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Papo Justo | De que são construídos os direitos?

Por: Diego Barbiero
14/11/2018 10:20

Ontem, uma professora de Xaxim, a quem tenho muito apreço (e já fiz referência expressa a ela em minha página pessoal do Facebook), enviou-me um texto muito interessante sobre a origem dos direitos.

O texto não era científico, acadêmico ou algo do gênero. Era um texto direto, escrito em rápidas linhas, para alertar uma população que parece não entender tudo o que a humanidade passou para chegar aqui.

Em síntese, o texto dizia que os direitos têm cheiro...O cheiro do sangue de tantas pessoas que, ao longo dos anos, lutaram por suas consolidações. Os direitos também têm cor, tem aspecto, têm histórias. E quase ninguém percebe isso.

Nossa Constituição, que completou 30 anos mês passado, foi vanguardista: a constituição cidadã, como é conhecida, tentou ser “dirigente” da atividade dos políticos. Conseguiu na essência, mas não na prática.

Consolidou direitos básicos e avançados, individuais e coletivos (desde a liberdade de expressão à manutenção de um meio-ambiente ecologicamente equilibrado) e, ao mesmo tempo que quis conceder esses direitos ao povo brasileiro, entendeu que não seria necessário fixar diretrizes (obrigações) para que eles pudessem ser exercidos em sua plenitude.

Assim como confiou no bom político, imaginou o Brasil povoado somente por cidadãos bem-intencionados.

Infelizmente o resultado, por enquanto (friso!), não foi alcançado.

Os direitos, trazidos a tanto custo (com sangue, suor, escravidão e os mais diversos tratamentos degradantes a tantas pessoas), são menosprezados por aqueles que não se veem como destinatários de quaisquer obrigações.

É necessário (re)equilibrar a balança


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