativo e, sufocado por não responder o que mostrou forte nos turnos que disputou, usa-se do distanciamento da imprensa para mostrar o óbvio.


Certo

Carlos Moisés não é obrigado a dar entrevista. Concedê-las é atitude de estadista, de homem público respeitoso, que tem sabedoria e argumentos a serem dados. Entende-se esta fragilidade na pessoa do governador eleito.

Tempo

Agora é o momento de dar fôlego a Carlos Moisés para que, nos 100 dias de sua posse, possa perfilar o desrespeito em educação. Pouco mais de três meses, é suficiente para dizer e mostrar um pouco de sua personalidade.

Interessante

O governador eleito é apenas uma personalidade conhecida pelos seus próximos e parte da célula do PSL. É possível que Carlos Moisés mostre-se mais. Há quem votou nele afirmando que a vice é de Tubarão e, ele, de Chapecó.

Sucesso

Agora que vai fazer sua primeira visita política em Brasília e depois um olho no olho com Jair Bolsonaro, Moisés entenda muitas missões do homem público. Uma é se adaptar. Não é fácil para ele que chegou onde está com esforço zero.

Retorno

Com sua forte vitória em 2018, Júlio Garcia é um quadro com possibilidades grandes de, minando aos poucos Gelson Merisio dentro do partido, assuma por gravidade, o controle do PSD. O deputado estadual eleito chegou completo.

Histórico

Júlio não somente elevou Zé Nei Ascari ao seu posto no TC, mas assumiu seu lugar na Alesc que, concedido ao agora conselheiro, volta. Viu o tropeço de Gelson Merisio de perto e observa-se ganhando corpo na Assembleia e no PSD.

Enfrentamento

Gelson Merisio vai respirar suficientemente para medir o campo de trabalho que pretende em 2019. Sabe que não perdeu a eleição, mas foi Bolsonaro quem venceu. Dono de uma votação importante, precisa entender na direção a tomar.

Debandada

Se antes tinha controle pleno das Comissões Provisórias do PSD e de alguns diretórios em várias cidades do Estado, Gelson Merisio conta com três deputados eleitos para se manter no controle. Revoltosos já pensam em sair em massa.

Atrativo

Várias são as lideranças que estão querendo embarcar no PSL dando um inchaço de oportunismo que vai ser tema que o governador eleito Carlos Moisés vai levar a Jair Bolsonaro. Se este êxodo ocorrer, leva junto tudo, inclusive.




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